Coleção pessoal de SabrinaNiehues
Somos capazes de sobreviver a essas coisas horríveis, pois somos tão indestrutíveis quanto pensamos ser.
(Quem é você, Alasca?)
Às vezes, ainda acho que a "outra vida" é algo que inventamos para apaziguar a dor da perda, para tornar nosso tempo no labirinto suportável.
Depois de todo esse tempo, acho que 'rápida e diretamente' é o único jeito de sair - mas prefiro o labirinto. O labirinto é uma droga, mas eu o escolho.
(Quem é você, Alasca?)
Não tenho nada a lhe oferecer
Então vá embora
Não perca seu tempo ouvindo
Quem não tem nada a dizer.
Eu sou por dentro o que sou por fora. Meus cabelos desgrenhados mostram o que pensa uma mente solitária. Minhas roupas amassadas demonstram minha mente embaralhada. Meus olhos cansados transmitem meu cansaço interior. Porque os olhos são o espelho da alma. E meus olhos tudo lhe dizem, tudo lhe mostram. Ou melhor, nada mostram.
Eu queria ser seu último amor. Mas sabia que não era. Sabia e a odiava por isso. Eu a odiava por não se importar comigo. Eu a odiava por ter me deixado naquela noite. E odiava a mim mesmo por tê-la deixado ir embora, porque, se eu tivesse sido suficiente, ela não teria querido ir embora. Simplesmente teria se deitado comigo, conversado e chorado. E eu a teria ouvido e teria beijado as lágrimas que caíam dos seus olhos.
(Quem é você, Alasca?)
No meio da multidão
Há sempre um rosto que se destaca
Um sorriso que lhe arrasta
Para perto do dono do seu coração.
O que estava sentindo não era bem tristeza, era dor. Aquilo doía, e não é um eufemismo. Doía como uma surra.
(Quem é você, Alasca?)
Estava com medo, é claro. E talvez estivesse com medo de que o medo a paralisasse novamente.
(Quem é você, Alasca?)
Você ama a garota que faz você rir, que vê filmes pornográficos e bebe com você. Mas não a garota tristonha, mal-humorada, maluca.
(Quem é você, Alasca?)
