Coleção pessoal de bobkowalski

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Dizer que o conservadorismo é o "sentimento da maturidade" é o eufemismo mais canalha da história para camuflar o medo da perda de privilégios. Essa conversa fiada de que 'coisas boas são difíceis de criar' é a desculpa perfeita de quem já está sentado no topo da pirâmide e não quer que ninguém balance a base.


Engraçado como os conservadores tratam as "coisas boas" como se fossem milagres da natureza que brotaram do nada, e não o resultado de séculos de exploração, sangue e suor alheio. Eles chamam de 'preservação' o que, na verdade, é o embalsamamento de instituições moribundas que só servem para manter o status quo respirando por aparelhos.


Maturidade não é abraçar um museu de velharias por medo de que o novo estrague o verniz. Maturidade é entender que o que vocês chamam de "destruição" é, na verdade, o espaço necessário para a construção de algo que não precise de mordaças, dízimos ou porretes para se sustentar. Se a sua 'ordem social' é tão frágil que um pouco de progresso a ameaça, ela não é uma "coisa boa"; é apenas uma estrutura apodrecida que deveria ter caído há décadas.


O conservador não protege a criação; ele protege o seu próprio conforto, fingindo que o mundo vai acabar se ele tiver que dividir a mesa com quem ele sempre chutou para debaixo dela.

Dizem que deus criou o homem à sua imagem; pela quantidade de ódio e vaidade que vejo nos templos, o homem fez um trabalho de espelho perfeito ao criar o seu deus.

A verdadeira moralidade começa exatamente no ponto onde a esperança do céu e o medo do inferno terminam.

O niilismo é o suicídio intelectual de quem não teve a coragem de abraçar a liberdade do ateísmo humanista.

Se o seu deus é tão poderoso, por que ele sempre precisa que os homens mais gananciosos da terra façam a coleta do dízimo por ele?

Deus é apenas o nome que o medo dá para a ignorância sobre o funcionamento do universo.

O niilista diz que sem deus tudo é permitido; o humanista entende que sem deus somos finalmente os únicos responsáveis por tudo o que permitimos.

O niilismo te liberta de deus, mas te aprisiona no nada; o humanismo te liberta de ambos, te dando a única coisa real: a responsabilidade.

Eu converso com meus demônios não porque gosto do inferno, mas porque eles são os únicos que não julgam minha bagunça.

Meu silêncio costuma gritar verdades que minha boca não tem coragem de dizer para não estragar a noite.

Se for para ser morno, eu prefiro congelar de vez. Tenho alergia a coisas pela metade.

Tenho essa péssima mania de mergulhar de cabeça onde todo mundo só molha os pés.

A vida é curta demais para eu fingir desinteresse só para parecer interessante no seu jogo.

A gente se perdeu na tradução: eu gritava amor, você só ouvia passatempo.

A arte detona como terremotos criativos, rachando fundações de monotonia rígida.

O niilismo ressuscita em cemitérios mentais, mas exorcismos de propósito o banem para sempre.!

A política atual constrói labirintos de burocracia, e assim acaba colocando cidadãos em corredores sem saída.

O egoísmo planta minas de isolamento, explodindo pontes de conexão humana.

O niilismo sepultado sussurra epitáfios finais, silenciados por hinos de existência afirmativa.

Ateísmo constrói muralhas de ceticismo, repelindo invasões de credulidade ingênua.