Coleção pessoal de rogeriomacenaa
Um sopro que sopra enquanto existe é o que somos; passageiros de histórias marcantes, de memórias intensas, de amores transformadores, somos nós.
Consciência humana em respeito ao próximo; consciência humana em respeito ao semelhante; consciência humana em dignidade ao outro; consciência humana ao negro, ao pardo, ao branco, ao índio, ao afrodescendente, ao homossexual, ao hétero... Consciência humana em afeto as minorias, as classes, as maiorias... Consciência humana em afeto aos leigos, aos cultos, aos inocentes, aos afortunados de saberes... Consciência humana a todos, e não, a alguns como forma de vitimismo ou afins. Consciência humana, sempre.
Não deixe de ser quem é a fim de ser quem queiram que você seja. Uma fragilidade humana é não enxergar valor em si pelo conceito de outrem. Somos o que temos, o que pensamos, o que nos faz crescer. Não precisamos de atributos de ninguém para elevar o nosso valor; já temos em raiz aquilo que nos constrói.
Não é por acaso que corações se encontram, que almas se conectam, que vidas compõem uma mesma história; há um propósito maior, divino, especial que se manifesta em cada passo que damos, em cada experiência, em cada trajetória designada a nós.
Uma fração de segundo pode ser a linha tênue entre o tudo e o nada, a vida e a morte. Nunca se sabe a possibilidade de vivenciar tamanha extremidade, mas nos permitindo a vida, passar por tal experiência, certamente não deixaremos um segundo de tempo ao relento, ao vazio, pois reconheceremos o valor de qualquer coisa a partir da ciência de perdê-la.
Uma carta, hoje, não necessariamente é escrita num papel. Ela se manifesta na exteriorização daquilo que se oculta em nosso íntimo a fim de revelar a nossa particularidade a alguém que nos gera apreço inestimável.
Cartas não podem "morrer em nós", elas precisam estar em nossa convivência para declarar toda a nossa afetividade a quem nos dá sentido de existir, motivo de sorrir.
Entenda o seguinte: por maiores e melhores que sejam as tuas intenções, o coração alheio é um terreno desconhecido. Não se deixe levar pela aparência de ninguém porque a única essência que você conhece é aquela que promove a tua própria sombra, os teus próprios passos, tuas próprias emoções. Nenhum solo alheio é fértil para as tuas convicções a não ser o teu próprio campo.
O combustível da decepção é esperar reciprocidade alheia. Por mais que o nível de aproximação seja intenso, jamais devemos cometer o erro de ter esperança na reação de alguém. A única coisa que isso gera em nós é a mutilação de nossos próprios sentimentos.
Felicidade não está condicionada à posse de nada porque a sua estrutura é conectada na alma a fim de nos gerar sentimento de alegria pelo que nos proporciona satisfação motivada em razão daquilo que nos faz se sentir bem, ela pode ser manifestada como consequência de algo que provém do dinheiro, como também através de circunstâncias momentâneas onde a simplicidade impera despertando em nós um sorriso sincero, verdadeiro, rotulando também dessa forma a significação de um ser feliz.
A fé é a essência que dá sustentabilidade a convicção humana de que o sobrenatural apresenta Deus como o criador de todas as coisas e não dissocia essa vertente do elo com a complexidade e a sincronização de tudo que nos cerca, seja da matéria mais simples de ser explicada até os orgânicos mais obscuros e tenebrosos submergidos nesse universo misterioso.
A fé na esfera do crer ou descrer é a essência que sustenta o ser humano naquilo que direciona o seu pensamento para a estrutura do que lhe define. Particularmente, não dissocio a complexidade da existência do elo com o sobrenatural que apresenta Deus como o criador de todas as coisas, simplesmente por enxergar excelência inexplicável na sincronização de tudo que está ao nosso derredor. Mas sem dúvida, todos dependem da fé, seja para acreditar ou para desconsiderar mediante princípios subjetivos, tudo o que está a sua volta.
Sem dor não há cura; sem quedas não há virtude no levantar; sem dificuldades não há superação; sem erros não há aprendizado. Diante de qualquer processo, sempre existirá a matéria em seu estado bruto e lapidado, entretanto, ela continuará sendo o que sempre lhe caracterizou, não importa as fases que a mesma tenha que passar.
Não desistir é continuar na caminhada sem abrir mão de lutar pelo que é um objetivo, é se impor a fazer o que for preciso para alcançar o mérito desejado, é não deixar de ser quem somos para agregar um valor ao nosso eu que não nos representa, é não permitir que o que dizem tenha influência para nos confundir no que diz respeito ao que tomamos como princípios, como valores, como regência daquilo que nos proporciona uma qualidade de vida confortável, é não deixar que a frieza humana empodere-se do nosso calor alegre, da nossa chama de amor... É continuar mesmo na dor, mesmo no medo, mesmo na incerteza, mesmo na frustração, mas ainda assim ter em nossa essência a certeza que de que as adversidades são transitórias e que lá na frente tudo pode ser diferente...
