Coleção pessoal de Rita1602
Lutar dentro de um contexto definido por uma faixa de hipócritas que não conseguem enxergar um palmo além dos seus próprios interesses, é nadar contra a maré. É se desgastar à toa. É gastar boas energias com o que não tem mais conserto. Por isto, o melhor a se fazer neste caso, é se recolher à sua insignificância.
Só o tempo poderá me mostrar o que tanto procuro. Ele é e sempre será o mistério. A não ser que eu me torne o próprio, assim poderei descortiná-lo.
Tentam me entender, mas não é fácil. Nem eu me entendo às vezes. Entender o ser humano, é tarefa deveras difícil. Já tentei de todas as formas entendê-los e me entender também, mas não consegui. Terei que me aprofundar mais e mais, se um dia eu quiser chegar perto deste misterioso ser indecifrável.
Amar é e sempre será a única forma de conhecermos a verdadeira felicidade. Sem doarmos amor ao próximo não haverá recompensas.
O que nos mata por dentro não são as palavras proferidas, é a indiferença daqueles que tanto amamos.
Quando temos uma missão, esta deverá ser cumprida com sabedoria e discrição; ademais é só enganação.
Tenho presenciado e vivenciado o que não imaginava que pudesse um dia vir à tona. Por razões óbvias vieram. Terei que rever todo este contexto e descobrir o que me levou a este final indecifrável.
Tenho tentado olhar para dentro de mim, mas algo me impulsiona para fora e isto tem me deixado um pouco inflexível perante a minha indecisão. Como mulher, tenho me deixado um pouco de lado e isto me desestruturou perante um mundo meio egoísta.
Por que sinto este peso? Esta agonia rasga minha fé e me coloca frente a frente com um jogo que considero perigoso demais.
O que me levou a tomar certas decisões, foi o meio em que vivi e que não mais me encaixei. Sentia-me como um peixe fora d’água.
Quando nos dispomos a estar onde estamos, temos que ter a consciência de que temos uma missão pela frente. E esta missão, muitas vezes, sangra. Sangra, por termos que nos submeter a segurar todas as barras que não estamos habituados.
