Coleção pessoal de TiagoAmaral
Se tudo que lança aos céus cai, excerto o foguete. Meu amor por te então seria um foguete, rumo ao infinito.
Toque Espiritual
A dor é grande e a saudade também.
O que jaz aqui não tem fim.
Parece que te conheci a tanto
tempo que nem eu mesmo sei...
Se foi nessa vida ou em outra
vida.
Deixei que criasse raízes teu toque
espiritual em mim, que veio me
como uma borboleta.
Que tocou meu coração e
acendeu minha alma com paixão.
Cintilantes almas em baixo das plêiades de estrelas, loucas, reluzentes de tão lindas. Entre os pinhos da vasta imensidão das montanhas. E o sol me fazia sonhar, viajando sobre o luar.
Tão era sua graça que até a lua chorava-se de inveja por não ser tão radiante quanto ela. Diante da presença de minha dama de minha amada. Oh sim Deus, como eu amo o meu amor.
Do néctar dos seus doces lábios, mantenho-me afastado do pecado. Mas no fundo a vontade de prova-los.
Vasta Vastidão da Minha Mente
O amor me inspira, inspira-me o que por minha amada retenho em mim. Oh gloria! Onde está tua verdade?
E os miseráveis a caminhar por ruas acompanhado da escuridão pela noite escura. Brindo com a solidão cada copo de vinho dentro dessa imensidão vazia.
E onde está a beleza da aurora nessa noite? Ela surgir entre as estrelas entre a escuridão crua e fria do infinito.
E quando falo dela é como se eu falasse de amor em sua forma mais sublime e completa.
Destilo de mim a dores nesse frio puro de inverno e abstenho-me da gratidão alheia desse mundo de almas penosas e efêmeras.
E o mundo a soa-me como a palma de uma mão aberta e eu um grão de areia com 15.000.000° C como o próprio sol. Quente e intenso como uma estrela perdida nesse universo cintilante, frio, escuro e vazio.
E o verdadeiro nome do amor é infinito.
E o ar frio e acompanhado da chuva recai sobre a cidade em um tom de melancolia e tenacidade sobre a calçada que suspira friamente.
Almas perdidas a caminhar sobre o nada pelas calçadas frias sobre a cidade.
– O que o entristece?
– Não ter para onde fugir!
E a noite a chegar como um abraço noturno e sorrateiro. Tenho estudado ultimamente muito o, Shakespeare, é admirável sua genialidade e seu amor a vida. Já Dante não tinha só o seu amor a vida, tinha também, Beatriz, e aquilo era sublime tanto quanto espiritual e verdadeiro. Transcorria-se por mim o mesmo, transcorria-se por mim todas as diretrizes do meu destino, da palma da minha mão ao interior da minha alma.
– Que loucura toda essa vasta imensidão.
– Vasta e tenebrosa repleta de melancolia sobre essas pobres almas efêmeras.
E um frescor recobre sobre minha mente e mim propunha a escrever o quanto estou carrancudo e isso foi uma casca, uma proteção que me impediu de ser apenas um idiota nesse mar de mentes. Antes era só a juventude e a idiotice natural, hoje é tudo, tudo me serve para me fazer estar descontente no simples fato de caminhar nesse mar de lama que é o país onde vivo e nasci.
Agora na vasta vastidão da minha mente deixada agora no vácuo me proponho a parar.
E a sim me planejo, me planejo para o mundo e no final me planejo para o nada. Quero envelhecer como uma árvore bem longe das doenças sociais.
Se eu pudesse descrever a beleza e o encanto do teu olhar a sim como também toda tua natureza. Gerações futuras veria-me como poeta mentiroso, que jamais existiu tal dama.
Via-se em teu semblante um frescor puro como uma gota de orvalho. Tão radiante eras aos olhos meus o que me embelezava as vistas. Que de forma tão gloriosa afligia aquém a viste tão bela.
