Coleção pessoal de sl4ck

Encontrados 7 pensamentos na coleção de sl4ck

O Juiz ou o Réu?

Ultimamente tenho pensado bastante sobre o fluxo natural das coisas de uma maneira geral, mais especificamente com relação à “ação e reação” de nossas atitudes.
Ainda que imotivadamente, o mestre tempo faz com que a vida nos coloque em situações um tanto quanto complexas, pra não dizer imorais. Assim, acabamos sempre encurralados e forçados a exercer o nosso maior direito, o de escolha.
Algumas situações nos obrigam a rever valores morais e éticos, fazendo com que na maioria das vezes nossas escolhas não sejam reais. Seja por medo da sentença inevitável de uma sociedade hipócrita, ou apenas pelo medo de ser e principalmente agir diferente.
Quando paro pra pensar no que é certo ou errado, já não encontro respostas que me convençam. Não por não saber o que societariamente é correto, mas por pensar o que é correto para mim. E então, logo vem o sentimento de alienação.
Pode parece repetitivo tantos pensamentos, ainda que simplórios, em torno do mesmo motivo. Incomoda-me, confesso... Ainda que eu seja o Senhor do meu destino, me incomoda quando, ainda que dono de minhas escolhas e escravo das consequências, não consigo chegar a conclusão se sou o Juiz ou o Réu de meu próprio destino.
Não conheço a fundo o “Direito”, mas em minha concepção interna e, levemente doentia, a sentença não indica o fim ou a solução do processo. O processo continua, a consequência é o preço e a sentença só diz qual será esse preço.
Levando os pensamentos nessa linha, se eu optar por pagar o preço consciente das consequências de minhas escolhas, serei o Juiz ou o Réu?
Um punhado de valores nos são empurrados desde pequenos, passamos uma vida inteira (ainda que sem perceber) em busca de algo que talvez não seja o que realmente queremos para nossas vidas. É decepcionante, por um motivo simples:
Você corre riscos a todo o momento, a todo instante, a cada segundo. Tudo está em jogo sempre. Em um minuto você possui todo império construído lentamente ao longo dos anos, pedra a pedra, e passa a ver sua construção como resultado absoluto de uma vida de superação. E de repente, bum! Nada resta.
Todos aqueles valores agora são esquecidos, bate o arrependimento de dedicar tanto tempo de sua vida em prol de algo que nunca lhe pertenceu. E então, o tempo brinca com seu destino. Mas e os seus valores? Ah, eles repentinamente, mudam.
Quando você percebe que, ao invés de Senhor de sua vida e de suas escolhas, na verdade sempre foi o Réu escravo da moral, acaba como consequência percebendo que suas decisões sempre foram conduzidas por pressões societárias inúteis, e que o tempo é quem, na verdade, mostra o verdadeiro culpado.
E então hoje, já não me interessa como a sociedade me julgará, pois deixei de ser o Réu de minha própria vida. Minha sentença eu pago com prazer e o preço já não importa.
Julgado, de uma maneira ou de outra, sempre fui. Consciente ou louco, certo ou errado, bom ou ruim, amigo ou inimigo, simpático ou insuportável, humilde ou exibicionista, valorizador ou interesseiro, de paz ou de guerra, de ódio ou de amor... FODA-SE!
Ao meu lado restarão apenas aqueles, que diante de meu julgamento, se manterão ao meu lado pelo que sou não pelo que o mundo me classifica.
A classificação deixo a vocês, escravos de suas próprias vidas, Juízes das vidas alheias, e Réus de suas próprias convicções.
A minha sentença pertence só a mim. E o meu preço, ainda que sem nenhum de vocês, pagarei sem titubear em nenhum momento, pois o meu império não é feito do que vocês acreditam ter valor.
Nem tudo que reluz é ouro amigo.

Ass: Eu, o Juiz, O réu e o escravo. Agora de mim.

Elizandro Pacheco
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Será que o dinheiro é mesmo tudo?
Será que resolve todos os problemas?
Será que manda mesmo a felicidade vir?

E quanto o amor acabar?
e quando ninguém mais sonhar?

