Coleção pessoal de sandro_paschoal_nogueira

461 - 480 do total de 509 pensamentos na coleção de sandro_paschoal_nogueira

Encontrei Deus...

Na escuridão...


Triste e calado...

Diante de muitos que o viam...


Muitos perdidos...

Olhares sem brilho...

Que nada viam...

Vazios...

Opacos...

Não tinham brio...


Sorrisos disfarçados...

Enganos...

Fadados...


A esperança inquieta...

Tremia...

Agonizante...

Sofria...


O amor há muito jazia...

Degolado em esquina...

De noites frias...


A amizade tirou sua vestimenta púrpura...

Vendeu-se por qualquer ninharia...


Blasfemar...

Ofender...

Quem diria...

Falsa modéstia....

Grande hipocrisia...

Forma de mostrar a supremacia...

Aonde não existe sabedoria...


Um cálice tombado...

Vertendo o fel...

Notei...


Nem de todo tomado...

Restava ainda...

A grande agonia...

Do dia que iniciava...

Que não clareava...

Do tempo que parou...

No grito que saiu...

Que ninguém escutou...


Silêncio maior...

Tudo abafou...


Lágrimas não tinha...

Tudo girava...

Sombra avançava...

Garras estendidas...


A verdade que num dia foi proclamada...

A tudo ouvia...

Já não falava...

Pela iniquidade...

Teve sua boca...

Costurada...

Sandro Paschoal Nogueira

Vida curta e vã...

De uma breve manhã...
Aconteceu...

Em espinhos tantos...

Flor aventureira...

Brotou deste meu coração...


Assim é a vida...

Ora doçura...

Ora fel...

A ventura irmã da desilusão...


A flor que um dia...

Tão amada floresceu...

Jaz pisoteada...

Pelo falso amor que você me prometeu...



Sandro Paschoal Nogueira

Perguntei ao sereno pela manhã....

De onde eu vim?

E tão tranquilo, vindo do céu, sobre o meu jardim, mesmo em silêncio, me respondeu:

-Como as ondas do mar que vão e vem,

eu também já estive aqui várias vezes...

Vim do céu, pequeno fio d'água, me transformei em riacho, virei um rio, fui lagos, mares e oceanos.

Subi aos céus e hoje volto à terra.

Venho trazer mais brilho ao seu jardim e fazer você ver a continuidade da criação.


Então perguntei à brisa fria, que tocando meu rosto, em beijos gélidos, me estremecia...

-Para onde eu devo seguir?

Em abraço, sussurrando em meus ouvidos, respondeu...

-Siga sempre em frente...

O passado já foi, o futuro, logo ali, viva o presente...

Avisou que durante o meu caminho obstáculos irei encontrar...

-Transponha que ao seu destino irá chegar...

E assim, sorrindo, a brisa partiu...

Perguntei ao beija-flor que se eu seguisse o conselho da brisa eu poderia ser feliz...

Ele me respondeu que eu deveria ser como o dia de hoje...

Lembrou-me que o amanhã pode não chegar...

Que na viagem, que faço todos os dias, sem me dar conta, já sou feliz...


Então voltei meus olhos para o céu, de onde descia o sereno e vinha a brisa, que sustentava o vôo do beija-flor...

- Em meus caminhos, no fim, o que encontrarei?...

Perguntei...

E o céu me respondeu, com um pequeno raio de sol...

- O recomeço...

Um dia fomos sementes....

E voltaremos a ser novamente....

Em nova manhãs das horas...

Sou um gira-sol...

Nesse mundo afora...

Aquilo que nunca antes eu tinha visto...

Ou vivido...

Quero experimentar agora...

Torna-se o que mais desejo...

O mais querido...

Nascido a cada momento...

Conquistando meu espaço...

Nesse curto tempo...

Vivendo e agradecendo...

Vou seguindo...

Como a flor segue o sol...

Sigo a vida da aurora ao arrebol...

Ando pelas estradas...

Caminhos, veredas, calçadas...

