Com o Tema Filho de Peixe Peixinho e

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Tu és a esperança, a madrugada.
Nasceste nas tardes de setembro,
quando a luz é perfeita e mais dourada,
e há uma fonte crescendo no silêncio
da boca mais sombria e mais fechada.

Para ti criei palavras sem sentido,
inventei brumas, lagos densos,
e deixei no ar braços suspensos
ao encontro da luz que anda contigo.

Tu és a esperança onde deponho
meus versos que não podem ser mais nada.
Esperança minha, onde meus olhos bebem,
fundo, como quem bebe a madrugada.

Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor!

O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra.

O futuro é mais bonito do que todos os passados.

A desgraça é o vínculo mais estreito entre os corações.

⁠Ando muito completo de vazios.

Manoel de Barros
O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record, 2000.

Um sorriso inocente de uma criança toca até os corações mais rancorosos.

A UM SUICIDA

À memória de Tomás Cabreira Júnior

Tu crias em ti mesmo e eras corajoso,
Tu tinhas ideais e tinhas confiança,
Oh! quantas vezes desesp'rançoso,
Não invejei a tua esp'rança!

Dizia para mim: — Aquele há-de vencer
Aquele há-de colar a boca sequiosa
Nuns lábios cor-de-rosa
Que eu nunca beijarei, que me farão morrer

A nossa amante era a Glória
Que para ti — era a vitória,
E para mim — asas partidas.
Tinhas esp'ranças, ambições...
As minhas pobres ilusões,
Essas estavam já perdidas...

Imersa no azul dos campos siderais
Sorria para ti a grande encantadora,
A grande caprichosa, a grande amante loura
Em que tínhamos posto os nossos ideais.

Robusto caminheiro e forte lutador
Havias de chegar ao fim da longa estrada
De corpo avigorado e de alma avigorada
Pelo triunfo e pelo amor

Amor! Quem tem vinte anos
Há-de por força amar.
Na idade dos enganos
Quem se não há-de enganar?

Enquanto tu vencerias
Na luta heroica da vida
E, sereno, esperarias
Aquela segunda vida
Dos bem-fadados da Glória
Dos eternos vencedores
Que revivem na memória —
Sem triunfos, sem amores,
Eu teria adormecido
Espojado no caminho,
Preguiçoso, entorpecido,
Cheio de raiva, daninho...

Recordo com saudade as horas que passava
Quando ia a tua casa e tu, muito animado,
Me lias um trabalho há pouco terminado,
Na salazinha verde em que tão bem se estava.

Dizíamos ali sinceramente
As nossas ambições, os nossos ideais:
Um livro impresso, um drama em cena, o nome nos jornais...
Dizíamos tudo isso, amigo, seriamente...

Ao pé de ti, voltava-me a coragem:
Queria a Glória... Ia partir!
Ia lançar-me na voragem!
Ia vencer ou sucumbir!...

Ai! mas um dia, tu, o grande corajoso,
Também desfaleceste.
Não te espojaste, não. Tu eras mais brioso:
Tu, morreste.

Foste vencido? Não sei.
Morrer não é ser vencido,
Nem é tão pouco vencer.

Eu por mim, continuei
Espojado, adormecido,
A existir sem viver

Foi triste, muito triste, amigo, a tua sorte —
Mais triste do que a minha e malaventurada.
... Mas tu inda alcançaste alguma coisa: a morte,
E há tantos como eu que não alcançam nada...


Lisboa, 1° de outubro de 1911
(aos 21 anos)

Já parou pra pensar que você pode abrir 10 portas fechando apenas uma?

Bom dia com imensa alegria!
Que Deus nos ilumine nesta semana abençoada.
Que seja de vitórias alcançadas!

Os homens só desdenham a liberdade, ao que parece, porque a teriam se a desejassem, como se se recusassem a fazer essa bela aquisição somente porque ela é fácil demais

⁠No fundo ela acredita que voltar atrás só lhe trará dor e sofrimento.

Quero ser livre

Sei que você me magoou...
Sei que você me machucou...
Sei que você me traiu...
Sei que você mentiu para mim...
Sei que você foi falsa comigo...
Sei que nada representei em sua vida...
Sei que riu muito das minhas fraquezas...
Sei que nunca partilhou verdadeiramente de meus sonhos,
Mas eu te perdoo...
Te perdoo, porque quero ser livre...
Livre como as borboletas...
Livre como os passarinhos...
Livre como os rios...
Livre de sua imagem em meus pensamentos...
Liberando espaço em mim para a entrada de outro alguém
Com quem possa ser feliz de verdade.
Leve
Intenso
Verdadeiro
Radiante
Especial

Ele tem mente de peste, mas alma de artista.

O amor

O amor é muito paciente e bondoso
Nunca é invejoso ou ciumento
Nunca é presunçoso nem orgulhoso
Nunca é arrogante nem egoísta, nem tão pouco rude
O amor não exige que se faça o que ele quer
Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que os outros lhe fazem
Nunca está satisfeito com a injustiça
Mas se alegra quando a verdade triunfa
Se você amar alguém será leal para com ele
Custe o que custar
Sempre acreditará nele
Sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa
Há três coisas que perduram: a FÉ, A ESPERANÇA E O AMOR
E a maior destas coisa é O AMOR.

Essas crianças estão nas ruas porque, no Brasil, ser pobre é estar condenado à marginalidade. Estão nas ruas porque suas famílias foram destruídas. Estão nas ruas porque nos omitimos. Estão nas ruas, e estão sendo assassinadas.

Quanta saudades de você, meu amor!
Tanta dor você deixou
Quanto tempo mais
Vou ter que esperar
Pra que você volte pra mim?
Não me deixe assim
Sofrendo tanto por seu amor
Ninguém vai te amar
Da mesma forma do que eu te amo
Volte, estou te esperando!

O casamento não é uma solução, é um ponto de partida.

Machado de Assis
Helena (1876).

O trabalho era atrapalhado, às vezes por minha falta de jeito, outras de propósito, para desfazer o feito e refazê-lo. (...) Mas os cabelos iam acabando por mais que eu os quisesse intermináveis. (...) Desejei penteá-los por todos os séculos dos séculos, tecer duas tranças que pudessem envolver o infinito por um número inominável de vezes. Se isto vos parecer enfático, desgraçado leitor, é que nunca penteastes uma pequena, nunca pusestes as mãos adolescentes na jovem cabeça de uma ninfa.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Remova as dores da alma, as incertezas,
dê um colorido a tua vida, sinta a leveza.
Busque onde deixou tua alegria e o teu riso de volta.
Renove, reconstrua e acredite nos teus sonhos.