Coleção pessoal de bobkowalski
Ausência de evidência é evidência de ausência na medida em que a evidência é esperada. Portanto, a busca exaustiva por deus sem resultados reduz, proporcionalmente, a probabilidade de sua existência.
O silêncio do universo não é um vácuo de informação; é um dado. Se deus é uma hipótese que prevê manifestação, cada busca frustrada é uma evidência de sua inexistência.
Dizer que o ateu nega a deus para pecar é o mesmo que dizer que o crente aceita a deus para não pensar; a descrença não nasce da vontade de errar, mas da recusa em fingir que sabe o que ninguém provou.
O ateísmo não é a fuga da moralidade, é a coragem de assumir a responsabilidade total pelos próprios atos, sem o álibi do perdão divino ou o medo de um castigo eterno.
O crente percebe que falar com deus não adianta, pois ele não responde; então, o coitado vai a um grupo de ateus se humilhar. Pelo menos o ateu existe para lhe dar atenção, não é, meu filho?
A imoralidade começa quando um fanático declara que um livro escrito por humanos é a palavra divina!
Não existe nada mais perverso do que um ignorante tentando validar seu ódio chamando literatura barata de "vontade divina".
A imoralidade atinge seu ápice no exato momento em que um fanático, em sua arrogância cega, decide que os delírios de homens mortos em papéis velhos são a voz de um deus.
Se eu fosse crente, meu maior medo não seria o diabo, mas um dia descobrir que rezei a vida inteira para o deus errado!
Se deus de fato existisse e tivesse um pingo de amor-próprio, ele processaria as igrejas por calúnia e difamação. Afinal, ninguém destruiu tanto a reputação divina quanto o fanático que usa o nome dele como combustível para incendiar a vida do próximo. A religião não é o caminho para o céu; é o muro que os odiosos construíram para dividir e controlar a sociedade.
A crença em deus não eleva o homem, apenas o acorrenta ao medo eterno, transformando a liberdade em escravidão voluntária.
Argumento contra o Livre-Arbítrio.
Premissa 1: A consciência humana funciona como um processamento de informações moldado pela genética, pela física e pelo ambiente.
Premissa 2: Cada pensamento ou decisão é o resultado obrigatório do estado em que sua mente e seu corpo estavam no momento imediatamente anterior.
Premissa 3: O livre-arbítrio só existiria se uma pessoa pudesse agir de formas diferentes em uma situação onde todas as condições (internas e externas) fossem exatamente as mesmas.
Premissa 4: Se a consciência segue as leis da causa e efeito, não existe espaço para uma "escolha diferente" sem que se quebrem as leis da realidade.
Conclusão: Portanto, o livre-arbítrio é uma ilusão, pois nossas ações são o único resultado possível de causas que vieram antes de nós.
O livre-arbítrio é uma ilusão, pois nossas ações são o único resultado possível de causas que vieram antes de nós.
Se tirar "deus" e as religiões sobra o que do ateísmo? Ainda sim sobra uma cosmovisão materialista e humanista, mas se tirar "deus" do teísmo sobra o que?
O universo é mecânico, mas os humanos são livres porque o sistema é complexo demais para ser previsto por outros humanos, ou máquinas.
