Coleção pessoal de bobkowalski
Deus não é luz, nem pai, nem abrigo. Deus é uma velha obesa, sentada sobre o acúmulo de séculos, devoradora de almas. Sua fome não conhece saciedade, e seu paladar é seletivo: despreza os vazios, ignora os medíocres, cospe os indiferentes. O que lhe dá prazer são justamente as almas mais espiritualizadas — aquelas que se purificaram, que se elevaram, que acreditaram. Quanto mais consciência, mais sabor. Quanto mais transcendência, mais apetite. A espiritualidade não salva: engorda o monstro.
Deus é uma velha gorda devoradora de almas, e no seu paladar insaciável ela prefere devorar sempre as almas mais espiritualizadas!
Deus é aquela avó que nunca está satisfeita. Ela ignora o resto do buffet e vai direto nas almas mais espiritualizadas, porque, depois de bilhões de anos, o paladar divino ficou exigente demais para qualquer coisa que não tenha gosto de nirvana.
A santidade é apenas o tempero que deus usa. Deus é uma velha gulosa que só aceita as almas mais espiritualizadas porque as mundanas dão azia.
A filosofia não é um acúmulo de respostas, mas uma metodologia viva: um modo rigoroso de pensar que transforma perguntas em caminhos e o pensamento em criação de sentido.
Se você ama o psicopata por ser seu "próximo", você se torna o cúmplice silencioso e assim ajuda a causar mais vítimas.
O amor que se estende a todos não alcança ninguém; é uma moeda inflacionada que perdeu o seu valor de compra.
O sujeito nunca escreveu um livro, nunca resolveu uma equação que não viesse com gabarito, jamais fez uma descoberta filosófica ou científica digna de nota, não produziu uma obra artística sequer, mas anda por aí pavoneando o resultado de um teste de QI como se fosse um prêmio Nobel emoldurado. É o triunfo do potencial não realizado elevado à categoria de identidade: zero obras, zero feitos, zero contribuições, mas um número decorado para compensar o vazio. Um gênio em estado puramente imaginário, cuja maior realização foi preencher um formulário online e sair se sentindo um titã do pensamento.
"Posso te fazer uma pergunta?" é uma das frases mais imbecis já inventadas: a pessoa já acabou de fazer uma pergunta sem pedir permissão alguma, apenas para perguntar se está autorizada a fazer mais uma. É a burrice pedindo licença para continuar.
Dizer que o conservadorismo é o "sentimento da maturidade" é o eufemismo mais canalha da história para camuflar o medo da perda de privilégios. Essa conversa fiada de que 'coisas boas são difíceis de criar' é a desculpa perfeita de quem já está sentado no topo da pirâmide e não quer que ninguém balance a base.
Engraçado como os conservadores tratam as "coisas boas" como se fossem milagres da natureza que brotaram do nada, e não o resultado de séculos de exploração, sangue e suor alheio. Eles chamam de 'preservação' o que, na verdade, é o embalsamamento de instituições moribundas que só servem para manter o status quo respirando por aparelhos.
Maturidade não é abraçar um museu de velharias por medo de que o novo estrague o verniz. Maturidade é entender que o que vocês chamam de "destruição" é, na verdade, o espaço necessário para a construção de algo que não precise de mordaças, dízimos ou porretes para se sustentar. Se a sua 'ordem social' é tão frágil que um pouco de progresso a ameaça, ela não é uma "coisa boa"; é apenas uma estrutura apodrecida que deveria ter caído há décadas.
O conservador não protege a criação; ele protege o seu próprio conforto, fingindo que o mundo vai acabar se ele tiver que dividir a mesa com quem ele sempre chutou para debaixo dela.
Dizem que deus criou o homem à sua imagem; pela quantidade de ódio e vaidade que vejo nos templos, o homem fez um trabalho de espelho perfeito ao criar o seu deus.
A verdadeira moralidade começa exatamente no ponto onde a esperança do céu e o medo do inferno terminam.
