Coleção pessoal de bobkowalski
Argumento da subordinação lógica divina
1. Se deus é onisciente, então conhece todas as verdades.
2. Verdades lógicas são necessárias, universais e não contingentes.
3. Se deus cria as verdades lógicas, então elas poderiam ser diferentes do que são.
4. Se pudessem ser diferentes, não seriam necessárias.
5. Logo, deus não cria as verdades lógicas.
6. Se deus não cria as verdades lógicas, então Ele está submetido a elas.
7. Um ser submetido a algo mais fundamental não é ontologicamente último nem absolutamente infinito.
8. Portanto, a existência da lógica não implica a existência divina; ao contrário, a lógica é ontologicamente anterior a qualquer deus concebível.
Uma entidade superior te oferece a verdade absoluta sobre o universo. O custo: o amor da sua vida e toda a humanidade morrem diante de você. O que vale mais: a verdade ou o amor?
Como seria o mundo se todos os seres humanos fossem conscientes? Ideias falsas cairiam rápido, opiniões mudariam diante de bons argumentos e erros lógicos seriam corrigidos sem resistência.
Quando o crente declara que o ateu só é coerente quando está calado, isso não é argumento, mas uma tentativa de coerção psicológica por meio da raiva. A religião é uma ideologia política, o ateísmo também é uma ideologia política; portanto, ambos têm o direito de discutir e se expressar.
Os niilistas pintam a moral como escravidão e coerção, mas ignoram que há liberdade na moral: ao cooperar com o grupo, você conquista confiança, apoio e vantagens reais para melhorar a própria vida e realizar seus desejos.
E se deus quer destruir todas as religiões? Nesse caso, os ateus seriam apenas os instrumentos mais coerentes dessa vontade divina.
Talvez a maior heresia não seja o ateísmo, mas a religião. Nesse caso, deus e os ateus estão do mesmo lado.
Se deus é a única consciência real, o paraíso é exclusivo: só ele entra. Na porta, a placa: "Propriedade privada: proibido simulacros!"
Mesmo que existisse uma divindade, não segue logicamente que ela precise criar um paraíso; essa ideia é apenas um desejo humano egoísta de autopreservação.
Não me chamo Jesus. Não sou um criminoso violento: nunca serei condenado por invadir um templo, quebrar tudo e agredir pessoas.
A crença numa divindade pode ser filosoficamente válida; já as religiões não. Deus é um conceito separado da fé organizada, e o religioso típico é um analfabeto científico mergulhado em contradições lógicas.
Se um animal não representa perigo imediato e você não está morrendo de fome, matá-lo é absolutamente errado, uma clara demonstração de psicopatia.
O ateísmo é a antirreligião organizada; se você defende a religião, então isso prova que não é um ateu de verdade, pois não faz nenhum sentido um suposto ateu defendendo "deus".
Talvez exista um criador, mas se ele não realiza milagres nem interage com a criação, então ele simplesmente não é deus.
O conceito de “criador” torna-se vazio se não for um deus pessoal que se manifesta por milagres. Se a ciência materialista explicar integralmente o funcionamento do universo, sua existência poderá ser declarada praticamente irrelevante; assim, mesmo que haja um criador, um deus pessoal pode simplesmente não existir!
Dizem que tamanho não é documento, mas experimente ter um argumento maior que deus e veja como é difícil achar alguém que aguente a conversa sem pedir arrego.
O ateísmo, em relação a todas as religiões, não requer um milímetro de fé: trata-se de uma posição baseada em fatos e evidências científicas, portanto dotada de sólida justificação epistemológica.
