Coleção pessoal de zonismo_oficial

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Os mortos descansam no fim; os vivos resistem ao fluxo.

Quem está vivo ainda enfrenta as exigências da existência.

Os mortos encerraram a jornada; os vivos ainda enfrentam a existência.

Construímos sepulturas para os mortos, enquanto os vivos continuam tentando sobreviver.

Até depois da morte, a matéria recebe monumentos, enquanto sua transformação continua indiferente a eles.

É inútil construir monumentos contra a transformação contínua da natureza.

É inútil transformar a despedida em ritual; a natureza não interrompe seu fluxo para se despedir.

É inútil construir túmulos contra o fluxo inevitável da natureza.

SELO DO ZONISTA


Organizo enquanto existo.
Transformo enquanto vivo.
Disperso-me sem temor.

Como um prédio, é melhor cair de uma vez do que permanecer em ruínas.

Quando não houver mais ninguém, que o símbolo lhe recorde o universo — e a coragem de continuar e criar um novo caminho.

Quem foi embora não deixou uma perda, mas um espaço a menos para ocupar os pensamentos.

Cuide do seu corpo: negligenciá-lo pode transformar a existência em um tormento.

Você teme a morte, mas sua existência é consequência das transformações da matéria sob determinadas condições.

Se a existência se resume ao tormento, até o sentido de viver se torna uma pergunta.

Morrer é retornar à não existência.

O tormento não é virtude; reduzi-lo é sabedoria.

Viver livre de tormentos é a vitória das vitórias.

O zonista reconhece na morte o fim dos tormentos da existência.

A morte não é inimiga; o tormento é.