Coleção pessoal de sildacio_matos_filho

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⁠Essa perfeição que exalas
que invade as casas e as salas
os bairros e os quarteirões.

Denunciam uma alma abalada
da verdade, desgarrada,
presa no próprio porão.

Tua vida não é um teatro
não és perfeita, de fato...
quebra as grades de tua prisão.

⁠Não possuímos nada...
não somos donos de nada...
nem somos nada, também.
Só há uma posse possível,
a de ser dono, pra sempre,
do coração de alguém.

⁠Suba ao topo, lá é o seu lugar. E só quando lá estiver, verás de cima, que tudo e o quê ficou lá embaixo, estará também, no seu lugar.

⁠A saudade, é mesmo essa busca insana, quase desesperada, de encontrar no presente o que ficou perdido na estrada.
Sildácio Matos

⁠Há ambições, que de tão absurdas, não deveriam caber numa vida!

⁠A casa de nossos Avós,
ou a casa de nossos Pais,
sem eles perdem o encanto,
nem deviam existir mais.
Lá, morre-se todos os dias,
sem um minuto de paz.

⁠Somos espectadores
Nem sempre privilegiados,
Espectadores da vida
E tudo que não é encenado.

Por vezes trocamos de lado
E viramos os diretores
Somos também malfeitores,
Quando as coisas dão errado.

O certo, o inquestionável,
É que não haverá outro ato
Nesse espetáculo da vida
Morre-se dentro do teatro.

O Universo não se curva a nenhuma divindade, ele é a soma de todas elas.

⁠É só isso...
Sem floreios
Sem duendes
Sem seres alado.
E só isso...
Um ir e vir
Um vir e partir
Um eterno esperar.
Uma imagem
Uma ficção
Uma crença
Um não.
É só isso.

⁠Como a metamorfose na natureza, a metamorfose da mente, só é plena na solidão.

⁠Como dias tão longos, cabem numa vida tão curta?

⁠Somos repletos de planos
verdades e desenganos
acertos e contradições.
Somos a imperfeição inquieta
a mente fecunda e aberta
certezas e frustrações.
Somos o alvo e o arqueiro
os medos e os receios
a eterna e infinita procura,
Somos o mal, somos a cura.

⁠Há momentos tão "seus",
que só cabe a você, agir...
aqueles que nem as divindades
ousariam interferir.

⁠É sem o burburinho das multidões
E sem os olhares deslustrados da plateia,
Que o homem se descobre em solidão
Se reconstrói, se reinventa e se revela.

⁠Não são as minhas dores que me machucam, nem o que chamam de pecado, que me aflige. Não uso meus sofrimentos para encontrar uma explicação, quase nunca usei. São as dores alheias que me dilaceram a alma, e me confundem. E não vejo remédio pra isso.

⁠O pecado não tem morada
Não tem forma, cheiro nem cor
O pecado foi inventado
Por quem tinha medo do amor.

⁠Aí, depois de alguns anos você começa a "deslizar" pela vida, nada mais importa tanto, e seus maiores pesadelos, parecem brincadeiras, de jardim da infância.

⁠O sofrimento nunca acaba
o mundo não tem perdão
a humanidade, foi um grande erro
somos a própria aberração.

⁠Ah, essas podres almas ditas nobres
Que de nobre mesmo, não têm nada,
Usam as mesmas falas, debochadas,
E se repetem dando as mesmas gargalhadas..

⁠Critérios competitivos, fazem homens competitivos... em seres vazios.