Quando já não houver mais pelo que lutar?
Quando ninguém mais tiver um brilho no olhar?

Quando o dia escurecer,
quando nenhum amor proibido mais acontecer?

E quando o sol não mais brilhar?
A lua já não poderá iluminar.

Quando a paixão já não florescer,
quando não houver mais o que, e pelo que, morrer.

O que você vai falar? Quando não houver mais o que comprar.

Elizandro Pacheco

Anseios de uma vida sem rumo...

Hoje parei pra pensar, quem realmente sou? O que realmente quero?
Creio que essas perguntas acompanham a todos, porém nem todos conseguem interpretar que tudo se resume a essas duas perguntas.
Já me perguntei muitas coisas, já obtive respostas para perguntas que não faziam sentido e já perguntei coisas sem nexo em busca de uma resposta qualquer...
É difícil entender os valores dessa vida... todos sabemos, que é única... que o tempo não para e que nada volta...
Mas a pergunta que sempre me faço é: O que é mais importante? O que passou ou o que mesmo diante força dos meus medos não deixa de existir?
Rebelde sim, confesso. Mas quem pode me provar que minha rebeldia é prejudicial?
Vivo de alguns valores condenatórios, que me incriminariam na primeira oportunidade, que me levariam ao mais cruel julgamento sem chance alguma de defesa. Não por deixarem de me ouvir, afinal hipócritamente todos tem o direito de defesa.
Palavras ao vento, soltas... simplesmente soltas, pois afinal ninguém quer interpretá-las, apesar de ( por hipocrisia ) ouvi-las.
Já não sei, confesso... apesar de forte, de ser exemplo para muitos... me sinto frágil. Assim, simplesmente frágil.
Fragilidade essa, que meu mundo não permite expor, fragilidade essa que ninguém na minha convivencia merecer ver, fragilidade essa que me leva ao medo.
Tão corajoso e tão medroso? Talvez... meu medo sempre me levou a força, a superação. Mas sinceramente, creio que todo caminho pode ser belo, porque por mais que seja cheio de obstáculos, por mais que pareça impossível, por mais que ele seja somente um sonho... ele é sim possível.. afinal diante do nosso direito de escolha, nada é impossível.
É incrível, temos o grande e poderoso direito de escolha, mas somos sempre responsáveis pelas consequências.... Tão bom e tão ruim... afinal é sempre bom achar um culpado.
Depois de muito ganhar, e de muito perder... minhas escolhas são simples. O que me faz bem eu quero ao meu lado, o que não me faz bem... já não quero. Não que deseje o mal, mas simplesmente já não me serve.
Gostaria de poder explanar em palavras... meus sentimentos, minhas angustias, minhas paixões... mas não posso. São minhas, guardadas pra mim e para quem as merece. Simples assim. Machucar-me? Não obrigado. Prefiro suportar a dor de não abrir a janela e gritar: EU TE AMO! Do que a angústia de ser mal interpretado. Do que a angústia do que aqueles que, pela doutrina burra que recebem desde o nascimento, interpretariam.
Me reservo ao direito de amar, sem expor.
Me reservo ao direto de dizer EU TE AMO. Não em público, mas ao seu ouvido.
Me reservo ao direiro de dizer: VOCÊ É TUDO PRA MIM, pra ti! E só pra ti!
Até que eu tenha a certeza de que sou pra ti o que és pra mim, pra que ai eu possa sim, gritar pro mundo: - ELA É MINHA E EU SOU DELA, E NADA ( NEM NINGUEM ) É CAPAZ DE NOS SEPARAR.
Muitas dúvidas, muita escuridão precisando de claridade....
Não posso esconder meus anceios... posso mentir pra qualquer um... mas não posso mentir pra mim.
E a minha verdade, é que simplesmente...

TE AMO!

