Coleção pessoal de rosangelazaidan

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Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar.

Haverá girassóis em todas as janelas.

O mar, sempre desperto,
na verde espera
da barca mensageira.

O vento é o tempo:
sopra varre levanta lambe
desfaz o que foi feito.

O corpo é um caminho:
ponte, e neste efêmero abraço
busco transpor o abismo.

O silêncio é um campo
plantado de verdades
que aos poucos se fazem palavras.

A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.

Velho pássaro, este mundo
dorme como um menino
e se renova cada manhã.

Tendo a ser, mas pouco:
resta ainda um tempo
que me espera e reclama.

Esqueço sempre, mas o corpo lembra:
em breve
será dezembro.

Cresce a erva do tempo, devagar,
brota do chão
e me devora.

Que verdades conhecia o morto?
Quem estrangulou
sua palavra?

O seu trabalho não é a pena que paga por ser homem, mas um modo de amar e de ajudar o mundo a ser melhor.

Versos... não. Poesia... não. Um modo diferente de contar velhas estórias.

Criança periférica, rejeitada
Teu mundo é o submundo.

Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.)

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Aprendi que mais vale lutar do que recolher dinheiro fácil. Antes acreditar do que duvidar.

Acredito nos jovens à procura de caminhos novos, abrindo espaços largos na vida. Creio na superação das incertezas deste fim de século.

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.