Coleção pessoal de rosariobissueque

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Há homens que não querem apenas viver no mundo. Querem possuí-lo.


O primeiro erro de quem deseja governar o mundo é não compreender que o mundo não é um trono, é um organismo. Não é um objecto de comando, mas uma soma viva de vontades, culturas, interesses, medos e resistências.


Quem tenta governar tudo, precisa controlar tudo. E para controlar tudo, precisa destruir o que não controla. Assim começam as ruínas. A história ensina que o desejo de domínio absoluto sempre terminou em cinzas.


O mundo não se curva; ele absorve, desgasta e, por fim, derruba. Basta lembrar o colapso do projecto imperial de Adolf Hitler ou o império expansionista de Napoleão Bonaparte ambos tentaram moldar o mundo à sua imagem e encontraram a resistência da própria realidade.


Governar o mundo exige eliminar diferenças. Eliminar diferenças exige violência. Violência constante gera medo. E o medo nunca constrói, apenas adia o colapso. Quem tenta governar tudo acaba por destruir o próprio espaço que deseja comandar. Porque o mundo não é um território. É um equilíbrio frágil.

Aqui cada um cumpre o papel que lhe calhou: uns possuem o que não podem vender, outros desejam o que não podem comprar.

Vejam as almas vendidas,
Por um resto de espasmo
à nossa claridade.

A maré subiu. O homem agora é a onda e o abismo. E vocês deverão ser, a espuma nos tímpanos deles.


Rosário Bissueque

O amor morreu!
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Meus amigos, desta vez escolhi passar o final do ano 2025 na cidade mais quente de Moçambique. Tete, a conhecida Cidade das Quininas, terra de calor intenso. Boas festas e que tenham um bom ano. Perdoem-se, sempre. Protejam-se.

“Que a poesia continue a ser um meio de libertação”

“O maior crime dos poderosos não é roubar dinheiro, é roubar tempo: décadas que nunca mais voltam.”

Muitos não querem saber da tua obra. Querem saber se és casado, pobre, bonito ou religioso.

Irmãos, o que é que um homem aprende vivendo tanto?

"Mas há quem diga que, Deus é infinito, só que ninguém explica se é infinito como o mar. Outros dizem que é amor. Mas o amor que eu conheço, machuca, abandona, mente e até pode matar."

A homilia das oito dizia que a fé salva.
Às nove, o bairro todo ardeu e ninguém ligou. Deus ouviu, riu e depois foi-se embora de boleia num jato da ONU.

Quando alguém pensa que tem sempre a razão, já não consegue ver os próprios erros.
Juntar pessoas na rua é fácil, mas o mais difícil é mostrar o caminho depois da confusão. A rua é força, é voz, é movimento, mas sem direção vira só poeira levantada pelo vento.


Muitas vezes fala-se de esperança, mas acaba em desilusão porque não existe continuação. São muitos gritos e poucas soluções, levantar bandeiras sem saber para onde ir não ajuda.


Sem visão clara, o povo é usado como combustível, queimado só no calor das palavras. E cada vez que isso acontece, a confiança desaparece. Falar sem mostrar saída é armadilha; a rua não pode ser lugar de ensaio. A esperança não cresce com barulho, cresce com planos firmes

"Quando não fores entendido, é sinal de que estás certo."

Neste lugar, as pessoas esquecem-se da vida, da morte… não sei. Mas esquecem-se sempre de alguma. coisa."

"Não participes do sistema que destrói a verdade. Mesmo que fiques sozinho, que te silenciem, morre com integridade. Este é o meu verdadeiro conselho".

E os mártires?
Kkkk... bom! Os mártires... que se acomodem nas valas comuns.

E para terminar, minhas senhoras e meus senhores, sigamos então com um minuto de silêncio por todos, todos os que foram levados à rua e deixados lá. Um minuto de silêncio.

De igual modo, saudemos ainda os que fazem discursos sobre a paz, com o dedos no gatilho e os que prometem liberdade enquanto fecham todas as portas. Que não lhes falte a coragem de rir no funeral.

De seguida, aplaudamos todos os que confundiram privilégio com profecia e ergueram castelos com suor alheio, atingindo assim a Torre de Babel. Porque se forem problemas mentais meus senhores, todos temos, incluindo eu e eles.