Em pedras azuis com cuidado...

Bom dia...

Boa tarde...

Boa noite...

Com licença...

Por gentileza...

Tô ou não podendo...

Obrigado ...

Sombras fazem -se presentes...

Atrás, ao lado e até pela frente...

Fazem parte da vida perene...

Buscar a Sabedoria e a felicidade...

Minha idéia...

Ah mundo...

Cheio de iniquidade...

Um campo florido...

Uma luz que me guia...

Somente Deus...

Verdadeiramente...

Sou palavras...

Sou lembranças....

Sou verbo para sentir...

Sei ser bonança...

Maresia...

Sou mais trovoada...

Tempestade...

Ventania...

Alma de gira-sol...

Não enxergo a maldade deste mundo...

Na verdade...

Não quero ver afinal...

Sempre, nas nuvens dos silêncios...

Sento...

E em paz ...

Semeio o vento...





Sandro Paschoal Nogueira

Não...

Eu não sou uma árvore velha e seca...


Cuja morte me ronda...

Cerca e cumprimenta...


Posso não ter mais a beleza de outrora ...

Posso não mais ter o vigor de antigamente...


Porém, tenho comigo a vitória dos anos vividos...

Felizes...

Sofridos...

Histórias para contar...

Tanto para compartilhar...

Se assim desejar...


Muito disse sim...

Sem vontade de dizer...

Foi quando mais sofri...

Mais me anulei...

Em favor de alguém...


Quando aprendi a dizer não...

Incompreendido me tornei...

Desprezado...

Odiado...

Me calei...

Porém assim tem que ser...


Amar é doar...

Mas também é negar...


Tantas lágrimas caíram...

Tantas outras escondi...

Tantas, e muitas, ainda escondo...

Nem contigo...

Nem com ninguém...

Posso dividir...


Não me julgue...

Se pouco, ou nada, me compreende...

Aceite...

Meu jeito de ser...

Um pouco diferente...

De muita gente...

Que se vê por aí...




Sandro Paschoal Nogueira

Em olhar perdido...

Distante de mim mesmo...


No tempo que me é devido...

Encontrei aqueles que não me viram...


Cortejando a insanidade...

Encontrei possibilidades...

Condenado e livre das cercas...

Que penso em ser total e total será...


Ilimitado que se limita...

Proibido que se liberta...

Ilusões de desventura...

Desisto do que gosto...

E persigo o que desejo...


Respirando como flor ferida...

Durmo o tempo que me sobra...

Engulo a lágrima que escorre...

Meu destino, meu delírio...


Afogo com cuidado os sonhos...

Nada vale o tesouro de tantas recordações...

São minhas...de mais ninguém...


Satisfaço um aperto amargo...

Não sei onde estou indo...

Sei que não estou perdido...

Nada estará perdido enquanto estiver em busca...

Perder apenas aquilo que tem que ser perdido...


Quem sou eu além daquele que fui?

Quem sou além daquele que quero ser?

Quem sou eu além daquele que aqui está?


Há quem me julgue porque sigo as estrelas...

Há quem me julgue porque sigo a lua...

Há quem me julgue porque exponho minha alma nua...


Sempre existe um caminho...

Sempre existe uma luz...

Esperança do recomeçar...




Sandro Paschoal Nogueira

Amanheceu...

Frio intenso...


Árvores chorando em sereno...

Nem brisa sussurrando...


Em meu jardim só ?

Pensava ele = o poeta triste =


Rumor dos mortos...

Nunca esquecidos...

Caminhando....

E no silêncio presente...

Doce perfume inebriante pairava...

Nem uma abelha zumbia...


"De onde vem esse perfume?"

Indagava para si, tal qual sino silencioso,sem receber afago merecido...


Enquanto no frio agonizava...

Seus chinelos no chão arrastava...

Em penosa caminhada tremida...


Olhos lhe aguardavam...

Todo seus movimentos sentidos...


"O que será que o poeta vai fazer?"

Perguntam os pássaros uns aos outros...

