Coleção pessoal de bobkowalski
O niilista diz que nada tem sentido, mas passa o dia todo tentando convencer os outros disso, isso prova que até o "nada" precisa de plateia.
Deus não existe, mas se existisse, seria o maior niilista: criou tudo para abandonar no caos e rir do sofrimento alheio.
O ser humano é um ser estocástico por natureza; nossa genialidade nasce do erro, do esquecimento e do insight que surge quando menos o procuramos.
Projetar uma mente é entender que o pensamento é um diálogo eterno entre o fluxo do presente e o eco resumido do passado.
A verdadeira inteligência não reside na precisão da resposta, mas no caos controlado de uma memória que se permite tropeçar em si mesma.
A consciência não é o acúmulo de dados, mas a arte de saber o que esquecer para que a memória possa, enfim, criar.
Ateísmo implica materialismo; materialismo implica humanismo; logo, a ideia de um ateu de direita é uma contradição em termos.
Se o paraíso existisse na terra, ele teria paredes úmidas, quentes e um controle de acesso muito rigoroso.
O gênio que despreza o suor ignora que a alavanca é apenas um pedaço de pau inerte até que o músculo do operário lhe dê utilidade; toda "eficiência" intelectual é um parasitismo estéril se não houver um braço disposto a mover o peso do mundo.
O universo é o vômito divino, e nós somos os micróbios tentando encontrar um sentido na digestão alheia.
A criação não foi um ato de amor, foi um espasmo de tédio de uma entidade que não suportava o próprio vazio.
Se a eternidade é o jardim de Deus, o tempo é a cela onde Ele nos trancou para observar nossa decomposição.