Elizandro Pacheco
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Tags: amor impossivel

Quem precisa de advinhações, de caminhos previstos e determinados? Me diz, onde o destino está escrito? Se for capaz, me diga onde tudo começa e onde tudo termina.
Já não há mais lógica, objetivos e frustações vividas em uma “real life” levam a concepções contrárias ( e frustrantes ) as que normamente somos influenciados a acreditar.
Quais são os valores reais? O que realmente é eterno? Aliás, existe a tal eternidade? Veja, logo eu... logo eu... tão cheio de idéias, irrelevantes ao lúcidos e certeiras aos loucos... tão cheio de concepções vagas, preenchidas apenas pela fé... aqui, me pego pensando no que já não faz mais sentido.
Sentido? Hm... talvez o único real significado seja direção, mas com certeza nunca indicará simplicidade e muito menos lógica. A idealização sobre pessoas, sentimentos e convicções geram apenas sofrimento. É fato!
Mas como falar de sofrimento, de eternidade e de sentido quando já nem lembramos o nome das pessoas a quem jurávamos amor eterno, quando as palavras já não são capazes de perfurar as barreiras que a vida cria em torno de nós? Quando a música já não eleva a alma e quando as respostas já não são suficientemente convincentes e que tudo que deveria amenizar nossas dúvidas, agora apenas nos conduzem ainda mais ao desconhecido.
Já não quero nada eterno, não que o puder da imunidade diante das consequências dos meus atos. Quero apenas o que é verdadeiro.
Amar não é suficiente, a ilusão da eternidade não é suficiente... nada é capaz de alimentar o corpo, a alma e a vida como o mais simples gesto, apenas verdadeiro.
Não quero mais acreditar que tudo é pra sempre, que meus amores serão por toda vida, que as pessoas que estão ao meu lado estarão sempre ali.
Se me ama, ao invés de promessas de amor eterno, apenas me faça sentir.
Se me quer bem, não me prometa cumplicidade, apenas me abrace.
Se me quer feliz, não busque a lua em meu nome, apenas me olhe e deixe que o brilho do teu olhar me diga: Sou feliz por te fazer feliz, tu me faz bem.
Se não gosta de mim, não faça nada pra me atingir, apenas me deixe saber.
Se tenho algum valor pra você, que seja pelo quanto fui verdadeiro contigo, não se deixe levar pela ilusão de que sou perfeito e de sou algo que não sou. Não se iluda com a perfeição, pois se tenho realmente algum valor, este está em não querer te decepcionar.
Se quer me ver evoluir, não me faça promessas, apenas esteja comigo no meu silêncio.
Não posso mais prometer nada, nem a mim mesmo. E se ainda assim houver algo que ligue você a mim, apenas saiba que só posso te oferecer a simplicidade do que é verdadeiro.
Enquanto durar...

Elizandro Pacheco
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Só os loucos sabem...

Por diversas vezes me peguei pensando nas mais absurdas loucuras,
inocentemente acreditando que eram imotivadas, absurdas e muitas vezes as intitulei como delírio.

Aprendi ao longo dos poucos anos que vivi, que a única coisa que realmente fica deste nosso mundo é o que
não pode, sob nenhuma hipóstese, ser comprado; OS SENTIMENTOS.

Nascemos aliedados, fato! Mas ao mesmo tempo, a vida nos proporciona o que podemos ter de maior valor...
nos proporciona sermos quem somos, nos proporciona fazer escolhas, nos proporciona evoluir.

Todos queremos evolução, mas esta traz sérias consequências que muitas vezes podem se transformar em fogo amigo dentro de nós mesmos.
Quando refiro-me a alienação penso em todas as regras que somos submetidos, sobre ter que conviver com uma realidade hipócrita sobre tudo que é certo
e sobre tudo que é errado. Se você segue as regras, e consequentemente faz o certo, você é bom! Se você em algum momento foje dessas regras, você é errado!

Mas quem disse que as regras são certas?

E eis que somos sempre os mesmos seres robóticos submetidos a uma quantidade infinitamente gigante de "regras societárias" que nos mantém alienados e nos
transformam em seres absolutamente manipuláveis sempre pelos malditos: certo e errado.

O objetivo inicial dessa vida é ser alguém, ter um bom estudo, e comprir o mais tolo ciclo da vida; Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer.

BASTA! Nada precisa ser assim! Até quando seremos seres manipuláveis por um bando de gente imbecíl que reprimem seus verdadeiros desejos e objetivos
para que não se tornem pessoas erradas aos olhos daqueles que se julgam certos?

