Coleção pessoal de ricardo_barradas_ricardo_v_barradas

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Vivemos em tempos de novas idéias, velhos conceitos rígidos e tradicionais deram lugar a relatividade e flexibilidade entre o valor financeiro e interesse de poder. Sendo assim, não existe lugar para o fanatismo religioso e muito menos para o fanatismo politico, aqueles que seguirem estas velhas escolas, serão aniquilados pelo próprio povo, acorrentados e humilhados, pelo pavor e pelo medo.

A solidão é minha velha amante fiel que já se acostumou e aprendeu a não reclamar comigo, nos momentos que quero ficar sozinho, introspectivo, sem a menor paciência de encontrar com pessoas infelizes sorridentes, enfeitadas com utensílios de marca baratos mas falsificados que orgulhosamente desfilam vitoriosas e especiais de fachada.

A inclusão do autista na sociedade é um direito adquirido pela própria lei da vida, que por sabedoria nos faz diferentes. A educação especial na pedagogia integral, com mestres capacitados em ouvir, ver e aprender novas comunicações, caso a caso, é uma oportunidade profissional impar. Tudo dentro dos multiversos sensível e verdadeiro do autista é uma dadiva para nos tornarmos mais amorosos e humanos. O privilegio é sempre nosso de reaprendermos a existir mais, realinharmos nossos caminhos em prol da verdade com os especiais puros de coração.

A super exposição de um (AH/SD), não é boa, afinal não estamos diante de um personagem fantástico, adestrado, a ser explorado pela mídia irresponsável sensacionalista. O estatuto da criança e do adolescente, do meu saudoso mestre o Dr. Alyrio Cavalliere e outras legislações conjuntas, propõem a salvaguarda das crianças e muito mais as especiais. Algumas providencias legais devem serem acompanhadas, caso a caso, muito mais do que a grande publicidade, cada criança precisa de apoio, acompanhamento e inclusão pedagógica no sistema educacional integral. Pois toda super exposição de crianças com Altas Habilidades e Super Dotação (AH/SD), como show podem ser desastrosas para o desenvolvimento da própria criança.

A população brasileira de autistas e super dotados hoje é muito grande, alguns infelizmente passando por serias dificuldades de adaptações especiais em seus meios, tanto familiares, educativos e sociais. Com isto, o governo federal em convenio com as melhores universidades publicas do Brasil, precisam desenvolver politicas publicas de saúde e de ciência, e plataformas fáceis gratuitas para não desperdiçarem está oportunidade única, que só costuma ocorrer naturalmente em mais de algumas centenas de anos. Cabe também, a sociedade civil, cientifica e cultural, cobrarem do poder publico politicas e plataformas diferenciadas e inclusivas urgentes.

A ciência espirita tem um acolhimento bem mais rápido e simples para os casos de Autismo e Super Dotação, mesmo assim acredito que a ciência tradicional, deva pesquisar e tentar entender mais a fundo, caso a caso, e que possa com acompanhamento, vir proporcionando melhores condições de vida a estes especiais, em nosso tempo, para que indivíduos com estas condições distintas neurofisiológicas se integrem naturalmente dentro de nossa sociedade.

Eu de forma nenhuma, asseguro que o individuo autista seja sempre superdotado, digo sim que mesmo sendo propriedades mentais distintas em certos casos podem conviver juntas ao mesmo tempo. Existe muitas diferenças entre o hiperfoco do autista com a super dotação do individuo com AH/SD. Os super dotados com AH Altas Habilidades ou SD Superdotação tendem ao ousar cada vez mais fundo em certas áreas do conhecimento que ele dominam com bastante fluidez, profundidade e conhecimentos. Mais do que QI alto, bem elevado, é uma neurodivergência com um funcionamento psíquico intenso, criatividade, alta sensibilidade que ao mesmo tempo as vezes, pela velocidade não administrada causa frustrações.

Por mais duro e insensato que possa parecer, dentro da historia da humanidade, amamos e cuidamos de nossas crianças, como iguais a nos, um pouquinho mais de 220 anos. Antes as crianças da população em geral, eram do mundo, invisíveis nas sociedades, só fonte fidedigna de problemas por isto, e por conta deste errôneo conceito, o abandono. A pediatria moderna surgiu no final do século XVIII e início do XIX, evoluindo da visão da criança como "pequeno adulto" para um ser com necessidades biológicas e sociais próprias. O marco inicial da especialidade foi a fundação do Hôpital des Enfants Malades, em Paris, em 1802. Mais só se consolidou em 1880.

Sejamos justos, algumas pessoas não merecem ser ajudadas por que estão órfãs e acomodadas dentro da própria infelicidade que virou um meio, torto de vida. Só devemos ajudar, quem pede ajuda em um momento difícil mas por vergonha da situação, vai fazer de tudo e mais um pouco para superar. A esmola consecutiva, vicia o cidadão que nunca irá buscar trabalho para ganhar o pão. Erra mais quem da do que quem recebe.

O que fazemos repetidamente é a cultura do que somos ou gostaríamos de ser.

