Coleção pessoal de VilmarBecker

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Te deixo o último sonho que tive com você o poema que dizia o adeus, Você presente as últimas gotas saída dos meus olhos, e a última vez que você pensou essa mentira que preferiu, Já não quero mais nada de ti nem seus sentimentos improvisados nem os aconchegos que olhavam para todo mundo menos o meu coração, Será que ao fornecer tudo me voltará alguém com o mesmo sorriso que o seu, tenho vontade de amar uma rosa menos sintética.

Foi quando morri, que descobri o quanto não vivi;
Foi quando morri, que meu coração voltou a bater com mais intensidade;
Foi quando morri, que tudo o que todas as minhas verdades tornaram-se mentiras;
Foi quando morri, que descobri que tudo o que eu dizia ser mentira, era a verdade que eu não queria acreditar;
Foi quando morri, que comecei a enxergar quem era real, quem era quem, e quem não era nada;
Foi quando morri, que me encontrei, e me encontrando decidi não me perder mais;
Foi quando morri, que descobri que ninguém é responsável pela minha vida tanto como eu mesmo;
Foi quando morri, que morrendo minha pior morte, percebi que morrer não é tão ruim assim;
Foi quando morri, que meus sentimentos ressuscitaram, e ressuscitaram porque só morreu o que não era sentimento;
Foi quando morri, que precisei me rastejar nas lembranças dos erros cometidos, e dos acertos não vividos;
Foi quando morri, que consegui enxergar o que valeu apena nos amores do passado;
Foi quando morri, que percebi que preciso amar mais, mesmo sendo odiado pelos meus próprios;
E é morrendo a cada dia que aprendo com meus tombos, aprendo com os amores que faz tempo que não vivo, que talvez não viverei, mas que vive dentro de mim;
É morrendo um pouco a cada dia, que aprendo como não devo ser, para não ser igual a qualquer um que ainda sendo diferente do que vivo são iguais para os olhos alheios;
É morrendo para as maldades viciosas, que vivo para as atitudes de valor, e com atitudes de valor me descubro como homem de verdade, em um mundo cheio de homens com meias verdades;
É morrendo todas as noites que tenho vivido desde que me mataram por dentro, sem pena do que restaria, restou o melhor de mim.

Como posso dizer quem sou eu, se quem sou é um mistério para mim mesmo.
Como posso dizer que o amor acabou, quando não sei nem se ele existiu;
Como posso dizer que sou melhor, quando nunca parei para pensar porque seria melhor;
Como posso dizer que me abandonaram, quando eu andava sozinho;
Como posso dizer que existem muitos obstáculos, quando fui eu que construí o muro;
Como posso dizer que o caminho está difícil, quando fui eu que espalhei os espinhos pela estrada;
Como posso dizer que mudei, quando ainda sigo cometendo os mesmos erros;
Como posso dizer que tudo vai ser melhor amanhã, quando o hoje nem acabou ainda;
Como posso dizer que acertei, quando minha vida é um erro constante;
Como posso ter uma opinião formada, quando nem tenho opinião própria sobre a minha pessoa;
Como posso pensar que minha vida é um quebra cabeça, quando não passo de uma peça apenas;
Como posso amar tanto, sem conhecer esse tanto que eu digo que amo;
Como posso dizer que tenho coração mole, quando só está aberto aos meus interesses;
Como posso dizer que sou corajoso para a vida, quando sou covarde para amar;
Como posso, não sei como posso, mas eu acho que posso, e achar não quer dizer que posso.

Não sou nada, não tenho nada, mas foi pela simplicidade do meu nada que te ofereci tudo e você não quis.

Eu seria extremamente feliz se as únicas drogas existente no mundo fosse o amor perdido, a saudade desenfreada e o coração acelerado, para o amor perdido outros cem encontrados, para a saudade desenfreada o reencontro aquecido no abraço e para o coração acelerado um chá de atenção e afeto que acalente a alma, eu seria extremamente feliz.

