Coleção pessoal de VerbosdoVerbo
Cristo os guarda e não os deixa cair da Graça. De modo que não é possível para os eleitos serem arrancados da mão de Cristo.
Deus deixou Adão com autonomia, mas Adão ficou sem a assistência de Deus; pois Ele colocou diante de Adão algo como um triplo apoio, para que ele não pecasse e nem caísse. Ele lhe deu um preceito, para que Adão pudesse, com obediência, não escolher o pecado; Ele acrescentou uma advertência, para que Adão pudesse temer pecar, por causa da punição anexa e seguinte; Ele concedeu graça, para que Adão fosse capaz, realmente, de cumprir o preceito é evitar a punição advertida.
Uma teoria pela qual Deus é considerado, necessariamente, o autor do pecado deve ser repudiada por todos os cristãos e, na verdade, por todos os homens, pois nenhum homem pensa que o ser a quem considera divino é mau- no entanto, segundo a teoria de Calvino e Beza, Deus é, necessariamente, considerado o autor do pecado- portanto, essa teoria deve ser repudiada.
Um ato que é inevitável por causa da determinação de qualquer decreto, não merece o nome de pecado.
O poder e a eficácia da morte de Cristo consiste na abolição do pecado e da morte, e também da lei, que é o escrito de dívida que nos é contrário.
Cristo, o Mediador, que não é apenas o executor da eleição, mas também o fundamento do próprio decreto da eleição.
As Opiniões dos Remonstrantes em 1618
O Autor da santificação é Deus, o próprio Santo Pai, em seu Filho que é o Santo dos santos, através do Espírito de santidade. O instrumento externo é a Palavra de Deus, o interno é a rendição da fé a Palavra pregada. A Palavra não santificará, somente por ser pregada, a não ser que a fé lhe seja adicionada e assim através dela os corações dos homens sejam purificados.
Nenhum homem crê em Cristo a menos que tenha sido previamente disposto e preparado pela graça preveniente.
A norma da Verdade teológica não é dupla, uma primária e outra secundária, mas é única e simplesmente, as Sagradas Escrituras.
O Antigo Testamento é o contrato no qual os pecados estão escritos (Cl 2.14); mas o Evangelho é a proclamação da liberdade (Isaías 61.1) e da doutrina da cruz, na qual foi pregado o contrato, ou escrito de dívida, que por este mesmo ato foi cancelado.
Ela [a predestinação divina] é um eterno e gracioso decreto de Deus em Cristo, pelo qual ele determina justificar e adotar os crentes, e também lhes dotar a vida eterna; porém, condenar os descrentes e impenitentes.
Armínio, Uma Carta para Hipólito A. Collibus
Queira Deus que todos concordemos plenamente nas coisas necessárias para Sua glória e para a salvação da Igreja. E se, entre outras coisas, não houver harmonia de opiniões, que haja pelo menos harmonia de sentimentos, e que assim possamos manter a unidade do Espírito no vínculo da paz.
Armínio, Um Exame da Predestinação e da Graça no Panfleto de Perkins
A pregação da Palavra é vã sem a cooperação do Espírito Santo; sempre com ela se junta a cooperação do Espírito Santo. Razão pela qual, o evangelho é chamado de ‘o ministério do Espírito’ (2º Coríntios 3.8), e os que resistem a ela se diz que 'resistiram ao Espírito Santo’ (Atos 7 e 13, e Mateus 12), não só porque se opõem a pregação externa administrada pelo mandamento e orientação do Espírito Santo, mas também porque se esforçam contra a cooperação do Espírito Santo.
