Coleção pessoal de valdir_junior_5
A sua cicatriz é a única tatuagem que a vida desenha à força para provar que a sua pele venceu a guerra.
O respeito me faz valorizar todas as crenças, e a inteligência me faz entender que Deus é grande demais para pertencer a uma única religião.
Pedir desculpa é assumir o papel de arqueólogo da própria falha, escavando o orgulho para devolver ao outro o direito de não carregar o peso do nosso erro.
O homem de verdade mede sua força pela capacidade de respeitar e cultivar um único amor, pois construir um império com várias mulheres é apenas o disfarce de quem não tem estrutura para sustentar o coração de nenhuma.
Cansei de assistir ao teu sofrimento de longe. Sem sustos, sem jogos: se você quer um amor de verdade, desculpa a minha audácia, mas eu mudo a tua história hoje.
Oi, tudo bem? Estou aqui apenas para registrar o que meu coração já sabe: você sempre será a mulher da minha vida. Fui o guardião de um tesouro raro que minhas mãos não souberam segurar, e que agora vive guardado na minha saudade.
Dizem que homem que chora não é homem de verdade, mas é mentira; o fraco finge que é de pedra e quebra por dentro, o de verdade chora, esvazia o peso do peito e volta pro jogo mais forte.
Às vezes, a gente só precisa sentar no chão do quarto, chorar tudo o que está preso e lembrar que até a versão mais frágil de nós ainda sabe o caminho de volta.
Eu cansei de ver você se desculpar por não dar conta de tudo enquanto carrega no colo quem nunca te perguntou se você estava bem. Solta esse choro que está arranhando a sua garganta faz meses, porque o teu valor não diminui só porque hoje você precisa de colo para não sumir no escuro.
Esconde o rosto no meu peito e chora aquele choro entalado que você engole todo dia para os outros não verem que você está sangrando por dentro. Você passou tanto tempo sendo o porto seguro de todo mundo que esqueceu que também tem o direito de desabar; deixa eu segurar o teu mundo um pouquinho, porque a tua dor não te faz fraca, ela só prova o tamanho da força que você teve que ter até aqui.
Eu vi quando você engoliu o choro e sorriu para não incomodar ninguém, mesmo estando em carne viva por dentro. Mas encosta a sua cabeça aqui: você não é de ferro, não precisa dar conta de tudo e o seu valor não diminui só porque hoje você não tem forças para ficar de pé.
Eu sei que o teu peito está sangrando e que engolir o choro para parecer forte tem rasgado a tua alma por dentro. Mas me dá a tua mão: você não precisa carregar o peso do mundo sozinha só porque aprendeu a aguentar a dor em silêncio; a tua sensibilidade não é fraqueza, é o lugar de onde a tua reconstrução vai começar.
A dor que hoje pesa nos teus ombros não define o teu valor, e mesmo quando o mundo parecer indiferente demais, lembre-se de que a tua força não desapareceu, ela apenas está descansando para o recomeço. É completamente permitido chorar e se sentir fragilizada, pois até as guerreiras mais valentes precisam de um momento de pausa e de um abraço sincero que acolha a sua alma. Saiba que você é infinitamente maior do que qualquer tempestade passageira e que o teu brilho interno permanece intacto, esperando o momento certo para voltar a iluminar o teu caminho com ainda mais intensidade. Se você precisar desabafar ou quiser conversar mais sobre o que está sentindo, estou aqui para ouvir e apoiar você no que for necessário.
O tempo me ensinou a não aceitar de volta quem só aprendeu a me enxergar depois que parei de me rebaixar.
Guardei nossa história no avesso do meu peito, naquele universo bonito que só a gente entendia. Perder você não foi ver o amor acabar; foi ver o amor virar saudade viva, dessas que caminham comigo pela casa, tomam o café frio e me lembram, a cada segundo, que o coração até continua batendo, mas agora bate sem ritmo, tentando imaginar os passos de alguém que nunca mais vai voltar.
Eu fui trocar a lâmpada queimada do corredor ontem à noite e, quando fiquei ali no topo da escada, no escuro absoluto, percebi que o meu maior medo não era cair dali, mas sim o fato de que eu já não lembro se você preferia a luz quente ou a luz fria para a nossa casa; desci os degraus tateando a parede, sentei no chão e chorei feito um menino ao entender que o tempo está apagando os seus detalhes de mim, e que eu estou perdendo você de novo, só que agora dentro da minha própria cabeça.
Eu ainda ando pela casa desviando do lado direito da cama como se você ainda estivesse ali dormindo, porque aceitar o colchão vazio dói menos do que admitir que o homem que eu era sumiu no portão junto com você.
Esquecer você seria como arrancar uma página do meu próprio peito; o livro da minha vida continua, mas a história nunca mais fará sentido por inteiro.
