Coleção pessoal de yonnemoreno

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Um dia, a felicidade nos abraçou

Há momentos em que fazemos de tudo para esquecer coisas boas vividas no passado, por vários motivos: ódio, ranço, apatia — enfim, um leque de razões.

Só que nos esquecemos de que a mente já está carregada, preenchida por aqueles momentos de amor. Eles estão fotografados, grifados, tatuados por dentro. E, por mais que tentemos, não conseguimos apagar — e talvez nem devamos. Eu penso assim.

Então, não é que não saímos do passado; há vezes em que precisamos esquecer a ira e voltar apenas para sentir que, um dia, a felicidade nos abraçou.

O amor, a paixão, foram tão marcantes, tão intensos, tão deliciosamente vivos, que não conseguimos esquecer por completo. Ou, quem sabe, fazemos questão de voltar para reviver a sensação do extraordinário que um dia experimentamos.

A brisa não escolheu você

É uma pena que a brisa que me confortou não tenha te abraçado.

Mesmo em meio à tempestade que habitava o meu peito, bastava olhar através da cortina para compreender que o tempo seguia — lento, mas fiel à sua normalidade.

O céu permanecia azul.
A vida continuava.
E a brisa passava, suave, como se escolhesse quem envolver em seu abraço.

Talvez não seja a brisa que escolhe, mas a disposição de cada um para senti-la.

Nem todo inferno é Fim

Pessoas vazias tentam preencher suas vidas com banalidades e ignorância.
Preciso te dizer a verdade:
a vida te deu um golpe, mas o inferno também transforma,
e o caminho da felicidade está logo ali.

Entre Órion e a Saudade

Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.

Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.

Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.

Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.

Meu melhor remédio
Às vezes, não é questão de medicação; basta vê-lo.
Ao fechar os meus olhos, ouço a sua voz a me dizer coisas.
Entre o corredor da lembrança e da saudade, sigo ouvindo, entorpecida, a letra daquela melodia — aquela música marcante.
Sinto-me forte, até porque você é o meu melhor remédio.

A crueldade que se diz humana

A maldade humana me faz pensar e repensar que existem certos seres — que se dizem humanos — mas que parecem ter sido criados por erro, e não por amor.

Dói-me pensar assim.

Que Deus me perdoe por esses pensamentos e que abençoe todos aqueles que respeitam e cuidam dos seres indefesos.

Quanto aos vermes da crueldade e aos demônios existentes, está mais do que na hora de leis mais severas. Vocês não acham?

Não há como esconder: grande parte dos problemas do planeta está relacionada aos próprios seres que se dizem humanos.

Amor em Segundo Plano

Fomos donos e agora sócios honorários.
Sei lá… tudo vai se tornando tão estranho, até porque o amor se tornou segundo plano — o plano B de cada um, uma loteria ou, talvez, um carma cardíaco em que o perdão é essencial.

Versos que caminham
Seu andar me cativa,
seu perfume me encanta,
seu semblante me versifica em ondas de histórias lindas e incríveis.
Você está se tornando uma silhueta histórica no meu livro chamado Vida.

Meu lugar é aqui
Tento proteger seus olhos, que sorriem, em um mundo onde tudo pode ser acolhimento e esperança. Ainda assim, eu estou aqui.

Onde a emoção mora

Tudo cheira a tristeza.
É castigo, eu sei.
Mas depois percebi que tudo é questão de escutar.
É uma maestria rasante, justa,
nas conversas entre eu e você.

A emoção, quando chega às nuvens, é sagrada,
e o corpo reage.

O peso e a beleza de amar
Acredito tanto no amor que acho que ele virou convicção, mas nunca obsessão.
Ou será que isso mostra que vivo uma espécie de escravidão?

Há horas em que o amor nos faz recuar, porque sentimos medo de amar novamente.
O amor é algo que, por mais que tentemos explicar, nada consegue definir por completo.
Até porque, no amor, a gente pensa, sente falta e sente medo de perder.

Máscaras
Lembranças falsas lançam suas máscaras no vazio.
Graças a Deus, somos todos falhos, errantes e pecadores.
Por isso, por gentileza, não fale de mim,
até porque já não me lembro de você.

Entre a Essência e o Nada
Existe o ser que é humano.
Existe o ser que é lixo.
E existem aqueles
que vivem com a mente cheia
e a alma vazia.

Antes e agora
Anteriormente, lembranças me faziam mergulhar em águas profundas.
Agora, tornaram-se amigas antigas que trazem sorrisos à minha boca.

O peso de uma lembrança
Eu preciso falar de uma lembrança quase perdida no ar.
A princípio, ela deixa minha boca seca, e a falta de ar me arfa.
Neste mundo de bons e maus, eu preciso contar até dez e, em outros momentos, me finjo de morta.

Amor é luz
A missão do ser humano é amar.
Amar até transbordar.
Amar mesmo quando dói.

Mas por que tão poucos compreendem?
Por que a pureza assusta
e a verdade pesa tanto nas mãos?

Mentiras se espalham como neblina,
atingindo aqueles que só desejam sentir, que partilhar instantes doces,
oferecer o coração sem máscaras.

Hoje, o amor anda enfermo.
Precisa de cuidado, de tempo,
às vezes até de remédio,
porque vive em crise,
vive esquecido de si.

O “eu te amo” já não ecoa como antes.
Cai solto no mundo,
palavra leve demais,
como balões perdidos nas sombras das ruas,
onde os olhos já não brilham
como os de quem ama de verdade.

Viver neste universo exige luz
e coragem para lutar contra a escuridão.
Ainda assim, o que é bom encontra caminho.
Sempre encontra.

Que o ciclo repetitivo da dor seja rompido,
que a vida se refaça em delicadeza,
e que a luz do amor alcance
todos aqueles que, apesar de tudo,
ainda acreditam.

O sopro
Eu escrevo para mim, não para ti.
Recomponha-se. O sopro da verdade e do amor reacendeu meu coração, e, desde então, eu sigo feliz.

A promessa, a verdade e o tempo
Você precisa me dizer se o seu coração está bem.
Agora tudo é mistério, e ainda assim, tudo faz sentido.
Agora eu entendo aquela promessa dita: um mundo cor-de-rosa.
Você prometeu um mundo onde não cabiam tristezas nem mentiras.
Você não mentiu…
O tempo é que não foi verdadeiro.

A desordem dos sentimentos

A paixão deixa a alma bagunçada, o amor agitado e o corpo em ebulição.
Dá vontade de pegar toda essa comoção, embrulhar e dar de presente.
Mas… para quem?

Para os ignorantes, incrédulos, mal-amados e infelizes.
Para provar que os sentimentos mudam a estrutura física e biológica do ser humano.

Então penso: e o controle?
Na verdade, até existe um controle, mas, na maioria das vezes, ele é desgovernado — sem rumo, perdido por aí.

Meu dom!
Deus nos concedeu um dom. Cabe a nós explorá-lo, meu amigo.
Não é insanidade — é mérito.