Não, eu não aceito isso. Só quero desse mundo o que pode ser extendido a ele, que realmente é o que há de maior valor nesse mundo. Mas há um grande detalhe...

O que há de mais valor não pode ser comprado!

Mera ilusão de pobres mortais que buscam atingir seus objetivos e possuem a ilusão de que tudo que precisam pode ser conquistado financeiramente, passando
uma vida correta e de muito sucesso aos olhos dessa mesma sociedade doentia.

POBRE ALMA! Como já dizia um amigo meu...

Pobre alma porque vive em uma vida submissa, ilusória e sem valor. Reprimindo em seu EU os valores e sentimentos que o próprio EU julga errado por todas essas
regras societárias e medíocres a quais somos forçados a nos submeter.

Não, eu me nego!

Eu quero uma vida de verdades, de valores que realmente valem!

Quero pra mim tudo que desejo pras pessoas que amo.
Quero pra sejam pra mim tudo que tento ser pra eles.
Quero que meu valor seja o real, não o material!

Quero muitas coisas, mas também sou em muitos momentos submetido, mesmo que contráriamente, as mesmas regras que todos esses seres alienados são.

Mas há dentro de mim a loucura... o delírio... Há dentro de mim os mais loucos desejos de viver uma vida baseada nos valores que realmente possuem algum valor.
Não há como transcrever em palavras tudo isso, só há uma ÚNICA forma de entender o que eu realmente desejo... e essa forma é estampada na simplicidade do dia-a-dia:

Abrir os olhos e sentir!

Diante disso todos saberemos como viver uma vida de valores realmente válidos... mas é uma pena...

QUE SÓ OS LOUCOS SABEM!

Elizandro Pacheco
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Só os loucos sabem...

Por diversas vezes me peguei pensando nas mais absurdas loucuras,
inocentemente acreditando que eram imotivadas, absurdas e muitas vezes as intitulei como delírio.

Aprendi ao longo dos poucos anos que vivi, que a única coisa que realmente fica deste nosso mundo é o que
não pode, sob nenhuma hipóstese, ser comprado; OS SENTIMENTOS.

Nascemos aliedados, fato! Mas ao mesmo tempo, a vida nos proporciona o que podemos ter de maior valor...
nos proporciona sermos quem somos, nos proporciona fazer escolhas, nos proporciona evoluir.

Todos queremos evolução, mas esta traz sérias consequências que muitas vezes podem se transformar em fogo amigo dentro de nós mesmos.
Quando refiro-me a alienação penso em todas as regras que somos submetidos, sobre ter que conviver com uma realidade hipócrita sobre tudo que é certo
e sobre tudo que é errado. Se você segue as regras, e consequentemente faz o certo, você é bom! Se você em algum momento foje dessas regras, você é errado!

Mas quem disse que as regras são certas?

E eis que somos sempre os mesmos seres robóticos submetidos a uma quantidade infinitamente gigante de "regras societárias" que nos mantém alienados e nos
transformam em seres absolutamente manipuláveis sempre pelos malditos: certo e errado.

O objetivo inicial dessa vida é ser alguém, ter um bom estudo, e comprir o mais tolo ciclo da vida; Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer.

BASTA! Nada precisa ser assim! Até quando seremos seres manipuláveis por um bando de gente imbecíl que reprimem seus verdadeiros desejos e objetivos
para que não se tornem pessoas erradas aos olhos daqueles que se julgam certos?

Não, eu não aceito isso. Só quero desse mundo o que pode ser extendido a ele, que realmente é o que há de maior valor nesse mundo. Mas há um grande detalhe...

O que há de mais valor não pode ser comprado!

Mera ilusão de pobres mortais que buscam atingir seus objetivos e possuem a ilusão de que tudo que precisam pode ser conquistado financeiramente, passando
uma vida correta e de muito sucesso aos olhos dessa mesma sociedade doentia.

POBRE ALMA! Como já dizia um amigo meu...