Só falta amor

O que faço com esse sentimento que machuca, sinto-me vazio de esperanças, parece que os sonhos perdem o brilho quando esse vazio toca na alma, procuro uma solução, mas os cantos do meu apartamento já me conhecem e silenciam perante minhas lágrimas, como não sentir a maldade nos ossos quando elas são espadas afiadas colocadas nas mãos das pessoas que mais amamos, minha única alegria é saber que posso mudar a mim mesmo, e me entristeço por saber que de tantas mudanças que tive dentro de mim, nenhuma foi o bastante, amei demais, suportei as larvas que me devoraram a ponto de sentir minhas folhas caindo, mas ninguém percebeu que meus ramos floriram na primavera, somente perceberam que caíram no outono, não sou o que pensam, não sou o que acham, nem o que me fizeram, sou apenas um ser buscando o sorriso que a muito levaram, sou aquele a quem deixaram as lágrimas como herança, a solidão como companhia, sou homem, não sou igual, não sou todos, sou uma pessoa entre bilhões que amou demais, que viveu para se doar, e foi se doando que recebeu a dor da saudade e da solidão, já não sei mais para que canto correr, já não sei para que braços devo pedir um abraço, se os abraços que queria não foram sinceros, machucaram e feriram meu peito másculo com a frase célebre "você é homem", como se homem não tivesse sentimento, vi meu mundo desabar como se não tivesse mundo para desabar, tive que aprender a conviver com a insônia e a incerteza dos dias de felicidade que hoje minhas rugas me informam que pode estar logo ali, amanhã, um dia, ou na esquina, mas nunca sei, então vago pela noite, procurando algo que não sei, pois tudo que eu sabia levaram de mim, passo os dias escondido do sol, ou procurando a chuva para que ninguém perceba minha feição desconhecida de velho homem se minha velhice nem chegou ainda, as mãos que um dia afagaram a face do maior amor que tive hoje somente molham-se enxugando as gotas do oceano que vazam pelos meus faróis que não brilham mais como antes, não posso ter medo de amar, não posso parar de andar, não posso parar de pensar, mas não sei quando vou poder amar sem medo, andar sem pressa, pensar sem preocupar-se, essa vida é uma incerteza, não sabemos nada dela e por não saber nos tornamos criminoso e vítima, um dia vou embora de onde já parti, e vou deixar para traz o que nunca tive, vou pedir a herança que não tenho direito, vou fazer as malas que não são minhas, calçar os calçados que não são meus e pegar a estrada que nunca andei, quem sabe ela me leve pra onde eu nunca pensei em estar, talvez seja isso mesmo, só falta coragem, só falta tudo, só falta o amor que me levaram.

Quem me dera ser inteligente para mudar o mundo, ainda assim iria preferir ser um idiota e mudar a mim mesmo.

Quem ama procurando adjetivos para amar, nunca soube o que é amar de verdade.

Estou cansado de pessoas que não entendem ser menos que um grão de poeira em um universo de grandeza inimaginável e que ainda acreditam que este mesmo universo existe apenas e unicamente em função de si. Estou cansado de ver a preguiça na busca do conhecimento, da falta de disposição para a leitura e da escolha deliberada pela ignorância, como se fosse a única ou a melhor opção. Estou cansado do espaço dado pela mídia a quem não tem nada a oferecer, de ver crianças educadas por promotores da idiotização, em uma idolatria revoltante e perigosa à sociedade. Estou cansado de ver a mediocridade elevada à genialidade e o comum alcançando o sucesso, enquanto na maioria das vezes o talento é menosprezado. Estou cansado de gente expressando opinião sobre aquilo que não entende, criticando o que não conhece e defendendo o que não domina, em uma verborragia vazia e despropositada. Estou cansado de gente pequena que se acha grande, de pessoas cegas por seu falso brilho, cujos espelhos ou estão quebrados ou simplesmente não refletem a realidade. Estou cansado de ver o luxo tratado como prioridade e o dispensável como essencial, de ver vidas complexas se tornando frágeis embalagens que se esfacelam ao primeiro toque. Estou cansado de quem reclama por pouco, que não consegue perceber que boa parte dos problemas podem ser resolvidos facilmente, sem a necessidade de exagerar a sua real dimensão. Estou cansado da ganância desenfreada e da moral corrompida, de ver a humildade e o respeito soterrados em uma necessidade de ser visto como um vencedor a qualquer custo.
Estou cansado de gente que espera sempre por finais felizes, que procura mais do que pode ter e que não consegue perceber a beleza que provém da pura simplicidade. Estou cansado da necessidade de usar máscaras invisíveis, do risco de falar a verdade em prol da convivência e de quem é peão da hipocrisia vigente. Estou cansado da falta de fascinação pelas pequenas coisas da vida, da cegueira diante da beleza ao redor e de apatia frente a tudo aquilo que faz cada dia valer a pena. Estou cansado de ser ignorado e roubado por quem deveria representar meus interesses, de servir como mero degrau para um abjeto jogo de poder e de ser visto como nada mais que um número em uma urna eletrônica. Estou cansado do cinismo, da hipocrisia, das mentiras. Estou cansado da inversão dos valores, das palavras falsas e das pessoas vazias. Mas, acima de tudo, estou cansado de ver que sou culpado de muito do que me deixa cansado e de compreender, resignado, que não tenho força ou capacidade para mudar isso.