Sussuravam baixinho...

A hora e o momento não pediam...

Alegres gorjeios...


E na aurora que o dia bebia em taças...

Pelo mel no ar ele se guiou...

Cada pétala...

Cada flor ele encontrou...

Estrelas deixadas na madrugada...

Com as quais se enamorou...


Eis que setembro chegou...

Olho-de-boneca floresceu...

O quanto Deus é generoso...

Só para fazer o poeta sorrir...

Plantou orquídeas em seu jardim...




Sandro Paschoal Nogueira

Para o pintor, uma parede branca, suja e esburacada...

Transforma-se em tela e fantasia...

Horizonte e linhas do céu...

Um pouco de tinta...

Um pincel...

Para o poeta...

Um momento...

Palavras ganham novos sentidos...

Em pedaços de papel...

O poeta tece em palavras...

Como o pintor retrata em cores...

A arte vai imitando a vida...

e a vida inspirando a arte...



Sandro Paschoal Nogueira

Sem sair de casa...

Sem passar pela porta...


É possível ver o mundo...

Pelas portas entram o mal...


Pelas portas também entram o bem...

Quem decide é você...


Em suas soleiras...

Aguardam ansiosas a preguiça, a miséria, o mal estar...


Dádivas querem lhe visitar...

Tocam em suas portas porém esperam convites para entrar...

Felicidade dá bom dia...

Amor quer sua companhia...

Fartura quer contigo cear....

Paz lhe coroar....

Anjos bem dizer...

Deus abençoar...

Escolha você quem entrar...




Sandro Paschoal Nogueira

Se você não consegue entender meu silêncio...

De nada irá adiantar as palavras que aqui escrevo...


Todo esse tempo que eu passei...

Andando por aí...

Verdades, minhas, contei...


A razão, talvez, não me assistia...

Porém eu não desisti...

O meu coração ainda insiste...

Felicidade existe...


Quem te quer bem, não desiste...

Num dia como outro qualquer...

Decide...


Um mistério a resolver...

Deixar fracassos passados...

Colher a semente boa ...

Saber melhor o que fazer...


Serei eu o romântico?

O ingênuo?

Serei o que quiseres...

Assim me entendo...

Em seu pensamento...

Preciso acontecer...


Sandro Paschoal Nogueira

Dias nublados de inverno...

O coração parece ficar vazio...

As ruas ficam desertas...


Sem alma por elas...

A vida fica singela...

De poucas cores a aquarela...

Parece que tudo está quieto...

Tudo dormindo...

Sol cochilando...

As nuvens cinzentas completam...

O tempo vagaroso...

Passando...


Dias nublados tem a cor da minha saudade...

E navego em minhas lembranças...

No silêncio que se faz...

As canções dos pássaros não se calam...

Poucos trinados que duelam...


Nem todo silêncio é eterno...

Acredito que ainda tudo possa ser belo...

Dia nublado que parece não ter fim...

A nuvem vai passar...

A Noite vai chegar...

Nova aurora a surgir...

Sol resplandecer...

Tudo voltará a brilhar...

A saudade, em meu peito...

Terminará...

Deus continuará a sussurrar...

Nunca deixou de fazer...

Hoje o dia chora...

Amanhã será sorriso...




Sandro Paschoal Nogueira

Há muitos mistérios no mundo...

Que não nos cabe revelar...


Tormentas que vagam nas ruas...

Sombras frias que pairam no ar...

Espaços sem estrelas...

Ares pesados a girar...

O que vi...

Nessa madrugada fria...

Hoje...

Me é permitido contar...

Sobre casas ...

Sobre coroas de pessoas...

Nos ventos...

No silêncio tenebroso...

Vi chegar...

Sem rosto...

Veio buscar...

Algo estranho...

Muito estranho...

Sem palavras para explicar...

Sei apenas...

O que vi...

Sei apenas que esse pouco posso dizer...

Do pouco que vejo...

O que está para acontecer...

Toda vez que eu vi...