Pobre alma porque vive em uma vida submissa, ilusória e sem valor. Reprimindo em seu EU os valores e sentimentos que o próprio EU julga errado por todas essas
regras societárias e medíocres a quais somos forçados a nos submeter.

Não, eu me nego!

Eu quero uma vida de verdades, de valores que realmente valem!

Quero pra mim tudo que desejo pras pessoas que amo.
Quero pra sejam pra mim tudo que tento ser pra eles.
Quero que meu valor seja o real, não o material!

Quero muitas coisas, mas também sou em muitos momentos submetido, mesmo que contráriamente, as mesmas regras que todos esses seres alienados são.

Mas há dentro de mim a loucura... o delírio... Há dentro de mim os mais loucos desejos de viver uma vida baseada nos valores que realmente possuem algum valor.
Não há como transcrever em palavras tudo isso, só há uma ÚNICA forma de entender o que eu realmente desejo... e essa forma é estampada na simplicidade do dia-a-dia:

Abrir os olhos e sentir!

Diante disso todos saberemos como viver uma vida de valores realmente válidos... mas é uma pena...

QUE SÓ OS LOUCOS SAiBAM!

Elizandro Pacheco
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Há tanto sempre para se lembrar...

Lembro-me de muitas coisas... algumas felizes, outras nem tanto.
Lembro-me de momentos de felicidade e alegria, que poucas das pessoas que passaram em minha vida me fizeram sentir,
deixando marcas que levo e elevo em minha alma.
Lembro-me de ter feito alguém sofrer, mas em algum momento também tenho uma vaga lembrança de que fiz alguém feliz.
Lembro-me de ter pensamentos e atitudes complexas buscando a tão almejada felicidade enquanto ela estava na simplicidade de um sorriso.
Lembro-me de tentar evoluir, lembro-me também de fazer coisas que nem eu sei explicar.
Lembro-me de sofrer tentando fazer as pessoas felizes.
Lembro-me de chorar uma lágrima que não era minha, por cumplicidade e amor.
Lembro-me de ver um pôr-do-sol sózinho em algum lugar alto, e também da paz que isso me trouxe.
Lembro-me de ter admirado quem eu devia ter odiado,
Lembro-me de ter odiado quem eu devia ter amado,
Lembro-me de ter amado que eu devia ter esquecido...

São tantas coisas pra lembrar, são tantas coisas pra esquecer... mas como lembrar do que se deve esquecer?
Como deixar que o mundo e as pessoas não influenciem em quem realmente somos?

Lembro-me de ter feito escolhas erradas, nas horas certas. Assim, como escolhas certas na hora errada.

O tempo não para e cada segundo que passa pode somente ser lembrado, nada mais.
Um palavra solta, um sentimento exposto, um grito de felicidade ou de dor... nada volta, nada muda, nada fica.

Lembro-me de ficar muito próximo do inatingível, de ter sonhos ousados e loucos, e de neles ter acreditado.
Lembro-me de me enganar, de sofrer, de magoar, de sair do ar, de me elevar e de cair.
Lembro-me de cada queda, mas prefiro lembrar de todas as vezes em que levantei...
Lembro-me de todos que me derrubaram, mas não tenho como esquecer quem me ajudou a levantar.

Lembro-me de quando olhei pro lado e não havia ninguém,
Lembro-me que a fé foi a minha força.

Lembro-me de estar com todos, e acabar sózinho.
Lembro-me de calar um sentimento, e de sofrer por ele.
Lembro-me de de quem fui e de tudo que fiz...

Lembro-me de todos que amei e de todos que me amaram,
Lembro-me de todos que odiei e que me odiaram,
Lembro-me de todos que comigo foram injustos e lembro de todas injustiças que cometi.
Lembro-me de ter buscado a perfeição mesmo sabendo que ela não existe.
Lembro-me de acreditar no impossível, e fazê-lo acontecer.

Eu só não lembro de mim.

De quem eu já não sou, de onde vim... e pra onde vou.

E por tantas lembranças é que dentro de mim mora uma esperança...

DE QUE ALGUÉM SE LEMBRE POR MIM!

Elizandro Pacheco
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Tags: lembrança