Coleção pessoal de EricJoLopes

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⁠Se amor é fogo
Queime viu
Queime vê
Queime dera

⁠Queime presentes
Ausentes
Queime cartas
Sem remetentes
Queime fotos
Indiferentes
Queime vê por aí
Saiba que
Acabou o fósforo

⁠Sol
Mente por amor
Fez dia virar noite
Deixando dois feridos
Diz manchete

⁠⁠Crie sonhos
Antes de vivê-los
É preciso sonhá-los

ERA DE TITÃ⁠⁠S
Se por acaso
O acaso me proteger
Eu caso

⁠Se por acaso
O acaso aceitar
Eu caso

⁠Por descaso
Do acaso
Ainda me encontro
Perdido

⁠Lágrimas escorrem...
Do doce pro salgado
Todo rio corre

⁠Virei a Página
Não haviam mais histórias
Acabaram as folhas...

⁠⁠Se vou errando
Me ensino
Se me falaram
Me dito
Se viro a página
Me livro
Sem falar nada
Me digo
É preciso escrever
Me nino
Pra dormir em paz

⁠A gente nunca esteve na mesma página
Verdade seja dita
Eu sempre quis tirá-la de dentro do livro
As pessoas não mais acreditam em contos de fadas
Quem sabe se ela saísse e se mostrasse
Todos voltassem a acreditar em magia
Ela me faz flutuar
Mas não existe alguém pra quem eu possa contar
E se acreditarem?
Será que vão queimá-la?
Soube que existem outras mais por aí...
É, eu acredito nisso!
É injusto que só eu possa ficar enfeitiçado.

⁠REPARAÇÃO
Ontem
A vagar
Hoje
Devagar
Ela vem
Passo a passo
Descobrindo
Que aqui é o seu lugar

⁠E nesse jardim abandonado
Tudo permanece intocado
Foi um jardineiro dedicado
Que arrumou tudo isso aqui

Mas pra quê o cadeado?
Por que tudo esta trancado?
E as visitas do outro lado?
Não quer mais ninguém ai?

Deixe os beija-flores entrar
Eles não querem bagunçar
Na verdade, querem mostrar
Que ainda vale a pena sorrir

⁠É tudo tão turvo
Inebriado
Mas tem seu cheiro
E gosto do seu batom

Posso ficar feliz
De não enxergar
Ou triste
De só imaginar

Não sabendo
Acho o que quiser
Sem certeza
Posso ser o único de pé

Esperando pra dançar
A música que só eu ouço
Mesmo assim eu torço
Pra não pisar no pés

De quem me tira o chão
Toda vez que abro os olhos
E fico nessa escuridão
A tatear

Em sua frente
Um futuro que eu invente
Ou talvez exista
E resista
Com medo de se mostrar

⁠O que dizer
Quando se perder
Em suas convicções

O que falar
Quando errar
Em suas ações

Pra quem rezar
Quando esperar
Por mil perdões

Onde gritar
Quando beirar
Perder a razão

E se chorar
Se não consegue
Dizer não

Se sussurrar
Só se cair
Em tentação

⁠A sina do palhaço
é deixar o sorriso no rosto
enquanto o mundo pega fogo

Fazer rir
mesmo que em seu mundo
tudo esteja se desmoronando

Deixar que pensem
que se apresenta em todos os picadeiros
enquanto na verdade
já se aposentou faz tempo

⁠Amor próprio
É gás em balão
É ar em bexiga
É asa de cera

Tem que dosar
Pra não se perder
Pra não estourar
Pra não derreter

Não precisa ter medo
Continue enchendo
Continue soprando
Continue batendo

E com atenção
Voar sem desatino
Alegrar os meninos
Pousar em seu destino

⁠E a raposa?
Que quando por ti cativada
Das outras cem mil é diferenciada
Torna-se única ao seu olhar

Campos de trigo?
Se enchem de magia
Lhes tiraram a monotonia
Pois de você a faz lembrar

Os meus passos?
Diferenciam-se dos caçadores
Já que esses não trazem dores
Só melodia a se seguir

Se vou as quatro?
Desde as três, felicidade
Sobra tempo na animosidade
Pra arrumar o coração

Não fica triste?
Se de súbito for embora
Mas o tempo que dedicaste até agora
Já faz dela única pra ti

Do que devo lembrar?
De olhar com o coração
Esquecer nossa visão
Pra enxergar o essencial

⁠Existem servidões que desejamos
Vitórias que não ganhamos
E sim, perdemos
Nos perdendo
Até achar
Outra alma capaz de nos redimir

⁠Por mais injusta
Que seja a justa
Se justa a causa for
Justifica-se a luta

Pois há glória no combate
E honra em quem bate
Em retirada
Como quem bate as asas
De um lugar que não vale a pena estar