Coleção pessoal de uchaofe

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Escrevo umas linhas aí que saem de um cérebro pitoresco, desses que parecem estar do avesso. Um pouco controverso, inquieto, parecendo um menino travesso.


Espero que goste. Escrevo aqui e depois registro no Gov.

Ela só deixa ver o que permite; não é preciso um 'deixa eu entrar'. Basta perceber e entender seu coração, sua alma e suas ações. Daí em diante, o acesso é livre.

O dia em que Vênus encontrou a Lua,
ambos incandescentes.
Não era uma Lua minguante,
e sim uma Lua crescente.
Apareceram quando o Sol se escondia,
no poente.
Conjunção inconfundível,
atraente.
Nunca tinha visto um planeta,
nem mesmo numa luneta.
Mas agora, vejas tu,
eu posso ver Vênus,
não pela luneta,
mas sim a olho nu.
Registrei no meu olhar
e, depois, na fotografia,
uma imagem rara.
Eu nem sabia que existia.
E ali, logo abaixo, Júpiter,
tímido diante da luz reluzente da dupla que brilhava e reluzia.

ali, logo abaixo, Júpiter,
tímido diante da luz reluzente da dupla que brilhava e reluzia.

Que saudade boba é essa que ainda não chegou até mim em forma de abraço demorado?

As antigas do Sorriso Maroto matam, mas as do Jorge & Mateus te enterram vivo.

Não existe corpo mudo. Muitas vezes ele fala mais que uma boca.

Amo quem prefere o toque no olhar e na pele ao toque na tela do celular. Encurta distâncias e estreita afetos.

Que tudo o que transborda de bom em mim alcance a todos: os que me querem bem e os que não me querem, também.

E o que é a moda?
É aquilo que tem caimento irretocável na alma, para depois vestir o corpo por fora, ignorando o olhar alheio.

E a vida?
Uma catarse de pileque e ressaca curados com um abraço de mãe antes de dormir.

Converse com o impossível e mostre a ele que todos nós nos equivocamos. Até mesmo ele.

Se não for pra sorrir, nao fico e nem vou. Nem se achegue.

Uma casa com livros no lugar de eletrônicos resolveria 90% dos problemas de muitas famílias. Limite de tela é para inglês ver. Pais adoecidos não têm poder de cura.

A Magia dos Miudinhos
No cantinho do tapete, com mãos pequeninas, brinquedos miúdos viram grandes aventuras infinitas.
A criança inventa com pura intenção,
histórias que pulam da imaginação.
Com sorrisos e afeto, tudo ganha cor,
cada peça encaixa com muito amor.
A motricidade fina dança sem parar,
enquanto a fantasia começa a brilhar.
Há diálogo entre bonecos e bichinhos,
socialização nos seus próprios caminhos.
Livros inspiram castelos e dragões,
literatura pulsa em mil invenções.
A magia mora ali, no brincar sem pressa,
onde tudo é possível, tudo começa.
E o mundo se abre em mil direções.

Um narcisista não admite soberania alguma que não seja a sua.

⁠Não se discute o indiscutível.

Um S Em Forma de Gente
⁠Aquele S que insiste dentro dos meus pensamentos. É um S de um sorriso que me causa tormento. Um S de um olhar marcante que surge em todos os momentos. Dia e noite, noite e dia, dentro dos meus pensamentos.
S que chega no sonho, na hora de dormir. S que me pega acordada e passa a me consumir.
Quero S em forma de gente, que chegue e fique para sempre, enquanto o amor existir.

Aos Profissionais da Emei Mario Osorio Magalhães em tempos de Pandemia:
O coração está apertadinho de saudade.
O tempo não passa né? Os dias parecerem iguais. Mas um dia desses a gente volta, com muita saudade na mala, todas cheias de gás.
Que falta a gente faz, pelo bem que a gente espalha, pelo bem que a gente traz, pra tanta gente nesse mundo. É gente que não acaba mais. Gente pequena, gente grande... É. Somos todas especiais.
Sempre soubemos dessa importância, do nosso valor. Hoje o mundo inteiro sabe. Entenderam no amor e também, infelizmente na dor.
Ah! Não tem vídeo, tampouco uma faixa amarela bordada com seus nomes. É apenas uma homenagem singela pra abraçá-las e expressar o quanto são importantes, mesmo que por enquanto distantes, fisicamente por agora, mas presentes enquanto colegas, enquanto escola, dentro de nossas memórias.
Jamais serão profissionais nas entrelinhas. São personagens centrais de toda essa história.

Ampulheta Entupida
Sobre o Abraço que não dei
Sobre a oportunidade que deixei passar
Sobre a conjugação do verbo ter
A vontade de abraçar
Tive todo o tempo do mundo
De abraçar quem quero bem
Hoje me sobra o tempo
Mas não posso abraçar ninguém
Tenho uma ampulheta entupida, na qual o tempo ali não passa
Assim agora é a vida, de alguém que não abraça
Preto e branco, gelada
Vida vazia e sem graça
Não é sobre nao saber abraçar
É sobre não ter dado valor ao tempo
Que se deixou escapar
Hoje tenho todo tempo do mundo
Mas dele nao posso desfrutar
O desfrute de um abraço, em que eu abraço, tu abraças
É. Hoje só posso conjugar
Se hoje eu pudesse dar um abraço, o
descreveria sem hesitar
Sobre o sentido de um abraço
Capaz de fazer o tempo parar
Um tempo que não se quer que acabe
Quando dentro de um abraço está...
Como é bom quando a gente sente
Um abraço de um abraço quente
O cansaço se torna ausente
A tristeza menos presente
O querer bem não se torna indiferente
Aquele abraço que abraça
Que pede um pouco mais de demora
Se torna tão importante
Que a gente quer que aquele instante Permaneça, fique e não vá embora
Quem o sente guarda na memória
Num cantinho ali da mente
Aquele abraço que abraça
Tornando feliz a vida da gente