Coleção pessoal de SAINTCLAIRMELLO

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A democracia é o único sistema político em que eu posso falar os maiores absurdos e não ser preso por isso. Nas ditaduras, até mesmo – e sobretudo – as verdades são perigosíssimas para a saúde do falante.

Diferente do que pensam os brasileiros acerca dos poderes da república, o único poder hoje entre nós é o do Aedes Aegypti.

Qualquer decisão jurídica, por mais imparcial que seja, só presta se for a meu favor. Caso contrário, é deslavada injustiça.

Reflexão com glúten:
Entre um sonho e um biscoito engano, o padeiro devaneia.

No Carnaval de São Paulo, a cada batida do surdo de primeira, no momento do desfile, corresponde uma bofetada, na hora da apuração.

Nem só de provérbios populares vive o povo, mas também de pão, carne e esperança.

Engraçado: toda vez que morro de rir, logo depois estou vivo e muito bem de saúde.

Pobre, nas catástrofes, é especialista em perder tudo que não tem.

Boa vida para coveiro é que você nunca morra!

A melhor definição de mim mesmo é que mim é pronome oblíquo da primeira pessoa do singular, usado sempre com preposição.

Maçarico de pobre é chumaço.

Tudo tem seu defeito: o trabalho, porque nunca acaba; as férias, porque sempre acabam; e a aposentadoria, porque nos faz confundir uma reles terça-feira qualquer com um fim de semana com feriadão.

Liberdade de expressão é quando eu digo o que quero e não ouço o que eu não quero.

Quanto mais tento sair do anonimato, mais me embrenho no mato.

Se o Brasil não existisse, como pretendem alguns detratores, teria de ser inventado. Eh, país surrealista, sô!

O cara era tão azarado, que toda vez que chovia na sua horta só cresciam pepinos.

O Governo não vai privatizar a Petrobras e a Eletrobras. Vai apenas puxar a descarga.

Nessa história de corrupção, a Petrobras só deixa furos.

De indigência em indigência, um dia ainda chegaremos à miséria.

No Brasil todos temos dignidade, sobretudo os indignos.