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Coleção pessoal de rogerio_amaro_cardoso

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"E se eu despir minha alma? Você se excita?”

quebrado demais para completar alguém.

eu sou muito orgulhoso de mim mesmo porque por mais solitário que eu seja, nunca cobrei lealdade de ninguém ou pedi para que ficassem, acho que é por isso que eu sou sozinho.
no fundo eles só precisavam de um motivo para o desinteresse deles.

A insônia vem quando você menos espera.

Só conseguimos deitar no papel os nossos sentimentos, a nossa vida.

Não há talento que resista à ignorância da língua.

É o processo que adoto: extraio dos acontecimentos algumas parcelas; o resto é bagaço.

Mas no tempo não havia horas.

⁠Os modernistas brasileiros, confundindo o ambiente literário do país com a Academia, traçaram linhas divisórias rígidas (mas arbitrárias) entre o bom e o mau. E querendo destruir tudo que ficara para trás, condenaram, por ignorância ou safadeza, muita coisa que merecia ser salva.

⁠A primeira coisa que nos diz uma obra de arte é que o mundo da liberdade é possível, e isso nos dá força para lutar contra o mundo da opressão.

Certos lugares que me davam prazer tornaram-se odiosos. Passo diante de uma livraria, olho com desgosto as vitrinas, tenho a impressão de que se acham ali pessoas, exibindo títulos e preços nos rostos, vendendo-se. É uma espécie de prostituição.

Os escritores brasileiros, e falo dos ficcionistas de agora e mesmo os do passado, podem no meu entender ser divididos em duas categorias: os que têm uma 'maneira' de escrever, e são poucos, e os que têm 'jeito', que são alguns mais numerosos. O resto é porcaria.

Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício.

“O dia todo espiava o movimento das pessoas, tentando adivinhar coisas incompreensíveis."

Se a igualdade entre os homens - que busco e desejo - for o desrespeito ao ser humano, fugirei dela.

Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízos; fiz coisas ruins que me deram lucro”.

O Chefe Político
Possuímos, segundo dizem os entendidos, três poderes: o Executivo, que é o dono da casa, o Legislativo e o Judiciário, domésticos, moços de recados; gente assalariada para o patrão fazer figura e deitar empáfia diante das visitas. Resta ainda um quarto poder, coisa vaga, imponderável, mas que é tacitamente considerado o sumário dos outros três. (...) Aí está o rombo na Constituição quando ela for revista, metendo-se nela a figura interessante do chefe político, que é a única força de verdade. O resto é lorota.”
(Graciliano Ramos, em artigo de 1915, no Jornal de Alagoas)

"Nunca presto atenção nas coisas, não sei para que diabo quero olhos. Trancado num quarto, sapecando as pestanas em cima de um livro, como sou vaidoso, como sou besta!”

( em 'Angústia', 1936.)

Lá estão novamente gritando os meus desejos. Calam-se acovardados, tornam-se inofensivos, transformam-se, correm para a vila recomposta. Um arrepio atravessa-me a espinha, inteiriça-me os dedos sobre o papel. Naturalmente são os desejos que fazem isto, mas atribuo a coisa à chuva que bate no telhado e à recordação daquela peneira ranzinza que descia do céu dia e dias.

Quem escreve deve ter todo o cuidado para a coisa não sair molhada. Da página que foi escrita não deve pingar nenhuma palavra, a não ser as desnecessárias. É como pano lavado que se estira no varal.