Não desistir é se permitir ser feliz, conhecer novos horizontes, se dá a oportunidade de viajar, conhecer novos lugares, mesmo que esses recintos sejam fictícios, mesmo que sejam frutos da nossa imaginação, mesmo que não venhamos sair do lugar fisicamente, deixemo-nos aflorar pelo que nos completa, pelo que nos preenche, pelo que nos envolve de maneira que haja um despertar para o conceito de que acreditar no futuro vale a pena, lutar vale a pena, seguir vale a pena... E dessa forma, a gente vai debruçando o nosso coração no amor, a nossa esperança no amanhã, a nossa alegria no presente, a nossa fé na positividade dos acontecimentos, principalmente em Deus. No final, passaremos a enxergar que todo o processo de barreiras e empecilhos foram necessários para o nosso crescimento, amadurecimento, mas como resultado final, a vitória tão almejada foi nos presenteada como êxito.
Por mais que se pareça obscuro, negro, sem saída, inviável, tarde demais, incerto, inseguro... Jamais, por hipótese alguma, devemos nos amedrontar e deixar de lado o nosso propósito e parar por não acreditar em nosso potencial, em nossa capacidade de se superar, de se reerguer, de se levantar e dizer que é mais que vencedor, mesmo não tendo fundamentos para validar tal afirmação, mas só pelo fato de ter convicção de que há uma probabilidade maior de que os sonhos sejam concretizados, ainda assim manter essa confiança, essa valentia de permanecer firme e forte, de se sustentar de pé mesmo fraco, cansado e sem forças, mas não se deixando levar pelas ventanias ferozes que sopram em nós nesse destino que nos é traçado na vida. Essa é a regra: não desistir, persistir, insistir.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que, apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas como velas.
Expressar no silêncio é dar voz ao sentimento da alma sem enfatizar uma palavra. Resposta nem sempre se verbaliza: um silêncio pode falar, pode demonstrar com profundidade o que há na essência da emoção através do semblante de um olhar singelo; uma ausência pode dizer aquilo que uma presença não foi capaz de emitir o que acontecera naquela circunstância; um desprezo pode ser um porta voz daquilo que te define por dentro e se expõe como forma de protesto... Há tantas ramificações que podem rotular o poder de dar vez a voz que talvez a esta tenham sufocado... Cada um com o seu jeito de expor o seu mundo singular, cada um com a sua técnica de defesa do seu espaço, cada um com o seu direito de se apresentar sem a necessidade de se caracterizar para ser notado... A verdadeira voz é aquela que não precisa de influência para disseminar o que a alma sente... A verdadeira voz é autêntica, livre para voar sobre o céu que quiser, sobre o horizonte que preferir admirar.
Em vez de destilar veneno em palavras, espalhe amor em atitudes; em vez de disseminar ódio, fúria, rancor... compartilhe felicidade em ações; em vez de ter inveja, seja o protagonista de sua história e inspire outras pessoas ao seu redor. O mundo já tem dores demais para você ser mais uma pedra no caminho de alguém.
SEXTA FEIRA É:
Enquanto uns folgam, há aqueles que continuam; enquanto alguns relaxam, outros vão à guerra; enquanto tem quem usufrua do que plantou, outros plantam para colher mais tarde e assim é a vida, cada um no seu tempo, no seu ritmo, no seu ciclo, mas todos num mesmo propósito: o de procurar ser feliz
Ao invés de ferir, deixe suas palavras florir. Quando nelas há florescer, elas elogiam, impactam corações, transformam vidas. Quando palavras sangram, elas diminuem, menosprezam e matam silenciosamente quem ouve seus venenos.
Deixa-me ser luz, quem quiser escurecer que se apague;
Deixa eu ser amor, quem quiser viver o ódio que se envolva no mal;
Deixa eu sorrir, quem quiser ser antipático que se deixe levar pelo fel;
Deixe eu ser Sol, quem quiser ser alma fria, que seja gelo.
Só não queira me levar para o seu mundo,
Só não queira me induzir a amargar contigo.
Eu sou livre para viver,
Se fores preso no teu chão, é culpa de escolhas erradas.
A cada passo que dou, um caminho é descoberto; a cada história que vivo, uma verdade é revelada, e eu vou seguindo e acertando no que me constrói porque minha arte de viver se resume no querer aceitar o que Deus reservou para mim.
