Coleção pessoal de wander-von-muller

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Há um brilho que dança em seus olhos,
um tremor doce nos lábios,
uma paixão que arde devagar,
como fogo que nunca se apaga.

Ao segurar sua mão,
o mundo desacelera,
e um encantamento desperta
no brilho profundo dos seus olhos.


O coração dela, inquieto,
abandona as amarras do silêncio
e guia seus passos —
livre, pulsante, sem mapas,
sem pedir permissão.


Eu a vejo se tornar alma:
leve, intuitiva, inteira,
um feixe de ternura
pulsando luz sobre mim.


Há um brilho que dança em seus olhos,
um tremor doce nos lábios,
uma paixão que arde devagar,
como fogo que nunca se apaga.


E eu permaneço diante dela,
maravilhado por essa beleza
que se revela inteira
no instante em que ela sorri para mim.

Hoje repito, com a serenidade que o tempo concede:


Nós somos livres.


Livres para desejar.
Livres para mudar.
Livres para nos reinventar diante da própria vida que criamos.

E é curioso como a liberdade surge dentro desse mesmo mistério.
Somos livres — sempre fomos. Há uma força suave na liberdade, mas uma força que muitos não compreendem.

Eu vi beleza onde não havia esforço, e por isso não tentei aprisionar o que tinha asas. Disse minhas palavras sinceras e deixei que o destino seguisse seu próprio movimento. Hoje entendo: a mudança que pedi talvez tenha chegado através daquela breve passagem. Porque ela me fez olhar para mim mesmo — para quem eu era e para quem posso vir a ser.

Ainda assim, a vida tem seus mistérios suaves.
Cinco dias foram suficientes para que uma presença tocasse algo em mim, como um vento discreto que muda o rumo sem anunciar. Depois veio o silêncio — denso, mas verdadeiro. E, mesmo assim, o simples “bom dia” que um dia recebi ainda brilha na memória como um sol que aquece devagar.

Não sigo padrões formatados por sistemas arcaicos que aprisionam a alma com viseiras e rédeas. Há poderes que moldam mentes adormecidas, e talvez seja assim para evitar um colapso cuja verdade muitos não suportariam. Há seres humanos que caminham em círculos sem saber, culpando o mundo por não encontrarem saídas que existem apenas dentro de si.

A mudança acontece agora, mesmo quando não a vemos. Ela caminha junto do tempo, e quando aprendemos a perceber seu ritmo, ela deixa de ser lenta e se faz veloz. Passamos então a compreender a força da ação correta no instante exato, quando o ser humano se alinha às leis invisíveis que regem tudo o que vive.

O universo nos entrega exatamente o que buscamos, mas somente quando já somos capazes de sustentar o peso do que sonhamos. Quem pede e não se prepara, frustra-se; quem se prepara, reconhece. Assim, antes de esperar que a vida mude, é preciso que mudemos o espaço interno onde a mudança irá morar. Cada conquista exige braços abertos, alma desperta e a coragem de não permitir que ninguém — nem mesmo nós — roube aquilo que nasceu como sonho e cresce como realidade.

Há momentos em que passamos uma vida inteira pedindo por mudanças, como quem suplica ao universo por um sopro novo. E, ainda assim, elas chegam devagar — silenciosas, quase imperceptíveis — porque o devir não tem pressa; ele apenas acompanha a vibração dos nossos pensamentos. O querer é a prova de que estamos vivos, de que uma centelha ainda se move dentro de nós. O problema nunca foi desejar. O problema é não estar preparado para receber aquilo que pedimos.

O tempo presente é o único território real. Quando o presente se desalinha, tudo o mais se torna ilusão. Foi assim que aprendi a falar menos, a ouvir mais, a acertar mais — porque já não tenho tempo para desperdícios.

Wander von Müller – Visão Terminista


A visão terminista é a ânsia de encontrar respostas definitivas para tudo, como se a vida pudesse ser aprisionada em certezas. É o desejo de corrigir fatos, de mudar pessoas, de apressar o curso natural do mundo. Mas o universo não se curva à nossa pressa; ele se move com seu próprio ritmo, e nós, humanos, somos mutáveis, instáveis, transitórios.


Ao receber qualquer informação, não a aceite como verdade absoluta. Cada palavra, cada ensinamento, é apenas uma porta para a reflexão. Busque, explore, aprofunde-se. Evite a presunção, pois a arrogância é a sombra que obscurece a sabedoria.


As respostas que você procura, aquelas que dizem respeito a quem você é de fato, já habitam em seu interior. Elas nascem de uma sabedoria silenciosa, infinita, quase divina. Nenhum ser humano é superior ou inferior a outro; cada existência segue seu próprio tempo, único e insubstituível.


