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Coleção pessoal de xxevzw

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É melhor vencermos a nós mesmo do que ao mundo!

Os homens. É preciso amar os homens. Os homens são admiráveis. Sinto vontade de vomitar – e de repente aqui está ela: a Náusea. Então é isso a Náusea: essa evidência ofuscante? Existo – o mundo existe -, e sei que o mundo existe. Isso é tudo. Mas tanto faz para mim. É estranho que tudo me seja tão indiferente: isso me assusta. Gostaria tanto de me abandonar, de deixar de ter consciência de minha existência, de dormir. Mas não posso, sufoco: a existência penetra em mim por todos os lados, pelos olhos, pelo nariz, pela boca… E subitamente, de repente, o véu se rasga: compreendi, vi. A Náusea não me abandonou, e não creio que me abandone tão cedo; mas já não estou submetido a ela, já não se trata de uma doença, nem de um acesso passageiro: a Náusea sou eu.

Um homem é sempre um contador de histórias. Ele vê tudo que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma história.

A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado
para o resto da vida.

Para que o acontecimento mais banal se torne uma aventura, é necessário e suficiente que o narremos.

Mudar para continuar o mesmo.

Não há por que não criticar muito severamente quando se tem a sorte de amar a pessoa que se critica.

Como todos os sonhadores confundi o desencanto com a verdade!

Realmente, só pelo fato de ser consciente das causas que inspiram minhas ações, estas causas já são objetos transcendentes para minha consciência; elas estão fora. Em vão tentaria apreendê-las. Escapo delas pela minha própria existência. Estou condenado a existir para sempre além da minha essência, além das causas e motivos dos meus atos. Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite para minha liberdade pode ser estabelecido exceto a própria liberdade, ou, se você preferir; que nós não somos livres para deixar de ser livres.

Estamos condenados a ser livres.

Lágrimas de um adulto eram como uma catástrofe mística, qualquer coisa como o choro de Deus acerca da maldade do homem.

No amor, um mais um é igual a um.

O homem não pode desejar nada, a menos que antes compreenda que ele só pode contar consigo mesmo; que está sozinho, abandonado na Terra, sem outros objetivos a não ser os que ele mesmo estabelecer, sem outro destino a não ser o que ele forjar.

Todo o existente nasce sem razão, prolonga-se por fraqueza e morre por encontro imprevisto.

Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.

O inferno são os outros.

O que somos é o que fizemos do que fizeram de nós.

Liberdade não é fazer o que se quer, mas querer o que se faz.

O mais importante de tudo não é o que fizeram de você, mas o que você vai fazer, com o que fizeram de você!

Um homem não é outra coisa senão o que faz de si mesmo.