Coleção pessoal de reneevenancio

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Se você se sente totalmente desconfortável na presença de uma determinada pessoa por conta de algo que você fez de errado, isso é sintoma de arrependimento. Sendo assim, peça perdão antes que a situação piore ou fuja do controle. Perdão é cura para qualquer contratempo. O perdão nos liberta do mal estar provocado por qualquer desentendimento. HUMILDADE SEMPRE!

Cada vez mais eu me convenço que adiar planos é a forma mais fácil de não ser feliz imediatamente. Cada dia a mais é um dia a menos. Cada decisão protelada impõe mais uma centelha de escuridão ao quintal da nossa esperança em dias melhores.

A inércia aprisiona os covardes. A falta de atitude deteriora qualquer perspectiva que possa nos alimentar. O tempo é raro, é ágil e nunca pára. Não o desperdice com a paralisia inútil da inação. Coragem! Aja agora para que haja mais vida. Quem disse que um sonho é coisa para depois?

Existem pessoas que são infelizes em seus relacionamentos, mas ficam ali, sofrendo, empurrando tudo com a barriga, porque deixaram de acreditar que o amor pode nos dar uma nova chance. Existem pessoas que não suportam seus empregos, mas não jogam tudo para o alto por medo de se arriscarem numa empreitada nova, mais satisfatória, um ofício que realmente lhes dê prazer.

Tem gente que vive uma vida de insatisfação e não vira a mesa por medo de quebrar a louça empoeirada da frustração, da rotina e da mesmice que acomoda os fracos. O medo de ousar é o maior “empata foda” do mundo! É ele que nos faz abrir a janela todas as manhãs e não conseguir enxergar nenhuma novidade lá fora.

Se as coisas não vão bem, não há motivos para deixar tudo como está. O tempo é a morada da vida, pois então, não fique esperando uma ordem de despejo. Chega de adiar planos. Chega de pensar em se realizar só amanhã. O "depois" pode ser tarde demais, porque a vida é um instante, e num instante ela passa. E para que você possa ser feliz de verdade, não jogue o tempo fora. O que você puder fazer para ser mais feliz faça, mas faça agora.

Cansei de conspirar em vão para tentar mudar o meu destino. De agora em diante seguirei o meu caminho de forma livre e desapegada. Me jogarei no abismo do acaso e da sorte feito um louco. O que tiver que ser será. E seja lá o que for, só peço a Deus que não seja pouco.

Sabe aquela pessoa que cruza o seu caminho e acaba se encaixando perfeitamente na sua história como se fosse a última peça do quebra-cabeça que faltava? Pois então... Pode não ser mera coincidência. Pode não ser apenas o acaso. Pode ser o destino cumprindo uma antiga promessa. Preste bastante atenção e não ponha tudo a perder. É bem provável que nesse instante você esteja testemunhando o seu grande amor finalmente acontecer.

Quanto tempo eu vivi como um Dom Quixote! Quanto tempo eu perdi lutando contra moinhos de vento! Passei a vida toda tentando amar em silêncio como se isso fosse possível. Mas o amor não se cala, nem quando escondemos dele todas as palavras. Qualquer tentativa de sufocar a sua voz será em vão. O amor é um grito que mesmo contido ecoará como um estrondo ensurdecedor no silêncio abissal da solidão.

A dúvida é um espinho cravado na carne
Incômodo cisco que arranha a verdade
Diante dos olhos de quem só quer ver
Mas que, sem saber, não pode enxergar
A dúvida é cortina que escurece a vidraça
Dos que dormem acordados
Só para ver quem passa
Gritando notícias que façam sentido
E trazendo clareza no modo de andar
A dúvida é sombra oriunda da noite
Escuridão para os olhos
Da convicção, o desacoite
De quem caminha sem rumo
Levando consigo a perversa certeza
De nunca saber qual o rumo a tomar
A dúvida é bruma
De pensamentos nublados
Nuvem de fogo
Sentimento salgado
Acrescendo a sede
De quem já tem sede
De saber o que acontece
Sem ter que se enganar
Quem duvida não dorme
E, se dormir, um barulho acorda
Quem duvida não sonha
Porque a dúvida é o pesadelo
Dos impedidos de sonhar
Responda, se eu te pergunto:
Eu sou mentira ou sou verdade?
Quem pergunta quer resposta
Ainda que machuque
Não ter mais do que duvidar.