Se cada um possui um tempo próprio, cabe a nós habitar o nosso com consciência e inteligência. Viver plenamente não é apressar-se, mas cultivar a felicidade, respeitar o próprio ritmo e o dos outros.


Quando nos tornamos inteiros em nós mesmos, quando abraçamos a vida em seu fluxo natural, espalhamos harmonia. A felicidade que floresce em nós ecoa ao redor, e, de repente, o mundo parece mais sereno, mais inteiro, mais verdadeiro.

Passamos a existência pedindo mudanças,
como quem conversa com o invisível,
e nem percebemos que elas já acontecem no ritmo próprio do universo,
discretas, quase imperceptíveis.


Quando o que desejamos finalmente se aproxima,
o mundo nos devolve a pergunta essencial:
estamos preparados para aquilo que dizíamos querer?
Pois o sonho, quando não encontra espaço em nós,
passa como uma brisa que não sabemos segurar.


Assim, aprendemos que preparar-se é tão vital quanto desejar.
O que chega até nós só se torna nosso
quando encontramos um lugar interno para acolhê-lo.


A mudança não é um evento distante —
é um processo contínuo, já em curso,
uma corrente da qual fazemos parte.
Somos fragmentos do mesmo princípio criador,
onde o pensamento se torna semente
e o desejo, possibilidade.

O Silêncio como Morada do Ser

Oh, o silêncio…
Não apenas a ausência de sons,
mas a presença plena do que é essencial.
Quando tudo ao redor se cala,
o ser humano reencontra a si mesmo —
e compreende que a quietude
não é um vazio, mas uma forma mais alta de existência.

No silêncio, a consciência se expande.
Ali descobrimos que a paz não é algo a ser alcançado,
mas algo que sempre esteve disponível,
embora oculto sob o peso do barulho e da pressa.
O silêncio nos devolve o centro,
recoloca cada pensamento em seu devido lugar
e revela a profundidade que o cotidiano tenta encobrir.

O tempo, nesse espaço silencioso,
mostra-se não como inimigo,
mas como mestre da revelação.
Ele nos ensina que só existe um instante real: o agora.
E é somente nele que podemos agir, compreender e transformar.

É por meio do tempo
que a sabedoria se desdobra lentamente,
quase imperceptível,
como uma chama que cresce sem alarde.
Essa sabedoria — a mais elevada das virtudes humanas —
não se adquire por excesso de palavras,
mas pela escuta atenta do próprio ser.

E, quando finalmente silenciamos,
percebemos que há em nós
algo que não é afetado pelo tumulto do mundo:
uma centelha do divino,
uma presença íntima e eterna
que só se revela a quem tem coragem de ouvir o próprio silêncio.

Com o tempo, aprendi a ser quem sou
e a ouvir o meu próprio ritmo.
Entre o barulho e o silêncio,
é na calma que encontro paz
e onde minhas ideias florescem.


Gosto da vida simples,
das pequenas alegrias
que iluminam o dia sem esforço.
Não sigo padrões que aprisionam;
prefiro a liberdade da mente desperta.


Alguns vivem presos à própria verdade,
girando em círculos sem perceber.
Por isso escolho a serenidade:
um lugar silencioso
onde a alma respira
e a mente vê além dos olhos.

A maldade humana tornou-se um souvenir,
distribuído gratuitamente por aqueles
que nada aprenderam com a própria existência na terra.


Há pessoas que, ao despertar,
servem-se de um banquete de sombras.
Estão tão acostumadas a esses maus hábitos
que eles já se alojaram na alma,
como parte da própria espiritualidade.


E, não satisfeitos com o próprio sofrimento,
chamam outros para participar
desse projeto medíocre que chamo de maldade.
O preço?
A breve satisfação
que ilumina o coração sombrio
de quem a pratica.


Faça o bem —
sem buscar explicações.
Faça a sua parte
durante o tempo que lhe foi dado.
É assim que se revela
quem você realmente é.


É necessário distinguir
o certo do errado
com os olhos divinos
que habitam em cada um de nós,
e não com os olhos
daqueles que tentam manipular
e moldar o nosso modo de pensar.


Caminhe pela boa estrada,
e lembre-se:
respeitar pessoas, princípios, valores e crenças
é sabedoria.


E sobretudo —
não tente mudar ninguém.
A verdadeira sabedoria
é colocar-se no lugar do outro.

“O brilho do sol sobre meus ombros,
em meus olhos, traz um sentimento de vida e felicidade.
Na água, ele parece tão adorável,
e sempre me faz tão bem.


Se eu tivesse um dia que pudesse dar a você,
eu te daria um dia como hoje.


Se eu tivesse uma canção para cantar a você,
eu cantaria para que se sentisse assim.


