Coleção pessoal de santari

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eu não me comprometo com a existencia de Deus! Pascal
Não temos meios racionais para afirmar com segurança, se Deus existe ou não. O que podemos fazer é uma aposta,..há os que apostam na existencia e organisa sua vida ao redor disto.

Só vivo porque posso morrer quando quiser: sem a ideia do suicídio já teria me matado há muito tempo.

Por necessidade de recolhimento livrei-me de Deus, desembaracei-me do último chato.

O destino do homem é esgotar a ideia de Deus.

Deus é um desespero que começa onde todos os outros acabam.

Todos os seres são infelizes; mas quantos o sabem?

A obsessão pelo suicídio é própria de quem não pode viver, nem morrer, e cuja atenção nunca se afasta dessa dupla impossibilidade.

Que Deus nos proteja dos santos!

Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado.

Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade.

Ali onde está a multidão está a mentira. Muitos sentimentos juntos são sempre falsos

O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só.

A morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade; eis porque nunca pergunto por quem dobram os sinos: é por mim.

O amor construído sobre a beleza morre com a beleza.

Os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

Todo mundo que pensa um pouco vive com medo da força democrática (numérica) dos idiotas.

De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.

Seria difícil conceber castigo mais demoníaco, pudesse uma tal coisa ser posta em prática, do que abandonar uma pessoa à deriva na sociedade por forma a passar despercebida a todos os seus membros. Se ninguém se voltasse para nós ao ver-nos entrar em casa, se ninguém nos respondesse quando nós falássemos, ou se preocupasse com o que nós fizéssemos, mas se toda a gente que conhecêssemos nos "desligasse do mundo" e agisse como se fôssemos entidades inexistentes, não tardaríamos a ser tomados de uma espécie de desespero de raiva e impotência, de que a mais cruel das torturas corporais seria um alívio.

Existem, hoje, cinquenta mil patifes que dizem o que lhes apetece a dezoito milhões de imbecis.

Ninguém gosta mais de falar do que os gagos, ninguém gosta mais de caminhar que os coxos.