Coleção pessoal de tamebertolla

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Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?

Eu queria que você soubesse, meu amor, que sou dessas loucas. Dessas loucas que vai te chamar de meu amor, mesmo você estando na minha vida há apenas uma semana. Dessas loucas que vai querer te matar só de pensar que, talvez, daqui cinco anos, você me troque pela Claudinha, uma menina mais nova e sem as minhas manias insuportáveis que você ainda não conhece.

Acho tudo um grande porre. Um grandessíssimo porre. De vez em quando, no meio do porre, a gente arruma alguém pra fazer uma coceguinha no nosso coração. Mas aí, depois da coceguinha, a vida volta ainda mais tosca. E tudo volta um porre ainda maior.

Faz o que for justo. O resto virá por si só.

A vida é complicada. E a vida é complicada porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo. Ou justamente o que não deveríamos. [...] Ah, o romance! Mulher que é mulher não consegue fugir de um.

Eu passo de apaixonada a entediada, e vice-versa, em um toque, ou melhor: em uma frase, uma respirada, um cheiro, uma saliva.

Eu gosto do inesperado quando ele gira a roleta dos dias e marca. Quando ele dá uma rasteira sutil no doce cotidiano e me instiga o querer. Eu não esperava por você. Ou por qualquer outro. Eu tenho cada vez mais o desejo de seguir adiante sem tanto alarde. Deixar o coração quieto, sem deixar ferver, sem deixar secar. Eu brindo aos mínimos óbvios. Meus e de cada um de nós. E também a sua chegada transparente e não roteirizada."'

Encontrar dá medo, preguiça e uma sensação estranha de estar se perdendo.

Sou uma carta gigante, chata, cheia de erros, longa demais, muito complicada. “Chega”, alguém, com preguiça de ler sobre o amor ou sem coração para se emocionar com uma carta, disse. E eu virei bolinha de papel.

Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó.

eu acredito em música, nas minhas músicas, nas pessoas que gostam das mesmas músicas que eu, eu acredito em ódio, eu acredito no amor todo santo dia da minha vida, eu acredito duvidando, eu acredito igual criança também, acreditando, eu acredito quando sinto alguma coisa aqui dentro me pedindo pra acreditar muito forte, eu acredito em palavras, eu acredito em declarações feitas em guardanapos de papel, eu acredito na urgência em dizer o que deve ser dito, eu acredito em perda, eu acredito em tempo, eu acredito em algumas pessoas, eu acredito quando olho nos olhos, eu acredito que olhos não mentem, eu acredito em amor à primeira-vista, eu acredito em respeito, eu acredito em dor, eu acredito em tudo com que se pode aprender, eu acredito que existem coisas que a gente nunca aprende, eu acredito em tudo que é verdade e força, eu acredito em arco-íris e sóis e horizontes, eu acredito de verdade quando eu acredito, eu acredito muito, eu acredito em pores-de-sol alaranjados, eu acredito em abraços, eu acredito em cerveja, eu acredito em suor, eu acredito em sentimentos puros e verdadeiros, eu acredito em sonho, em dom, em voz, em língua, em lágrima, em surto, eu acredito em tudo principalmente às sextas-feiras.

Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Porque depois de tantos porquês não há nada mais justo que a felicidade simples, ainda que ela dure pouco, ainda que enlouqueçamos depois dela, ainda que faça sentido só por aqueles segundos e depois não mais.

Ser grande significa ser incompreendido.

Uma menina se apaixonou por um peixe. Ela queria ter, então, nadadeiras, barbatanas, uma grande cauda azul-anil, queria poder respirar embaixo d'água.

Uma vez me disseram que a proporção de tristeza em cada menina estava diretamente ligada com a beleza dela: quanto mais bonita, mais triste. Quanto mais enfeitam para arair olhares, mais olhares vazios elas conseguem..."

Eram horas distantes aquelas. Pareciam tão longe de mim, inquietas por não poderem passar logo e juntar o que eu sonhava com o que eu queria, numa coisa só, bem na minha frente. Um ano tem 365 dias. Um grande múltiplo de cinco que ia ficando menor a cada cinco minutos a menos que nos separavam. O relógio podia não ser exatamente ágil, mas era nosso amigo.

Alguma coisa não está certa aqui. Passa longe de ser visível aos meus ou quaisquer outros olhos, mas existe. Lateja forte durante a noite e eu me recolho, me encolho, me embrulho, como se procurasse um jeito de, em mim, encontrar um pedaço de você. Mas não dá mais, e dói."

(..) Tantas pessoas passaram por ela, tanta coisa foi dita, tantas promessas que jamais foram cumpridas e ela fica pensando sozinha que, se ela já perdeu tanto tempo com sentimentos de papel, vale a pena - e muito - esperar por alguém que há tanto tempo faz parte da parte mais íntima da sua vida: o seu sonho de ser feliz."

É como dez mil colheres quando tudo o que você precisa é de uma faca."

... odeio a ignorância dessa aldeia.