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Coleção pessoal de yonnemoreno

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⁠Quero salvar meu destino, mas o que leva alguém a preferir o silêncio profundo, onde a paz prevalece, ao ruído caótico da vida moderna?
O que faz uma pessoa se sentir em casa no vazio, em vez de encontrar conforto nas vozes daqueles que compartilham sua humanidade?
O que nos faz amar mais nossos pets, seres irracionais, do que aqueles que se dizem racionais?
O que nos leva a duvidar da humanidade visível e, ao mesmo tempo, a buscar fé no invisível?
E o que, afinal, ainda me faz acreditar em você?
Quero salvar meu destino, mesmo sabendo que em sonhos te vi roubando o meu. Tenho minhas dúvidas. Será que estou me tornando um eremita da era moderna? Ou será que estou apenas à beira da loucura humana?
Sempre fui diferente, nunca me encaixei. Sempre quis ser a louca da vez, mas nem nisso consegui me encontrar.

⁠Evo
O coração está em pedaços.
As flores estão mortas; não há mais o que colher.
Meu mundo congelou, e não sei como aquecê-lo.
São tantos pensamentos que mal consigo respirar.
Deslizo por essa estrada fria.
As luzes piscam. O momento do colapso se aproxima,
Mas você não está aqui.
Estou me desfazendo.
Tive a chance de correr, mas só consegui respirar, e o frio se instalou em mim.
Então, eu rezo.
Preciso de calma. Tenho que me manter sereno.
É estranho, como se vivesse em uma monarquia.
Me curvo diante de você, me vejo aos seus pés.
Estou furioso, há um fogo em mim,
Mas tudo parece um delírio.
Isso não é real — é cruel.
Não é um jogo, deveria ser amor.
Estou exausto, tão cansado.
Parece que o tempo já ultrapassou o limite.
Sabe aquele vazio?
O meu ainda não foi preenchido.
Não quero perder o que sou.
Liberta-me.
Preso ou livre,
Liberta-me.

⁠Tem dias em que até um leve “bom dia”me fere, machucando-me por dentro.
Dias em que um “boa tarde” carrega o peso de um “bom dia” que já se foi.
E quanto às noites… há aquelas em que tudo parece um borrão, sem lembranças.

⁠Você partiu, e eu tive que colher as lembranças contidas na árvore do tempo. Até hoje sinto frio, porque não nos vemos mais. Nas mãos, o suor secou; nos olhos, a tristeza se instalou. Persistente, visto minha armadura, avisto o horizonte, respiro fundo, olho para os meus pés e sei que eles precisam continuar a caminhar. Ainda assim, penso: viver é ser ativo. O que houve foi tão pouco! Foi tão breve, no entanto, eternizou-se.

⁠O ser humano é curioso. As pessoas me perguntam: “Como você está?” Eu respondo: “Estou velha.” Elas se espantam, e eu caio na risada. A velhice é isso: você vai deixando de ser prioridade, se tornando uma opção secundária, depois terciária, e assim por diante. Acho que é o curso natural da vida. É passar de ser notada para se tornar quase invisível. A verdade é que a roda da vida não para; a humanidade segue seu caminho. A vida é feita de ciclos — gerações nascem e morrem. A evolução é inevitável. Não adianta romantizar a velhice, embora, claro, existam exceções. Muitas, com certeza. Tudo isso é apenas minha visão, sem base em pesquisa; hoje estou apenas refletindo. No fundo, ser idoso é carregar uma caixinha cheia de limitações e medos, tudo parte daquele famoso combo da vida. E, ainda assim, sigo rindo disso tudo.

A⁠proveitando esse caos de um calor diferente, vou beber água, e hoje em dia concluo que beber água é um talento obrigatório. Contudo, especialmente hoje, preciso dormir mais cedo, pois amanhã, ao acordar, quero abrir meus olhos bem tarde e me levantar somente quando o sol quente me abraçar e arrancar um sorriso dos meus lábios. Agora já é tarde, e vou esperar a noite vir me buscar para que possamos viajar em meus sonhos. Ela sabe que eles são sempre quentes e vívidos, então me deseje uma noite boa e iluminada.

⁠Sabe aqueles pontos de luz que sempre iluminaram os meus caminhos? Eles tornaram-se a minha esperança.

⁠Mas tudo isso pode ser amor,
ou apenas um sal sem sabor.
Estamos em caminhos dos quais não podemos voltar, mas apertar o play é tão excitante!

⁠Nem sempre um bom anzol traz bons peixes, mesmo quando você conhece bem as águas que correm aos seus pés. As exceções existem, embora quase ninguém se lembre disso.

⁠A solidão dói.
No entanto, quando eu estava quase perdendo minhas forças, ouvia a respiração dos meus filhos, a risada contagiante, a fala inocente e a alegria presente.
Então, meu corpo reagia, o ar voltava, e, devagar, tudo se encaixava novamente.

