Coleção pessoal de romildo_portes_ferreira_portes_1

Encontrados 8 pensamentos na coleção de romildo_portes_ferreira_portes_1

ESTOU DE OLHOS FECHADOS PARA TE ENXERGAR MELHOR

Estou de olhos fechados
para te enxergar melhor,
porque há coisas que os olhos abertos
não conseguem alcançar.

Fecho os olhos
e encontro teu rosto
na paisagem da memória,
onde o coração não precisa de luz
para reconhecer o amor.

Não quero enxergar apenas
aquilo que aparece por fora;
quero descobrir o que existe dentro,
onde moram teus sonhos,
teus medos,
teus silêncios
e tua esperança.

De olhos fechados,
escuto tua presença
como quem ouve uma canção
antes mesmo que ela seja cantada.

E descubro que enxergar
não é somente olhar.

É sentir.

É compreender sem perguntar,
amar sem possuir,
estar perto mesmo estando longe.

Por isso, quando fecho os olhos,
não estou fugindo do mundo.

Estou entrando em você.

E quanto mais escuro fica,
mais claramente te vejo
na luz que nasce
dentro do meu coração.

— Romildo Portes Ferreira 🌹

O AMOR É UMA PLUMA

O amor é uma pluma
que o vento leva devagar,
não faz barulho ao chegar,
nem pede licença para pousar.

É leve como um suspiro,
delicado como uma flor,
mas pode carregar consigo
o peso inteiro de um coração.

O amor não gosta de correntes,
não aceita ser aprisionado;
quanto mais livre ele voa,
mais bonito é seu voo.

Às vezes pousa num olhar,
ou se esconde em um sorriso,
às vezes chega como saudade
e permanece como abrigo.

Uma pluma pode parecer pequena,
quase nada diante do infinito,
mas basta tocar o coração
para transformar o silêncio
em um momento bonito.

Por isso não tente segurar o amor
com as mãos fechadas.

Abra as mãos.
Deixe-o voar.

Se ele voltar,
não será porque foi preso.

Será porque encontrou
em seu coração
um lugar onde quis pousar.

— Romildo Portes Ferreira

MINHA CASA SE CHAMA PENIEL

Minha casa se chama Peniel,
não é apenas teto ou parede,
é o lugar onde minha alma repousa,
onde o coração encontra
um pouco de paz.

Peniel é minha janela para o céu,
meu pequeno pedaço de infinito,
onde o silêncio conversa comigo
e cada manhã parece dizer:
“Ainda há vida, ainda há esperança.”

Aqui, entre paredes simples,
guardo sonhos, lembranças e poesias.
Cada canto conhece meus passos,
cada janela conhece meus pensamentos,
e o vento entra trazendo
notícias de outros mundos.

Minha casa se chama Peniel
porque nela não moro sozinho:
há uma presença invisível
que acompanha meus dias,
que escuta minhas perguntas
e acolhe meus silêncios.

Quando a noite chega,
acendo uma pequena luz
e agradeço pelo dia.
Não preciso de um palácio
para sentir-me abençoado;
preciso apenas de um lugar
onde meu coração possa morar.

Peniel é minha casa,
mas também é um encontro.
É onde olho para dentro de mim
e encontro Deus no caminho.

E quando alguém me perguntar
onde é minha casa,
responderei com simplicidade:

— Minha casa se chama Peniel.
É onde moro,
é onde sonho,
é onde escrevo,
é onde encontro a paz.

— Romildo Portes Ferreira 🌹

“ELES”

“Eles” promovem quem?
“Eles” escolhem onde?
“Eles” decidem quando?
E quase nunca explicam
quem colocou “eles”
no lugar de decidir.

“Eles” levantam nomes,
“eles” derrubam vozes,
“eles” abrem portas
para alguns escolhidos
e deixam tantos outros
esperando no corredor.

Mas quem são “eles”?

Talvez sejam muitos,
talvez sejam poucos,
talvez sejam apenas sombras
que crescem quando
ninguém pergunta.

E enquanto perguntamos
“quem são eles?”,
a vida continua passando,
o povo continua trabalhando,
o talento continua esperando
uma oportunidade.

Porque existe uma força
que nenhum “eles” consegue controlar:

o tempo revela,
a história registra,
e a verdade, cedo ou tarde,
encontra seu próprio caminho.

Não quero saber somente
quem “eles” promovem.

Quero saber
quem merece ser promovido
pelo próprio mérito.

Porque quando a competência
precisa de padrinhos para subir,
talvez não seja o mérito
que esteja sendo premiado.

E quando “eles” fecham uma porta,
ainda resta ao poeta
uma janela aberta:

a liberdade de pensar.

— Romildo Portes Ferreira

O Espinho da Alma

Você olha o jardim e só vê o que fere,
Julga a rosa tão linda por ter proteção.
Aponta o espinho, diz que não tolera,
Mas esquece que a flor não tem má intenção.

É fácil culpar a defesa do outro,
Quando o seu próprio peito é um campo de dor.
Você rasga as pétalas, faz tanto alvoroço,
Mas no fundo, o espinho é o seu próprio temor.

Quem fala mal do espinho da rosa,
Só quer arrancar o que fere por dentro!
Disfarça a ferida, a alma espinhosa,
E joga na flor o seu próprio tormento!

A rosa não ataca, ela só se defende,
Faz parte do ciclo, do jeito que é.
Mas quem tem espinhos na alma não entende,
E tenta cortar pela raiz, pelo pé.

Olhe no espelho, encare a verdade,
A flor não tem culpa da sua tempestade.
Abrace os espinhos que moram em ti,
E deixe a rosa florescer por aí!

Quem fala mal do espinho da rosa,
Só quer arrancar o que fere por dentro!
Disfarça a ferida, a alma espinhosa,
E joga na flor o seu próprio tormento!

Aqui está a poesia e a música que você pediu!

A Flor e o Espelho

A flor encanta, o toque fere,
O dedo aponta, o medo insere.
Critica o espinho que a rosa sustenta,
Esquecendo a dor que na alma aumenta.

Quer podar o outro, arrancar o perigo,
Mas é seu próprio ego seu maior castigo.
O que te espeta no alheio jardim,
É o seu espinho, brotando em mim.

Quem fala mal do espinho da rosa!
Quer arrancar o que em si repousa!
Quer tirar de si, a ponta afiada!
Numa busca em vão, por estrada errada!

O espelho reflete, a mão se recolhe,
O que o peito esconde, o olhar não acolhe.
Aceite a ferida que a flor traz consigo,
Antes que o espinho se torne o abrigo.

"O camelo embebedou-se de água
As águas azuis calmaria
Meu barco embalando e embalando-me
Todas as cores caíram sobre minhas águas"


By, Romildo Portes Ferreira

"Venha lentamente para que possa desfrutar mais
Beije-me para que eu possa degustar e me apaixonar
Quero todo seu corpo e sua alma
Não no sentido de posse"
— Monumento!¨"
By, Romildo Portes Ferreira

Meta
morfose


Sempre colocaram títulos em mim
rastejando pelos gramados
era uma maravilha
mas quando sobre o asfaltos queimava
e queimava os meus pês
me chamavam de bicho feio
jogavam veneno em nós...
nas hortas ouvia dizerem isso é uma praga...
resolvi ir para uma amoreira
ali me sente tranquilo
fiz meu casulo tive minha meta
e acabei chegando lá...
metamorfose em fim papillon azul e me me chamaram de belo...
antes tinha mil títulos feio agora sou belo...


Por, Romildo Portes Ferreira