Coleção pessoal de valdir_junior_2
O seu valor real está na paz de deitar a cabeça no travesseiro e saber que a sua honestidade não está à venda. Caráter é o que você é, religião é apenas o que você diz seguir.
Ser de verdade é a sua maior ostentação. A honestidade vale tudo, pois de nada adianta ter o céu na boca se o seu coração não conhece a decência e o respeito.
A sua autoestima deve ser construída sobre a rocha da sua conduta. Lembre-se: o caráter é o seu currículo espiritual, e ele é validado pelas suas ações, não pela sua denominação.
Peço desculpas por te procurar mais uma vez, mas senti que precisava deixar o coração falar. Aprendi que amar alguém de verdade não é sobre posse, nem sobre insistir em um "para sempre" que o destino decidiu mudar. Amar é, acima de tudo, ter a generosidade de deixar o outro ser feliz, mesmo que longe de nós.
O amor verdadeiro é silencioso e resiliente; ele não morre com a distância e nem se apaga com o tempo. Ele se transforma em memória, vira abrigo no peito. Ninguém esquece um grande amor, a gente apenas aprende a conviver com a sua ausência.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que ela toca, o mundo para e eu só consigo enxergar nós dois. A letra diz exatamente o que sinto agora:
"O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar / Do mesmo perfume, do mesmo olhar / O beijo que o tempo guardou / Invade a razão, toma o coração / E a saudade me faz lembrar"
Evitei te procurar por muito tempo. Tive medo de me machucar, medo de abrir feridas que nunca cicatrizaram de verdade. Escolhi sofrer em silêncio por ser mais "saudável", mas hoje o silêncio ficou pesado demais. Você sempre será o meu grande amor, e não tenho vergonha de assumir isso.
Perdoe o incômodo, mas esse desabafo estava me corroendo. São palavras guardadas há anos, presas na garganta. Se me perguntarem sobre arrependimentos, minha resposta sempre será aquela viagem para Petrolina. Eu sei que o relógio não volta atrás, mas saio desse silêncio com uma certeza: você nunca poderá dizer que eu não te amei.
As quedas servem para nos ensinar a levantar mais fortes. O segredo não é não cair, mas nunca aceitar ficar no chão
Não é vergonha o homem chorar,
Nem se curvar para pedir perdão à amada.
Pois só quem é grande sabe se ajustar,
E reconhecer o erro no meio da estrada.
Vergonha é você fingir que nada sente,
Esconder o peito atrás de um muro de gelo.
É viver uma vida de forma ausente,
Sendo escravo do próprio atropelo.
Homem de verdade é aquele que se permite,
Que sente o medo, a dúvida e a dor.
Pois o sentimento não tem limite,
E a maior força do mundo... ainda é o amor.
Se um dia eu não estiver mais presente, quero que leia este desabafo e sinta o quanto você foi importante. Você foi a melhor coisa que a vida me deu; com você, desbravei novos horizontes.
Seu sorriso é o meu amanhecer particular. Sua pele tem a leveza de uma pluma e seu beijo... ah, seu beijo é como doce, envolvente e viciante.
Minha gratidão por tudo o que vivemos é infinita. Mesmo que o destino nos separe fisicamente, saiba que você foi o meu melhor mundo. Obrigado por existir.
Amar-te de verdade é o que o tempo não permite,
mas o meu zelo é maior que o meu querer.
Pois quem ama de verdade não admite
fazer da alma do outro uma prisão.
Não sou teu dono, nem do teu destino,
embora o meu futuro insista em te chamar.
Deixo você ir, com uma dor forte no peito,
pois amar é também saber libertar.
O problema de quem sonha e ama com fervor é a teimosia de insistir na pessoa amada, mesmo quando o mundo insiste no fim.
Luciana: O Coração que me Ensinou a Viver
Está chegando o Dia dos Namorados, e meu peito transborda a urgência de falar sobre ela. Luciana, minha amada, minha companheira, minha esposa.
Ela não apenas entrou na minha vida; ela reconstruiu o meu mundo. Quando eu já não sabia mais o que esperar, Luciana me fez acreditar em um amor sincero, puro e absolutamente verdadeiro. Enfrentamos barreiras que pareciam intransponíveis, mas o nosso amor foi sempre mais forte que qualquer embate.
Houve dias em que o céu escureceu tanto que eu mesmo deixei de acreditar em mim. Mas ela não saiu do meu lado. Nos momentos mais difíceis, quando a vida me testou com duas cirurgias no coração, foi a mão dela que segurou a minha. Enquanto meu coração lutava para bater, o amor dela servia como o fôlego que me faltava. Ela me fez acreditar na cura, me ensinou a superar cada obstáculo e me deu forças para atravessar o vale do medo.
Hoje, as lágrimas que me vêm aos olhos não são mais de dor, mas de uma gratidão infinita. Eu sou outra pessoa porque ela escolheu estar ao meu lado. Olho para trás e vejo que cada cicatriz em meu peito carrega o carinho dela.
Luciana, obrigado por tudo o que você fez e por tudo o que continua fazendo. Você é a razão do meu sorriso e o motivo pelo qual meu coração — agora renovado — bate com tanta força e alegria. Eu te amo hoje, mais do que ontem, e muito menos do que amanhã.
Dois corações em ruínas,
No silêncio, nenhum sabe o que dizer.
Ambos perdidos em um amor insano,
Mas nunca entregues por inteiro...
Olhe para nós agora,
Reféns de um passado que insiste em pulsar,
Vagando na dúvida cruel:
Será que você ainda deseja ficar?
Depois de todo o caos,
Fui eu quem decretou o nosso fim,
E hoje, o vazio grita que não sei viver sem você.
Tudo o que nos sobrou
É este sonho frágil, quase real...