Toda vez que senti...

Toda vez me calei...

Toda vez respeitei...

Toda vez olhos fechei...

Toda vez orei...

Sempre a Deus recorri...

Para alguns pude avisar...

Não quiseram me ouvir...

De nada adiantaria também...

A hora era aquela...

Que estava a chegar...

Alguns olhares tristes...

Vi se despedir...

Alguns cães a sentem...

Quando se põe a uivar...

Lamento triste...

Nessas ruas...

Madrugadas frias...

Espaços vazios...

Quem vem buscar?

Nada mais posso dizer...

Nada mais posso contar...



Sandro Paschoal Nogueira

Sempre singular comigo...

Eis que ressurge...


Saindo de mim feito enxurrada...

Tanto erro passado...


O que nunca foi perdido...

Mas que sempre é reencontrado...

A vida não explica...

Nem sob medida...


Queria não ser um perigo...

Fazer nada escondido...

Do pecado que cometi...

Ser o alvo escolhido...


Quem não me conhece...

Que me procure...

Que me encontre...

Que me espere...


Talvez não tenha acabado...

Talvez esteja só começando...

As coisas lá do céu...


Sandro Paschoal Nogueira

O que pode acontecer comigo?

Que já não tenha me acontecido?


Amar o Vento...

Indolente ou encontrar o equilíbrio?

Navegar em mar de raios que se revela...

Sem razão aparente...

Sem dor...

Tocar o lume acendendo as manhãs...

Ter na mente, no coração, no silêncio...

Uma força, um sentido...

Transborda-me em doçura...

Minha maneira de enlouquecer...

Única e intensa...

Mãos trêmulas de tanto querer...


Se o que me resta ainda sonhar...

Me cabe mudar em mim a sorte...

Mostrar o meu o rosto no crepúsculo...

Antes da dança da morte...


Sem asas ...

Preso ao chão...

Quero alto poder sonhar...

Me encantar com a vida...

Em cada olhar...


Sandro Paschoal Nogueira

Um dia fui criança sonhadora...
Muito amado pelos meus pais.
Com irmãos, grandes aprendizados...
Tive mimos e cuidados especiais.

Adolescente aguardando amor...
Invejado, desprezado...
Sem nenhum cuidado...
Enganei e fui enganado.

Fui atendente, pasteleiro, cozinheiro, faxineiro,
cabeleireiro, leão cobrador...
Vaguei nas ruas, madrugadas...
Troquei dias por noitadas...
Estrapolei, fumei... bebi...
Passei fome...
Não roubei, nem me prostituí.

Quis ser padre e templos frequentei...
Conheci párocos, pastores, pais de santo, babalorixás...
Adorei santos católicos...
Muitos oráculos consultei...
Médium, adivinho...
Invoquei demônios...
Servi a deuses esquecidos...
Tornei-me bruxo, feiticeiro, necromante...
Sempre buscando algo...
Ali, lá e acolá.

Cansei de tudo isso...
E resolvi só trabalhar...
Carreguei muito peso...
E de ninguém quis mais ser empregado.

Fui dono de empresa, proprietário de casa noturna,
lanchonete, restaurante, casa de jogo e de bar...
Artista plástico, pintor...
Tudo isso também fui.

Como sátiro insaciável...
Excelente amante...
Com muitos me deitei...
Conta perdi...
Com nenhum adormeci.

Enterrei muitos amigos...
Poucos inimigos...
Deixei família também por lá...
Tão triste ver o cal cair...
Triste ao pó retornar.

Fiz tanta coisa...
Muitas outras ainda por contar...
Algumas...
Muitas...
Melhor esquecer...
Não convém contar...
Nem mesmo lembrar...
Trazem arrependimentos...
Tristezas grandes...
Fazem lágrimas rolar.

Engoli muitos sapos...
Andei em farrapos...
Trabalhei...
Suei...
Me estressei.