A solidão da medo, porque com ela caem todas as máscaras, Vivemos sempre mantendo as aparências, em busca de reconhecimento, mas raramente tiramos tempo para olhar para dentro. Eu aprendi com a vida que nem todos que dizem que vão ficar pra sempre, realmente ficam, aprendi que muitos o próprio tempo leva. Mas aprendi também, que quem quer ficar, se esforça e fica. Eu senti a sua falta, e sei que você não sentiu, aquela parte de mim que se foi com você. Espero que encontre uma pessoa sem a qual não possa viver. E desejo que nunca precise saber como é viver sem ela.

Somos autores da própria história, e no fim dessa história a gente sempre morre.

Se as coisas fossem perfeitas Não existiria lições de vida, Não haveriam arrependimentos E nem descobertas...

Às vezes é preciso bater com a cabeça na porta várias vezes, para se dar conta de que não é a porta que está no lugar errado e sim você.

Não sou grande nem pequeno, sou do tamanho que você me enxerga.

Posso até ser um mero sonhador, mas sei que sonhar é a melhor parte de toda minha existência.

Pensando em lembrar você de algo importante, a beleza do amor está na reciprocidade, isso vale para cada um de seus gestos e sorrisos, mas vale também para o seu fim, todos somos livres para ir e vir, sempre, mas se você deseja partir, por favor, notifique, mesmo que você insista em continuar presente com as suas ausências, mesmo quando seus egoísmos ainda queiram mantê-la ali, se não fizer por respeito ao amor de outros tempos, faça pelo menos para se sentir livre, para poder encarar o espelho. Conte sobre as suas intenções, ou a inexistência delas, revele o desejo de não estar mais ali, para você pode ser apenas um passado ainda presente, mas para quem te amou, pode ser o sonho de um inexistente futuro, me dê o direito de seguir, avise sobre o fim do amor, "AMOR?" sim, para você pode não significar mais nada, mas o meu coração ainda não sabe disso.

Retirar o direito de uma pessoa tirar o direito a vida de um ser humano, afinal de contas, quem não é a favor da pena de morte é a favor do aborto, contradições, se para um médico que estuda dez anos e se torna obstetra e pediatra, como especialistas que são, determinam que existe vida sim desde o momento da concepção, porque nós meros leigos podemos argumentar o contrario, sobre o direito, nosso pais nunca proibiu o aborto, somente o limitou as questões mais sérias do que uma simples decisão por um ato impensado de quem quer o direito sobre o corpo, por isso somos seres pensantes, ou acho que somos, para que possamos pensar sobre cada atitude que tomamos e não fazer um inocente pagar pelas nossas incoerências, nenhum direito sobre o corpo supera o direito sobre a vida!

Cada um prende a sua rédia ao pé da cadeira que mais lhe agrada.

Eu queria poder dizer, em palavras o que sinto agora,
meu silêncio por mais intenso que seja,
explica melhor meus anseios de ser feliz,
minhas vontades submissas a meus pensamentos em guerra,
meus sentimentos em guerra suplicando um minuto de paz.
Eu queria poder dizer, em palavras o que sinto agora,
ver a maldade sujeitando as pessoas,
as mesquinharias do ter e do poder,
meu silêncio perante a dor do outro,
seja ela pela maldade sofrida, ou pela doença,
que desencadeia o sofrer nos olhos e a vontade de lutar pela vida.

O ser humano não vive, ele fluxograma sua vida, como se isso fosse viver.