Valerá a pena tentar alcançá-lo,
Ou seu coração já me riscou do mapa?
Meu amor,
Sufoque-me em seu abraço até que a manhã nasça,
Até que o brilho do seu sorriso
Devore toda a melancolia dos seus olhos.
Prenda-me a você até que o sol nos descubra,
Não me deixe partir... nosso incêndio mal começou.
Ah, apenas deixe-me ficar.
Por qual ferida devemos recomeçar?
Uma única palavra doce poderia nos salvar...
Se você ainda for capaz de crer,
O tempo nos guiará de volta ao lar.
Olhe para nós agora,
Transbordando o que palavras não conseguem nomear.
Finalmente apaixonados,
Mas, desta vez, prontos para naufragar... ou voar.
Tudo o que resta, o que realmente importa,
É o eco de um: "Eu ainda te amo".
Será tarde demais para resgatar esse fôlego?
Diga-me... você ainda me ama?
Meu amor,
Aperte-me em seu peito até o romper da aurora,
Até que eu veja a luz em seu rosto
Lavar a tristeza que eu mesmo causei.
Abrace-me sob o sol nascente,
Deixe-me habitar seu abraço; já fomos longe demais para desistir.
Eu imploro que você fique comigo.
Você ainda me amaria quando a luz tocar o lençol?
Estaria aqui amanhã, ou seria apenas uma sombra?
Você partiria sem um adeus, deixando apenas o frio?
Diga que me ama... prometa que não é o fim.
Você me amaria ao despertar? Você ainda me sente?
Ou me deixaria no vácuo de uma partida sem aviso?
(Não se vá...)
Apenas diga que me ama. Como eu amo você.
Não se preocupe, eu não vou mais te incomodar. Preocupe-se apenas se eu, de repente, parar de te mandar mensagens; é sinal de que eu não estarei mais aqui.
Peço desculpas por te incomodar mais uma vez, mas vim aqui te falar uma coisa: amar alguém de verdade é deixá-la ser feliz. Às vezes, a gente pensa que amar é viver com a pessoa para sempre, mas não é assim. Amar é seguir em frente e deixá-la viver. O amor, quando é puro e verdadeiro, nunca morre e nem o tempo o apaga. As coisas boas ficam nas nossas memórias e no nosso coração. Ninguém esquece um grande amor.
Antes de mais nada, eu evitei te procurar por medo de me machucar mais ainda. É melhor e mais saudável sofrer por um grande amor em silêncio; não tenho vergonha de falar isso. Mas você sempre será o meu grande amor.
Desculpe-me mais uma vez por te incomodar, mas eu tinha que desabafar. Essas são palavras que eu guardo há vários anos para te falar.
O bom de não ter fé ancorada no Poder,
É que o templo de Deus não me pode vender.
Eu vejo o ouro farto, a luxúria em excesso,
Em nome da miséria que busca algum acesso.
O homem transformou a hóstia e o aleluia
Em moeda de troca, em astuta estratégia.
O Cristo de sandálias, despojado e simples,
Virou a estampa rica em templos de cúpulas.
Exigem o suor, a última moeda,
Prometendo o Céu, enquanto a Terra se veda.
A fé virou imposto, o medo, um credor,
E a Casa de Oração, um vasto cobrador.
Eu busco o divino no canto do pobre,
Na ação que conforta, no gesto que é nobre.
Pois a verdadeira igreja, o que dela resta,
Não está na opulência, nem em faustosa festa.
Ela vive no coração que se doa,
Livre do palácio que a graça magoa.
Minha crença é em Deus, não em quem se apropria
Do Livro Sagrado e da sua poesia.
Amar é deixar ir. É saber que no peito,
O que foi puro, o tempo não desfaz.
A família que não foi, o futuro imperfeito,
Não apagam a luz que em minha alma faz.
Sigo em frente, mas a memória te guarda,
Pois o primeiro amor, a alma nunca descarta.
Nunca duvide de um coração partido, pois é ele quem aprendeu a amar sem medo, e é em seus cacos que reside o brilho mais raro da superação.
Galo a cantar, cheiro de café no ar,
O aroma do bolo de milho a nos chamar.
Na mesa simples, o afeto está,
Lembrança de vó, saudade a apertar.
Um tempo de criança que não volta mais,
Mas vive no gosto que a alma refaz.
Cada mordida, um abraço, um acalento,
Doce memória em todo momento.
Quer que eu tente escrever um poema um pouco maior ou com foco em outro detalhe dessa lembrança, como o abraço da avó?
O tempo corre, mas a ferida não.
O mesmo vazio persiste, amargo e fundo.
Foi a palavra não dita, a incompreensão,
que nos lançou em lados opostos do mundo.
Não foi a falta de amor, e sim o medo.
A covardia sutil de quem se cala.
Guardamos o maior de todos os segredos:
a dor que o orgulho, em silêncio, instala.
Nada mudou.
Mas hoje, na moldura do "antes",
escutei sua voz — um fio de luz,
lembrando os juramentos distantes,
do amor que a alma ainda conduz.
E se a distância foi por nós criada,
eu creio na ponte que o tempo pode refazer.
Pois o que foi quebrado, em cada madrugada,
ainda pulsa em mim, e pode reviver.
Obrigado, meu amor, por ter me motivado, mesmo que sem querer, a escrever tantos poemas. Sou totalmente grato por me permitir ser a pessoa que sou hoje.
Por que guardar a dor, o luto, a mágoa?
Se o amor partiu, levou também a água
Que regava o jardim do nosso sonho vão.
Agora só há terra seca e solidão.
O coração, ferido, pulsa em câmara lenta,
Lembrando cada toque, a chama, a tormenta.
Mas o que foi, findou. Não volta a ser, jamais.
Deixe o tempo levar, para que haja paz.