⁠Tem vezes que o sorriso manhoso ou a gargalhada escancarada surgem de forma tão espontânea que chegam a ser engraçados, mas, ao mesmo tempo, tornam-se uma alegria contida, tão envolvente e calorosa, esperando apenas o brilho dos olhos para explodir em felicidade. Revigoro-me, pois é extasiante e empolgante; só lamento, e é uma pena, que nem sempre haja plateia.

⁠A dor mental é tão intensa que, quando sangra, não há como estancar o sangramento. É desesperador, pois não existe pomada para aliviar, nem massagem que amenize. Essa dor é invisível aos olhos, mas profundamente sentida no coração.

⁠As lembranças da vida são formadas por retalhos de tempo, ora felizes, ora dolorosos. No entanto, as mãos do esquecimento têm o poder de limpar o coração dos retalhos mais amargos. Para mim, a morte não é o fim, mas o início de uma nova jornada. Lamento profundamente o ocorrido e oro para que Deus lhe conceda um novo recomeço, cobrindo-o de luz. Que ele tenha partido em paz.

⁠Sinto saudade daquele tempo em que o ar era puro, a brisa era leve e transparente, o cheiro doce do verde preenchia o ambiente, e as noites quentes eram perfumadas pela dama-da-noite. Agora, tudo o que vejo é um dia tingido de cinza, coberto de poeira. Não sinto mais a brisa, apenas um odor estranho no ar. Me pergunto: será que o mundo se transformou em um grande latão de lixo? Temo que o pior ainda está por vir.

⁠Ao olhar para trás, observo que tudo está em seu devido lugar, conforme as minhas escolhas ao longo do meu trajeto. Segui sempre em frente, acreditando que, em algumas situações, abdiquei por ser sincera e justa, ou talvez por ser egoísta e tola, ou ainda por ser fiel e pura. Em todas as passagens, deixei doses da minha luz, ora cedendo-a para alguém, ora talvez a perdendo no além. No entanto, ao analisar minuciosamente o passado, percebo que algumas coisas não ficaram no lugar correto, não se encaixaram por completo. Porém, nada posso fazer para corrigir, pois essas pequenas desordens são falhas — algumas quase imperceptíveis, outras bem visíveis. Todos esses defeitos ou deslizes são consequências das minhas más escolhas, ou talvez de escolhas não tão boas, mas apenas sob o olhar do presente. Corrigir o passado é impossível; não há caminho de volta, o tempo é curto, a estrada é de mão única e não existem atalhos. O que podemos concluir e ter certeza nesta vida é que a morte não aceita suborno.

⁠Há dias em que minha memória sente saudades daquele trem que, ao atravessar a ponte suspensa, me leva de volta a um tempo distante. Um tempo em que o cheiro do verde e da areia quente, misturado aos trilhos velhos e enferrujados, trazia um aroma doce e juvenil. Esse aroma penetra em mim, trazendo a nítida sensação de um “eu” puro e transparente, onde o medo não existia, nem permitia existir.

⁠O sorriso dele era marcante, mas também era uma faca de dois gumes, uma névoa perigosa. O sorriso tem seu lado alegre e contagiante, mas pode ocultar tristeza, solidão e angústia. Sempre digo: o sorriso é uma caverna escura e profunda, difícil de enxergar o que há lá dentro. Que agora ele seja luz!

⁠Houve um tempo em que minhas lágrimas congelaram meu coração, e meus monstros tornaram-se meus amigos, talvez por dó ou por castigo.

⁠Sou o milagre que um dia migrou em ti, mas agora preciso partir, pois nada de novo encontrei, apenas novas barreiras, cada vez maiores. Sombras escuras tornaram-se suas únicas companheiras. Quando digo que não és o senhor de mim, acredito que você entende o que quero dizer. Sua boca sorri, mas seus olhos me leem erroneamente, como sempre. Vives como um santo, mas sem aprender nada! Habito no esterco deste amor e, às vezes, penso que não vale a pena. Mas quando o bem chega, tudo vale, tudo impera, tudo brilha e me inspira. Olhando para trás, vejo mil estrelas brilhando intensamente—era o que eu enxergava em seus olhos. Tudo foi bom, e caminhei anos-luz sob o brilho desse sentimento, mas o apagão destruiu a ponte que nos unia. Então, beba a mídia, se isso o faz sentir-se melhor.

⁠Caminhamos pela estrada do tempo e, em determinado momento, chegamos a uma fase intrigante, onde a saudade se dissolve em lembrança, dando lugar a um sentimento sem dor e sem cor, transformando uma memória pessoal em uma memória perdida, mas ainda assim, não extinta.