Se eu tivesse uma história para te contar,
contaria uma história que te fizesse sorrir
e te trouxesse uma doce sensação de felicidade.


Se eu tivesse um desejo para te conceder,
eu desejaria que o sol brilhasse o tempo inteiro,
irradiando em você alegria e vida.


Ah, se eu pudesse…
se eu pudesse.”

“Anjos, asas de ilusão, um sonho audaz.”
Ser assim: brilhar como um farol, luz na escuridão.
Ouvir as músicas que lhe convierem, ser eclético.
Gostar de ir por onde ninguém foi.
Querer viver — viver mais e mais — e não fingir, não esconder no olhar, mas se permitir ser feliz, aqui ou em qualquer outro lugar.

Não! Não vou mudar a minha maneira de ser, pois é isso que me dá vida.
Viver é ter o mundo real na cabeça e os pés firmes no chão; e, ainda assim, nos é permitido sonhar e projetar coisas. É somente assim que transformamos realidades e preenchemos o inexplicável vazio da alma e do coração.

Cante uma canção.
Dance.
Faça a vida entender que você está feliz por estar aqui.

Os sentimentos — ah, os sentimentos! — são eles que fazem toda a diferença. São responsáveis pela criação de tudo o que vivemos… ou deixamos de viver.
O pensamento é a energia que dá forma ao que desejamos materializar.

“Eu resolvi ficar”


Eu resolvi ficar — mesmo contra tudo aquilo em que sempre acreditei.
Ficar e colocar o meu “eu” de lado para cuidar de você
e caminhar ao seu lado.


Nada me impediria de seguir sozinho; caminhos existem muitos.
Por instantes, até me imaginei em cada um deles.
Mas em todos, quando procurei por você e não encontrei,
senti-me só.
E então entendi: não eram vários caminhos.
Havia apenas uma rota.


Sempre estivemos aqui.
Só nos afastamos quando o coração e a mente se perderam
no barulho, nos ventos, nas tempestades.
A mente humana perde o foco, é natural.
Mas o essencial é permanecer no caminho
sem perder a essência da alma,
mantendo a integridade — isso, sim, é o mais importante.
O resto vem, e sempre aprendemos algo durante a travessia.


Eu resolvi ficar porque é aqui que vejo as coisas crescerem.
Mantenho-me ocupado e aprendi a valorizar o simples.
Vejo a vida — até nos detalhes que antes passavam despercebidos.
Confesso que nunca me imaginei neste lugar,
até compreender as razões pelas quais eu precisava estar aqui.


Talvez eu tenha encontrado novos motivos,
ou apenas lembrado por que escolhi caminhar contigo.
Hoje parei de tentar entender tudo;
apenas vivo o momento com mais intensidade e alegria.
Dou valor ao tempo — e não carrego culpas.
Só me frustra ver o tempo sendo desperdiçado,
porque ele é uma das maiores riquezas que temos.


Então, sim… é por isso que eu estou aqui:
para usar o meu tempo
de forma que o seu tempo
seja sempre melhor.

“Tudo e Nada”


Ao mesmo tempo em que achamos ter domínio — sobre bens, pessoas ou até sobre nós mesmos — a vida sopra o contrário.
Se é seu, cuide.
Se pode, faça.
Se domina, não se preocupe.
Mas lembre-se: existem muitos tipos de força e poder, e o verdadeiro desafio é saber onde e quando usá-los.


Acreditar que temos poder absoluto sobre tudo é perda de tempo.
Quando pensamos saber demais, é aí que ainda não aprendemos nada.
O tudo e o nada caminham juntos nas escolhas que fazemos.


Você pode imaginar que tem total controle sobre si,
mas o que realmente possui são responsabilidades.
Com o tempo, isso fica claro.


A sabedoria vem quando entendemos que o maior tesouro é a felicidade —
a única que tem valor real e dá sentido à vida.
E você saberá que a encontrou
quando perceber que aquele vazio antigo já não existe mais.


Vivemos confusões, dores e quedas…
mas tudo passa.
E aqui está você: de pé, diferente, mais consciente.


Não crie expectativas sobre pessoas, coisas ou situações.
Apenas viva o que precisa ser vivido,
faça o que precisa ser feito — hoje, sempre.


Não subestime ninguém,
mas também não supervalorize.
Dê a cada pessoa o valor que suas atitudes mostram.
E não seja bajulador: isso não leva a lugar algum.


Seja prudente, mesmo quando a dúvida tentar assombrar a alma.
A vida é boa e maravilhosa quando entendemos sua importância.


Alegria, felicidade e amor são parte da existência —
e isso sim pode ser seu, meu, de qualquer pessoa que compreenda essa verdade.
Porque vem da alma, do espírito, do coração.