Tudo foi minha vida...
Muitos caminhos...
Veredas...
Estradas que engatinhei...
Andei... passei... parei...
Tomei rasteiras...
Caí...
Não desisti nunca...
Não desisto nunca...
Nem é bom nisso pensar.

Hoje dizem que sou...
Hoteleiro... dono de pousada...
Bem vestido, bonito, cheiroso...
Elegante cavalheiro...
Grosso ou fino...
O que importa?

Alguns me chamam de poeta...
Só porque traço algumas linhas...
Poucos rabiscos.

Sem nenhuma ambição...
Por mais um dia vou vivendo...
Para Deus agradecendo...
Até onde Ele queira me levar.

Sinto-me longe...

Pretendo recolher da vida...

Algo mais que apenas ser só vivida...


Não quero ser só um simples espectador...

E perder a noção do essencial...

Sem mais nada para contar...

Perspectiva que me assusta...

Lanço então um olhar para fora de mim...

Flagrante de esquina...

São tantas as esquinas...

Por todas quero passar...

pensamento viaja...

Segue por trilhas...

Ruas e jornadas...

Ao horizonte alcançar...

A vida de tão grande

fica pequena...

para tantas vontades...

Para tantos sonhos construir...

Para tantos a realizar ...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Rodoviária de Conservatória.

Caminhei pelas ruas e calçadas...

Entre dias e madrugadas...


Lua em companhia...

Noites quentes...

Noites enluaradas...

Estradas prateadas...

Conheci salões cinzentos...

De muitos risos...

Poucos alentos...

Muitas loucuras...

Tantas tolas fantasias...

E no espanto do menino...

Em que tudo descortinava ...

Pude ver algumas monstruosidades...

De mentes inacabadas...

Almas vazias...

Grandes gargalhadas...

Bocas úmidas...

Que taças e copos tudo absorvia...

Perdi querendo encontrar...

O que nunca esteve por lá...

Nada contava nem tinha nome...

Eras de breu...

E o réu era eu...

Era tão fácil ser feliz ...

Mentirosas propostas ouvi...

E no sabor do vinho me corrompi ...

Hoje ainda não sei como caminhar nas ruas...

Sem estar...

Em ruas que ficaram para trás no tempo...

Sem estar ...

Esperança que aprendi com as ruínas...

Triste e lamentável fado...

Hoje...

Paz cultuo...

Na lembrança desse banco...

Aqui sentado...



Sandro Paschoal Nogueira

Houve um tempo em que minha janela se abria....

Sem horas e sem dores...


Com sorrisos, flores...

Desejando amores...

Em dias quentes e em madrugadas frias...



O tempo não é nosso tempo...


E passou...

Tudo passa um dia...

Esperança já tardia...



O que é torto, o que é direito...


Que é tido como certo...

Duvido...

Vira e mexe me complico...

E por mim já descarrilho...

Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo...

E nenhum predicado será prejudicado...






Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

Terra encantada...

Sem fadas...

Onde a magia acabou...

Sem fronteiras na beira da estrada...

Onde aqui estou...

Silêncio que grita bem alto...

Sem pudor...

Vivendo em uma era de anonimato...

Sob a tirania de algum coronel...

Maldade cruel...

Pessoas inúteis e fúteis...

Achando-se ser tal...

Valores invertidos...

Em nome da liberdade amoral...

Dias...meses...de nada...

Lá fora o perfume morreu...

O tempo passa...

Nada muda...

Lamento de alguém, que esqueceu de crescer...

Optei assim por viver...

E com poucas palavras...

Vindo lá do fundo...

Abro minhas asas...

E retorno para o meu mundo...

O amor chega sem avisar...



É um desejo ardente...


Que não se admite...



Não se faz por esperar...

É uma magia...

Que abre a concha da vida...

Faz a vida ser mais sentida...



Toma conta de nosso coração...

E repousa em nossa alma...

De forma que não se imagina...



Em insistência permanece....

E nos joga em redemoinho...

Faz de cada nascer do dia...

Caleidoscópio de sedução...

Um convite a viver...

Loucura, alegria...


— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do