Coleção pessoal de bobkowalski
É logicamente impossível deduzir um Criador a partir das leis do universo. No fim, resta apenas o desespero de esperar que o Criador um dia crie coragem e diga: "Olá".
O câncer é a expressão biológica do egoísmo: células que só sabem crescer, mesmo destruindo o todo. O egoísta faz o mesmo na vida social.
A possibilidade não possui estatuto ontológico: é apenas uma abstração conceitual. A existência pertence exclusivamente à única estrutura matemática efetivamente instanciada que chamamos de realidade. Tudo o que é real é material, e tudo o que é material é a própria matemática em ato.
Se existe uma divindade, ela é o Cérebro de Boltzmann perfeito: uma consciência feita de matéria imortal, regida pela mesma lógica que sustenta os átomos. Ele não criou as leis; ele é a manifestação suprema delas.
O universo não é um projeto de arbítrio, mas a tradução inevitável de uma Equação Mestra. Outros mundos são apenas sombras lógicas; a realidade é o único cálculo que se tornou matéria.
Atualismo modal: não existem outros "mundos possíveis" para comparar. Existe apenas este, e as coisas são como são!
Estamos aqui para observar o universo porque ele é assim. Se fosse diferente, não estaríamos aqui para fazer a pergunta. Não houve design, houve apenas a sorte de estarmos em um universo funcional.
Eu vencerei todos os deuses e demônios vivendo a melhor vida possível. Nada do que prometem supera o que conquistei nesta única vida.
Se milagres não acontecem na vida real, a existência divina não faz diferença. Um criador que não mexe um dedo para mudar a realidade é, na prática, o mesmo que um deus que não existe!
Argumento do Presentismo Epistêmico
P1. Todo acesso cognitivo possível ocorre no presente (sensações, pensamentos, inferências, memórias e registros são estados atuais).
P2. Qualquer suposta evidência do passado é acessada apenas como um estado presente que representa o passado.
P3. Não existe um critério não circular que permita distinguir, a partir do presente, entre representações verídicas de um passado real e representações falsas de um passado inexistente.
P4. Onde não há critério de distinção epistemicamente justificável, não há conhecimento, apenas hipótese ou convenção.
P5. Atribuir estatuto epistêmico pleno ao passado equivale a afirmar conhecimento onde só há indeterminação epistemológica.
C. Logo, a única epistemologia racionalmente justificável é o presentismo epistêmico: apenas o presente possui estatuto cognitivo pleno; o passado pode ser assumido pragmaticamente, mas não conhecido.
Há um empate metafísico quanto à realidade do passado. Assumir sua realidade é uma convenção prática inevitável, não um conhecimento. Qualquer tentativa de elevar essa convenção a verdade epistêmica é ilegítima.
Parem de usar a IA para concordar com vocês e reforçar seus vieses cognitivos. Usem-na para fazer exatamente o oposto: pedir que ela refute as ideias que vocês defendem.
Se o corpo humano é perfeito, então por que existe tanta gente que não usa o cérebro? Como, por exemplo, os crentes, os direitistas e os terraplanistas.
Dizem que o corpo humano é uma máquina perfeita, mas parece que alguns grupos insistem em deixar o processador desligado de fábrica.
Ninguém prova a eternidade da ordem. No início, talvez nem Deus fosse mais do que um lampejo de desordem.
A ordem é uma ilusão recente. Se até deus teve que emergir do caos, quem somos nós para exigir que o mundo faça sentido?
