Coleção pessoal de Rita1602
Escrever, me dá a sensação de leveza, de bem estar, de harmonia, de purificação. Quando estou escrevendo, estou me vertendo nas páginas brancas e deixando o melhor de mim. Deixando meus segredos nas entrelinhas e um pedaço de mim ao leitor.
O fotógrafo é o poeta do momento. Registra a intensidade e a magnitude sem procurar entender o seu significado.
Vivemos correndo atrás do futuro, sem perceber que ele um dia será presente. Vivamos o presente, para que o futuro não nos invada prematuramente.
Viver intensamente, é deixar a vida nos abraçar. É doar o que temos de melhor e sentir que cumprimos o nosso papel aqui, neste mundo, onde fomos escolhidos para sermos o melhor de nós.
Dentro da minha louca e intensa vontade, ouço um chamado que não consigo identificar. Talvez, seja o teu, talvez, de um ser inabitável ou talvez, imaginações.
Vejo flores em todos os lugares, ouço o canto dos pássaros a todo momento e no meu silêncio entrego todas as minhas intenções.
Talvez eu lamente, talvez não. Talvez eu vá embora, talvez não. Talvez eu more aqui, talvez não. Talvez eu sinta tua falta, talvez não. Talvez...
Vivemos, crescemos e morremos diariamente. Metamorfoseamos à medida que há necessidade e nos desintegramos assim que houver libertação.
Eu não me encaixo mais neste contexto. É como um piscar de olhos. No momento em que os fecho, me transporto e no momento em que os abro, me liberto.
Às vezes é melhor calar, não dizer uma única palavra. Noutras, precisamos desabafar, colocar para fora tudo aquilo que está nos agoniando. O que necessitamos na verdade, é estarmos em Paz. Por isto, estamos sempre buscando o que nos eleva ao ponto máximo.
