Coleção pessoal de Rita1602
Segredos
Perguntaram-me o que tenho guardado dentro de mim.
São tantas coisas que falar seria tirar de dentro do meu peito
Todos os meus segredos – e os segredos do mundo.
E os segredos do mundo não devem ser revelados.
Mas descobertos.
E essa descoberta flui naturalmente.
Porém, o caminho é árduo,
Repleto de tropeços.
E a montanha? Íngreme!
Os passos? Longos e cansativos!
A vida mostra todos estes caminhos
E todos os segredos escondidos.
Enxergá-los?
Só se estivermos atentos.
A distância pode mudar o rumo dos nossos caminhos, mas jamais apagará a história e os momentos que carregamos dentro de nós.
A paz de espírito é o termômetro que nos revela quando estamos no lugar certo, com as pessoas certas.
Encontramos os verdadeiros amigos na medida em que enfrentamos as dificuldades que a vida coloca em nosso caminho.
Asas da Liberdade
Quero ser uma gaivota com plumagem prateada. Planar nesta imensidão, fazer acrobacias e abraçar o mundo com minhas asas. Ir ao encontro da liberdade que espera, ansiosa, por minha chegada.
Alçar o voo mais rasante e incrível que jamais alguém poderia imaginar. Bater as asas sem me importar com o cansaço. Gritar sabendo que alguém me ouviria – e que meu grito soaria como música aos ouvidos de quem me acompanha.
Pousar nas mais infinitas ilhas oceânicas. Dançar ao som do vento e deixar-me levar pela brisa.
Ter o privilégio de contemplar as mais belas paisagens, os desenhos maravilhosos traçados pelas mãos do Senhor do universo – e ainda assim duvidar que tamanha beleza pudesse ter sido projetada.
Voar, voar, voar, e jamais cansar de sobrevoar os mares, ilhas e planícies. Das alturas, veria embarcações deslizando pelos oceanos, seguindo sua rota enquanto o sol desponta assim que a madrugada se despede com um aceno afetuoso.
Ser observada sob olhares investigativos de quem gostaria de estar no meu lugar sobrevoando o céu infinitamente azul. Sentir as nuvens tão próximas quanto o meu próprio coração, que bate acelerado dentro do peito.
Elevar, elevar, declinar; sentir o brilho do farol iluminando a orla; respirar o cheiro da maresia; ouvir o mar batendo nas pedras; admirar o brilho da noite estrelada e a lua com sua magia.
E quando o dia findar, e o sol se pôr deixando o seu rastro dourado, o cenário do entardecer aclamará em coro os suspiros de todos os que o contemplam.
Continuarei voando, voando, voando, até que minhas asas não aguentem mais. Então, pousarei para meu eterno descanso nas ilhas do pacífico.
Rita Padoin
Do Livro "As Musas do Vale"
Escrevo para semear palavras. Se uma delas florescer no coração de alguém, minha missão terá sido cumprida.
Desistir dos nossos objetivos e sonhos é entregar de bandeja a vitória àqueles que não aceitam o nosso sucesso.
Somos protagonistas do que a vida nos impõe, mas não autores daquilo que sentimos. Há em nós vontades e emoções que florescem sem nos avisar; portanto, somos nós que decidimos o que fazer – ou não – diante desses acontecimentos.
