Coleção pessoal de RobinS25

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O saber não é uma montanha, mas sim uma trilha: jamais se alcança, apenas se caminha.

Atiças-me com sorrisos, desnudas minhas vontades, para ter-te cativa em vossos desejos íntimos e em vossas fantasias que, em silêncio, desabrocham ardentes.

Não precisar corresponder à aprovação alheia nunca é simples, mas ter personalidade é entender que viver para agradar aos outros é deixar de existir para si.

É inquietante saber que tantas bocas vazias ainda fazem tanto barulho.

Do Pouco
Porque quero tudo o que o pouco pode me dar,
Não me farto do pouco que ainda tenho, mas
também não me contento com o que ele me traz,
desejo mais daquilo que posso fartar.


É do pouco e com pouco que muito se faz,
Mesmo tão finito, se ao infinito somar,
com o pouco e muito, muito hei de amar,
Porque quero tudo do que o pouco é capaz.

Compreender nunca é simples. Mas quando se abre o coração, fica fácil a compreensão.

Cuida dos teus passos, para que depois não te arrependas dos espinhos que neles terás de carregar.

Não permita que cresçam ervas daninhas onde se cultiva carinho e ternura

Muitas vezes é preciso correr riscos: seguir certas trilhas e abandonar outras.

O completar de que falo não é porque algo nos falte, nem porque haja uma peça ausente no quebra-cabeça. O completar de que falo é sobre pele, sobre encaixe, sobre dividir — e jamais subtrair. É encaixe na alma do outro; é dividir risos, os dias, as manhãs, as semanas e os fins de tarde… é dividir a Vida!

Se tem algo que aprendi — e valorizo profundamente — é não permitir que o comportamento dos outros envenene minha mente, adoeça meu estado de espírito ou apodreça minha alma.

À elite do retardo em nada importam o povo nem a pátria — senão tão-só os seus interesses; e, por tais desígnios torpes, vendem o povo como quem troca ouro por cobre vil.

⁠Jamais permita que a sua luz se apague. Aqueça corações.

⁠A luz atrai as mariposas, mas o seu calor queima suas asas e as derruba. Jamais permita que a sua luz se apague. Aqueça corações.

⁠A luz atrai as mariposas, mas o seu calor queima suas asas e as derruba.

O Bem e o Mal: duas redes paralelas

É um ciclo vicioso e inconsciente. Somos parte de um sistema de rede humana — uma realidade relacional. Uma rede do bem. Mas isso também se aplica ao mal.

⁠Há algo que filósofos, sociólogos e cientistas vêm repetindo há séculos:
O mundo se organiza em redes de influência.
Se você joga verdade, compaixão, honestidade na rede — ela se fortalece.
Se você joga mentira, egoísmo, crueldade — o sistema inteiro apodrece.
Isso independe de religião.
É um sistema humano.
É realidade relacional.

⁠Carrego nos passos o vendaval que arranca raízes

⁠Prefácio dos Deuses

A dama nívea, sob umbra prece, ora.
Um cântico aos velhos Deuses
Sob o seu pranto, o legado umbra aflora,
com um apetite que não sacia
Consumida em pecado de outrora.

Da antiga profecia, eis a proa
O antigo Deus há de tomar forma
Da mácula de alvor que ecoa,
A vergonha de sua graça esquiva.
Ecoa das ruínas em língua arcaicozoa.

A seu reino a noite sempiterna ativa,
sob o véu de breu que tudo cobre.
Um ancestral tornar-se-á carne viva,
com cheiro acre de terra e sangue pobre.

A dama nívea, sob umbra prece, ora.
Cantiga dos Deuses celestiais.
No seu pranto, o legado umbra aflora,
Qual trevas no âmago dos olhos,
Torna turva a vista, qual névoa que devora.

Tal negror de seus olhos caíra,
Que lhe maculam o vestido alvíssimo.
A profecia dos Deuses já se cumprira.
Sob sua formosura, destoa o desespero.
O eco dos antigos hinos ressurgira.

Ainda que finde por amor infame,
um laço de dor e volúpia impura.
Ungirá com prece o berço do infante,
sob a névoa fria que perdura.

Embora as sombras o mundo sele,
Lavar-lhe a alma em sangue e culpa
Saudando o ser das rúnicas delecele. *
Vindo à terra a noite oculta.

Vagando de seu lar, tão apartada,
A dama nívea, jaz sob sangue e pecado.
Sua alma sobre o abismo jaz deitada.
Donzela nívea, sob umbra orando ao lado.

No encanto de seus olhos de cristal,
Ao menos santa sua esperança é alçada.
Cantiga dos Deuses de outrora, afinal.
Em seu último pranto, a escuridão selada.

⁠Canção do Bardo - O Paladino e o Reino do Norte I-XIV

Sou um cavaleiro negro andante
Por trevas, vales e tormenta forte.
Um Paladino, buscando adiante,
O Reino florido, o vale do norte.

Jazo exausto e oscilante,
Deito-me aos braços desta sorte.
Rompo o encanto — paladino errante,
Sob névoa, tenho visto a morte.

Eis-me aqui, presente,
Sob dia e noite, viajante.
Sigo firme e persistente,
Até alçar meu fado distante.