Ficar sozinho, pode ser uma opção mas viver em par é a natural vocação da vida. No entanto, só deve procurar para ser par quando cada qual, perceber que tem algo bom, belo, enriquecedor, com amor e perdão para ofertar generosamente, sem troca para o outro. Nada é perfeito mas as coisinhas chatas, as pequenas, as inseguras e as divergentes, devem ficar para si mesmo, não compartilhe na relação, como já deve ter aprendido, no período passado de solidão.

A boa arte deve ser sempre apolítica, satirizar, denunciar, gritar e criticar mas tudo de forma sutil e inteligente, nunca bater de frente contra nenhum regime e instituição. Na verdade é isto que difere e ressignifica os verdadeiros artistas universais de todos os tempos dos meros manipuladores de tintas, movimentos e idéias artísticas, oportunistas de ocasião.

Uma grande perda, que o mercado de arte e antiguidades consumidor hoje no Brasil, em geral, comete. Um imoral crime histórico, artístico, museológico e estético. Pois os especuladores, só visam o teor da prata e o peso, para encaminharem para o desmanche a fogo...um crime, que as próximas gerações vão cobrar, do tanto de belo e artístico que destruíram no mercado brasileiro por mera cobiça venal. Entendo que precisam vender mas dobrar o valor de peso das obras de arte em prata, é uma forma digna de valorizar a arte da prata e afugentar os incorretos especuladores, em nome da arte.

Hoje alguns anos pós pandemia da a covid-19 a infecção respiratória aguda causada pelo corona vírus SARS-CoV-2, graças aos vários isolamentos sociais, no planeta temos mais portadores de esquizofrenia, perda de contato com a realidade (psicose) do que crianças transtorno do espectro do Autismo (TEA), a diferença consiste que no autismo geralmente manifestado na infância, recebe atenção desde cedo. Já na esquizofrenia, sobre tudo em adultos, eles geralmente ficam isolados socialmente, não querem perceber que estão com problemas e precisam de medicação e apoio. Atualmente existem medicações para esquizofrenia quem tem regularidade de 6 em 6 meses, o que já é um grande avanço cientifico para está enfermidade.

Não estamos diante de novos transtornos infantis mentais como Esquizofrenia, Autismo, Borderline, Savant, Psicose, como muitos imaginam e ate inadvertidamente comentam. Na verdade, tudo sempre existiu, só que os indivíduos menores não eram notados, devemos lembrar que fora do circulo aristocrático familiar, as crianças de um modo geral do século XIX e anteriores, eram consideradas um estorvo social um grupo de sub gente que só davam problemas e trabalhos. A própria historia universal da pediatria, nos diz que consolidou-se como especialidade no final do século XIX, originada da necessidade de reduzir a alta mortalidade infantil e tratar crianças não mais como "pequenos adultos". Sendo assim popularizou-se por volta de 1880.

Vivemos em uma época, muito conturbada com um excesso de informações sobre muita coisa. No entanto, entre verdades, mitos e mentiras disponibilizadas na rede internacional de computadores, a internet global alguma coisa fica mas a grande maioria se desfaz em pouco tempo, pelos próprios absurdos que elas são. Com isto a humanidade, fica cada vez mais órfã de sabedoria diante da super poluição mental e visual de desinformações, que nos afastam para o crescimento, resgate e o avanço tecnológico que o planeta e a humanidade consciente, tanto precisa.

Ninguém me deve nada, fiz o que podia fazer e se fosse hoje, faria mais um pouco. Me arrependo pelo que não fiz nunca pelo que fiz, por que faria um pouco mais, de novo. Vim a está vida para servir e nunca ser servido. Vim para amar os diferentes, carentes de amor. Só rogo que me respeitem, no meu jeito desprendido de ser, afinal cheguei aqui despido, fruto de um ventre materno morno e amoroso e de certo, uma hora irei embora, ao ventre da mãe terra, ao feliz lugar de reencontro de meus amados e queridos ancestrais.

Sou totalmente contra a verticalização nos diagnósticos prematuros do Transtorno do Espectro Autista e de outros transtornos Mentais, ate por que os indícios não costumam ser claros, não existem uma serie de comportamentos peculiares que poderiam ser chamados de estereotipias sobre tal distúrbio e sim um conjunto personalíssimo de manifestações, caso a caso com outras condições associadas. Creio ser crucial, para o caráter investigativo para um diagnostico preciso, ouvir e observar a vida do individuo por um tempo no âmbito comum, fora do ambiente clinico, para depois construir um parecer.

Por mais que a máxima é amplamente difundida entre os pesquisadores, psicanalistas e psiquiatras contemporâneos que " ser autista não significa necessariamente ser savant ", ainda acho muito cedo para nos guiarmos por tal afirmação. Assim como teoricamente, o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5, rotulando o espectro em três níveis de intensidade, um, dois e três. Não significa que não existam mais, assim como a síndrome do sábio "savant", que é considerado um distúrbio psíquico com o qual a pessoa possui uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência, comumente encontrada na sua grande maioria em meninos e autistas, também deve ter vários níveis.

Somos vítimas, agentes e respostas responsáveis de mudanças em nossas vidas, sempre. Orientadores e mentores podem nos sugerirem caminhos mas o primeiro passo em direção ao êxito, só pode ser dado, por você.