Coleção pessoal de SixxSense

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Acreditar no amor é como lançar-se num abismo, nunca se sabe o fim.

Quando pego meu violão fico em um universo distante, sem raiva, ódio ou rancor. Basta apenas um sol maior para ficar com a alma serena e já estou preparado para voltar para este mundo insano onde as únicas notas que importam são as de dinheiro.

Não fique cobrando das pessoas para que elas correspondam a seus atos, até porque, elas próprias já são chatas.

Comprei um celular caro e me senti como uma criança dona de um possante. Moral da história: certas coisas são desnecessárias, apenas nos iludem. Percebi que não utilizava ele em tudo, desperdiçava noventa por cento do seu potencial para criar relacionamentos fúteis que não eram do meu interesse. Uma pena, pois escolher objetos por achismos e pessoas por deduções não nos completam.

Tenho a leve sensação de que às vezes, sou um peso para o mundo. Um peso que ajuda a equilibrar toda essa insanidade distribuída do pólo norte até o polo sul.

Dar socos em ponta de faca é mais simples do que conversar com você.

Estar com a pessoa que nunca briga, que nunca sente ciúmes, que concorda com tudo é estranho, pode até existir, mas duvido muito que alguém seja perfeito à nível de ser idêntico em pensamentos e ambições. Continuo acreditando naquela velha história onde dois corpos não ocupam o mesmo espaço no mesmo momento. Existe uma diferença entre amar e gostar, concordar e respeitar, ser o que você deve ser ou aquilo que mais esperam de suas atitudes.

Se seus olhos pudessem ver sua alma neste momento, quantos abismos você possuiria?

A coragem já matou inocentes que também sentiam medo.

Se você acha que não é bom o suficiente para alguém, está enganado. As pessoas nunca são aquilo que se dizem ser, falam por medo de serem rejeitadas, demonstram qualidades que nem elas possuem para impressionar pessoas que não são você.

Tantos sonhos perdidos que nunca existiram.

Nenhuma montanha é tão alta que não possa ser escalada e nenhum de nós é sábio o suficiente que nada tenha a aprender.

Sofro de ataque súbito: sentir sua falta.
Sofro de amnésia: lembrar onde erramos.

À cada curva da vida possuímos medo, medo não sei do que, do desconhecido talvez. E isso é o mais impressionante, temos pavor de coisas que não existem e nunca aconteceram. Duvidamos da nossa sanidade e nos encolhemos num cantinho esperando que tudo fique bem. Um bem que não faria mal, um mal que não faria bem. Um pôr do Sol que você perdeu, um abraço que se foi, aquele eu te amo que tanto esperou. Mas é assim, nessas curvas da vida, cada um encontra seu meio de se perder e ser perdido.

Talvez eu seja egoísta, talvez eu seja mesmo. Mas me mostre alguém que nunca foi e eu aceito a sua imposição.

Não costumo colocar minhas mãos no fogo por alguém, eu mesmo já estou em chamas. É preciso significar muito para que eu faça isso.

Nem tudo me atinge, não sei mais o que pensar. Parece um mundo de ignorantes onde poucos conseguem entender e alguns se misturar. Faltam palavras, dizem que querem ser ouvidos, mas ninguém deseja ouvir.

Nossa vida é como um arquivo, daqueles que possuem gavetas. Nele, possuímos espaços que representam muitas pessoas, algumas que pouco incomodam, outras que ocupam um prédio inteiro. Bagunçadas ou não, parecem ter um valor sentimental significativo. Consideramos isso também como coisas ou objetos, porque aliás, achamos que é nossa propriedade, mas não são. Sabemos que as pessoas vem e vão, e teimamos em pensar que estarão conosco amanhã. Muitos espaços sempre estiveram vazios com teias de aranha aprisionadas no vão da alma. Ah e isso chega a ser até belo, parece não haver maldade, mas chegam pessoas novas e elas passam a ser parte do arquivo e, em algum momento, elas também vão embora. Sentimos-nos tristes, meramente abatidos por isso. Esse lugar já estava vazio antes, por que agora dói tanto olhar para essa gaveta vazia? Pelo simples fato de, antes, não haver vestígio algum dessa presença. Enquanto ela não existia estava tudo bem. A verdade é que você precisa escolher entre permitir que aranhas construam teias na sua alma por causa da solidão, ou fazer uma faxina depois que os entulhos foram arremessados para todos os lados.

Pessoas são complicadas e estranhas, desejam ser entretidas. Talvez o problema nem seja alguém, mas as palavras que você usa para chamar a atenção.

A mesma voz que te consola pode gritar.