Coleção pessoal de SabrinaNiehues

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Quando se ama de verdade
Abre-se mão da própria felicidade
Pela felicidade de quem se ama.

É claro que quando a gente paquera alguém, a gente só mostra o nosso lado melhor, para encantar quem se deseja. Mas depois de um tempo, uma relação pode passar a se tornar mais complicada, pois é quando se conhece os defeitos um do outro. e defeitos são difíceis de aceitar nos outros. De modo que o nosso defeito também é difícil para quem amamos. Então o que falta é compreensão. Creio que o casal deve aceitar o lado ruim um do outro para se darem bem. Creio também que esse é um dos maiores problemas da sociedade. Ninguém compreende ninguém, pois algumas pessoas não estão preparadas para lidar com dificuldades. Estão acostumadas a terem tudo fácil demais. Não sabem lutar pelo que desejam. É por isso que alguns relacionamentos não dão certo. Porque falta paciência. Falta compreensão. E, principalmente, falta amor verdadeiro. Pois quando se ama de verdade, abre-se mão da própria felicidade pela felicidade de quem se ama.

Olá escuridão, minha velha amiga
Vim conversar com você de novo
Porque uma visão um pouco arrepiante
Deixou sementes enquanto eu dormia
E a visão que foi plantada em meu cérebro
Ainda permanece dentro do som do silêncio.

Por fora, as lágrimas traem minha postura inexpressiva. Por dentro, eu sinto minha mente e meu coração explodirem.

Até que enfim contei a papai que gosto mais dele que de mamãe, e ele respondeu que era só uma fase passageira, mas não acredito. Simplesmente não suporto mamãe, e tenho de fazer força para não gritar com ela o tempo todo e para ficar calma quando tenho vontade de lhe dar um tapa na cara. Não sei por que criei uma aversão tão grande por ela. [...] Não a amo. [...] Consigo imaginar mamãe morrendo algum dia, mas a morte de papai parece inconcebível. É muita ruindade minha, mas é assim que me sinto [...].

Você só conhece uma pessoa depois de uma briga. Só, então, é possível julgar o seu caráter.

[...] Mas eu pareço ser destinada ao fracasso.

(...) Vou dedicar menos tempo ao sentimentalismo e mais tempo à realidade.

As pessoas dizem para termos sempre esperança. Mas quando você fala para alguém sobre sua esperança, elas riem de você, dizendo que você é incapaz, e que seu sonho não vai se realizar. Eu não compreendo isso.

Não tem por quê ficar. Eu o amo. Ele não me ama, nem nunca amará. Eu jamais amarei outro alguém. Tentar seria enganar a mim mesma e a outra pessoa. Viver só não vale o sacrifício. Viver sem amor, menos ainda.

Acendo um cigarro.
Não o faço por prazer.
Faço apenas para mais cedo morrer.

Eles me atormentam em meus sonhos. Fazem deles pesadelos. E esse pesadelo continua na minha vida real. Provavelmente continuará por toda a minha vida insignificante...

O antigo espírito morreu. Aquele que era bom. Aquele que desejava a vida, que era aventureiro, que sorria, brincava, vivia. Eis agora um novo espírito dentro de mim. Eu sei que ele é ruim, pois ele deseja a morte. E a morte não é algo ruim, mas sim inevitável. O que é ruim é meu egoísmo. Esse espírito quer o fim. Ele desaprendeu a amar.

A vida que carrego é um pesado fardo em minhas costas.

Não quero mais viver. Na corda dependurada estarei. Na árvore solitária. Eu te esperarei no céu. Não ei de estar no inferno, pois Deus é bom. Eu te esperarei, meu amor. Eu serei o anjo que te buscará no leito de sua morte.

Os domingos são tão sombrios nessa cidade sombria e vazia, com essa família desmoronada, onde o amor e a paz já não reinam mais...

Eu não sei explicar como nem por quê, mas eu de alguma forma me sinto confortável na solidão. Às vezes ela me parece tão... familiar. Como se fosse uma velha amiga.

As lágrimas são salgadas, tão amargas quanto a vida.

Eu me tranco no meu pequeno cubículo branco. Johnny Cash ao volume máximo. E a solidão me consome, junto com o desejo da morte.

Eu tenho em minhas mãos papel e caneta. Tento descrever aqui meu sofrimento. É uma forma de colocá-lo pra fora antes que me sufoquem.