Coleção pessoal de EricJoLopes

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⁠Versatilidade
É escrever de saudade
No mesmo papel
Em que enxuga as lágrimas
Ou apoia o vinho

⁠Mesmo com você tão perto
Demorei pra perceber
Toda a magia que ali havia

Fiz minha solidão de arma
Procurei respostas simples
Em masmorras sombrias

Chamar pelo seu nome
É o mais difícil
Dentre todos os feitiços

Evitar miragem
Exige coragem
Não se aprende em livros

Me livro
De toda a noite presa em mim
E vou te ver, agora
Onde você estiver

Chamar seu nome
Deve ser pra isso
Que eu nasci

⁠Ciranda
Cirandinha
Já não quero cirandar
Vou dar meia volta
Espairecer
Anéis de vidro
Cortam
Como amores poucos
Quando se acabam

⁠Lagarta pintada
Escolheu bem suas cores
Suportou suas dores
Virou borboleta
Mas…
Espera!
Quem te pintou?
- A vida!

⁠É ingênuo
Ter certeza de tudo
Dar as costas
Aos possíveis futuros
Dar ouvidos
A pensamentos obscuros
Que justifiquem
Todos os nossos impulsos

⁠Sair na chuva
Cair no mar
Cortar cebola
Camuflar tristeza
Em sorrisos desconhecidos
Até ser contagiado
Por inteiro

⁠Água
Pra regar a rosa
Dedicar tempo
Escrever prosa
Ver crescer
No meu jardim
Dentre outras mais
Única em mim

⁠Canção de passarinho
Três pulinhos
Oração
Cada um faz o que pode
Pra acalmar o coração

⁠Enquanto vejo o barco passar
Morro afogado sem saber nadar
Mirando o destino que queria ir
No rastro do barco que me deixou aqui
Agora ele atraca em outro lugar
Âncora de esperança me fez afundar

⁠Cativar
Se fazer lembrar
Sem estar presente
Cativou
Completar sua frase
Mesmo que ausente
Cativei
Ficar bem pertinho
Fugindo da gente

⁠Me mostrou as estrelas
Agora as lâmpadas
Não me chamam mais atenção
Por mais escura que seja a noite

⁠Espere o outono
Sacuda as árvores
Veja qual flor resiste
A que não desistiu
No inverno da vida
Te fará menos triste

⁠Se dividirmos
Podemos suportar
Deus não entrega nada
Que não possamos aguentar

Pois não existe outro
Que saiba mais de dor
Quanto mais sacrifício
Mais bonito é o amor

⁠Castelos de areia
Inimigo das ondas
Meu baldinho surrado
Parceiro de recomeços

⁠Há estrelas
No céu olhar
Que eu quero
Ver brilhar

⁠Me dilacera
Não me sangra
Esmaga o peito
Com leveza

Perdi todo o ar
Ao tentar convencer
Me congelei no frio
Ao tentar aquecer

Foi tanta sensação
Quis tentar explicar
Desisti no caminho
Vou morrer pra acordar

⁠Quando disse
Que fosse feito o teu querer
Rezei pra mim
Pois nunca foi sobre você

Quando disse
Que seja feita a tua vontade
Rezei pra ti
Pois entendi de humildade

Daqui pra frente
Só vou pedir em oração
Que seu desejo
More em cada coração

⁠É deserto
E você não desiste
Entre miragens e oásis
A beleza existe

Uma ou dunas
Três ou cactos
Coração de forasteiro
Andarilho sem sapatos

⁠Ao sair
Deixei um pedacinho de mim
Levei um pedacinho de você
Ao voltar
Me deixarei por completo
Te levarei por inteiro

⁠Minhas verdades
Suas verdades
Mentira daqui de uma vez