Coleção pessoal de Rita1602

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A natureza constrói em silêncio. O homem, muitas vezes, destrói sem pensar.

A natureza constrói e o homem destrói.

Encontramos os verdadeiros amigos na medida em que enfrentamos as dificuldades que a vida coloca em nosso caminho.

Asas da Liberdade


Quero ser uma gaivota com plumagem prateada. Planar nesta imensidão, fazer acrobacias e abraçar o mundo com minhas asas. Ir ao encontro da liberdade que espera, ansiosa, por minha chegada.


Alçar o voo mais rasante e incrível que jamais alguém poderia imaginar. Bater as asas sem me importar com o cansaço. Gritar sabendo que alguém me ouviria – e que meu grito soaria como música aos ouvidos de quem me acompanha.


Pousar nas mais infinitas ilhas oceânicas. Dançar ao som do vento e deixar-me levar pela brisa.


Ter o privilégio de contemplar as mais belas paisagens, os desenhos maravilhosos traçados pelas mãos do Senhor do universo – e ainda assim duvidar que tamanha beleza pudesse ter sido projetada.


Voar, voar, voar, e jamais cansar de sobrevoar os mares, ilhas e planícies. Das alturas, veria embarcações deslizando pelos oceanos, seguindo sua rota enquanto o sol desponta assim que a madrugada se despede com um aceno afetuoso.


Ser observada sob olhares investigativos de quem gostaria de estar no meu lugar sobrevoando o céu infinitamente azul. Sentir as nuvens tão próximas quanto o meu próprio coração, que bate acelerado dentro do peito.


Elevar, elevar, declinar; sentir o brilho do farol iluminando a orla; respirar o cheiro da maresia; ouvir o mar batendo nas pedras; admirar o brilho da noite estrelada e a lua com sua magia.


E quando o dia findar, e o sol se pôr deixando o seu rastro dourado, o cenário do entardecer aclamará em coro os suspiros de todos os que o contemplam.


Continuarei voando, voando, voando, até que minhas asas não aguentem mais. Então, pousarei para meu eterno descanso nas ilhas do pacífico.


Rita Padoin
Do Livro "As Musas do Vale"

Escrevo para semear palavras que floresçam no coração das pessoas.

O grito que estava sufocado dentro de mim, se libertou por meio das minhas palavras.

As palavras encontraram abrigo nos meus silêncios e floresceram nas minhas inspirações.

Escrevo o que sinto e o que sinto é muito maior que tudo.

Acredito que o dom que Deus me deu não é para ficar na gaveta, é para semear.

Escrevo para semear palavras. Se uma delas florescer no coração de alguém, minha missão terá sido cumprida.

Do meu pior, nasceu meu melhor.

Desistir dos nossos objetivos e sonhos é entregar de bandeja a vitória àqueles que não aceitam o nosso sucesso.

Somos protagonistas do que a vida nos impõe, mas não autores daquilo que sentimos. Há em nós vontades e emoções que florescem sem nos avisar; portanto, somos nós que decidimos o que fazer – ou não – diante desses acontecimentos.

Somos protagonistas da vida, mas não das nossas manifestações e vontades

A paz é o único tesouro que ninguém pode roubar.

Limite do tempo


Quantas e quantas vezes me vi diante do improvável. Muitas e muitas vezes. Todas elas foram substituídas por pensamentos que me levaram ao extremo da confiança, ao limite do tempo e da entrega. Sempre houve distâncias entre o medo e a coragem, mas esse intervalo serviu para enxergar o óbvio.


Hoje, olhando desta forma, sinto-me forte para encarar quaisquer dificuldades. O tempo foi meu aliado e minha fortaleza. Ao olhar para frente, percebi que meu caminho estava aberto, à minha espera.

O poder de uma mãe é tão influente quanto um rio que corre em direção ao mar, até tornar-se um só com ele.

O coração de uma mãe possui o abrigo de que um filho precisa. Agiganta-se pela forma como acolhe e imensurável pela dimensão do amor que carrega.

Os verdadeiros encontros, para existirem eternamente, não precisam acontecer.

Minha alma está conectada com a tua. Logo serão dois corações batendo como um só.