Acho incrível como as pessoas se acostumam a tudo, até mesmo com aquilo que lhes faz mal. Entra dia, sai dia e tem gente que não se mexe, não faz nada pra tentar mudar as cores da rotina em que vivem. Tanta gente deixa de viver a vida pra juntar dinheiro e morrer infeliz. Tanta gente deixa de fazer novos amigos por medo de se envolver e gastar sentimentos. Tanta gente deixa de conhecer novos lugares, por achar que ao sair de casa o ladrão poderá entrar. Tanta gente se afasta de Deus por vergonha de ser chamado de louco por aqueles que já venderam a própria alma.

Tem gente que vive errando e, ainda assim, continua cultivando a preguiça de aprender. Enquanto moramos no centro da mesmice de nossas vidas, o tempo vai passando ligeiro e a gente vai se deixando pra trás. A gente vai se adiando, vai ficando vazio de lembranças, de novas esperanças e acaba minguando aos poucos, como uma vela acesa que vai se apagando com a chegada da manhã.

O tempo ilude os acomodados. Ele parece passar devagar, mas, na verdade, nós é que não somos capazes de perceber com que velocidade o ele passa. E passa... Passa rápido... Passa alucinadamente veloz! E, por não nos darmos conta do quanto o tempo é valioso e fugidio, vivemos assim, tentando um sorriso aqui e outro acolá, feito catadores de migalhas de felicidade jogadas ao chão. Nós perdemos tempo demais nos ocupando em cultivar hábitos inúteis e sentimentos que nunca darão bons frutos.

Impregnados pela rotina, morremos tão cruel e lentamente, que se a gente contabilizasse quanto tempo desperdiçamos com tolices sem serventia, a gente ia querer ter uma segunda chance e fazer tudo diferente. Mas segundas chances não existem quando perdemos o rumo da nossa trajetória e as novas oportunidades nos escapam por entre os vãos dos nossos dedos. O que passou, passou... Acabou... Foi embora.

Para que as mudanças realmente aconteçam em nossas vidas, é necessário que a gente se permita mudar também. Se ficarmos parados aqui, à margem dos nossos próprios caminhos, quando a gente se der conta, tudo que teremos feito foi ficar vendo o tempo passar do outro lado da calçada, ao largo dos nossos sonhos. Seja o grande protagonista da sua vida. Construa pra você um jeito bom de viver. Acima de tudo, seja feliz.

Deus! Livrai-nos do mal e dessa rotina que nos devora!

Quero ser forte o bastante para enfrentar as dificuldades do meu caminho, sem me tornar tão injusto a ponto de ignorar a dor das outras pessoas.

Quero viver com plenitude cada momento que me ofereça conforto, sem deixar de dar a devida atenção às pequenas coisas da vida ou de ser grato por tudo que já me aconteceu de bom.

Quero urgência na realização dos meus sonhos, sem que para isso eu venha a me transformar num ser egoísta e capaz de destruir os sonhos alheios só para atingir os meus objetivos.

Quero que o amor seja o centro do meu universo, mas também quero que o meu universo seja o centro do amor de alguém.

A paz interior se resume na arte de ser feliz e permitir que a nossa felicidade se espalhe por onde quer que a gente passe. Quero fazer do tempo o meu principal aliado, pois a vida é como uma linda poesia que se escreve um dia após o outro - por mais que seja bela, ela sempre há de terminar num esperado, derradeiro e inevitável ponto final.

O sol é o pai da vida.
É ele que ilumina e aquece
enquanto brilha nas alturas
como uma lâmpada suspensa
na luminária inatingível do céu.
O sol se sustenta sobre colunas inquebráveis
feitas de argamassa de luz.
Doce inferno de fulgor
onde se encanta cada olhar
a que ele faz jus.
Sol-estrela que nos guia
pela areia que emoldura a praia.
O amanhecer principia na escuridão,
mas o dia só nasce
depois que o grande astro raia.
Explosão no horizonte da manhã;
aurora do meu mundo de sonhos;
Luminescência que se alterna
entre dias e noites dando aos opostos
a chance de não serem tão estranhos.
Sol que reina soberano
no latifúndio azul do céu.
Majestoso orbe luminoso
desenhado na planície do papel.
Chama eterna crepitando
Na lareira da imensidão;
Fogo-fátuo da galáxia,
mar de raios que se revela
em redemoinhos de clarão.
O sol não é apenas uma bola de fogo
incendiando o firmamento...
Ele é uma esfera radiante
que faz a vida recomeçar
a todo instante
e a cada momento.
Luz que provê alimento,
fotossíntese e energia sideral.
Lume acendendo as manhãs
de todos os dias
e fazendo acordar mundo inteiro
com seu facho celestial.
O sol é o pai da vida,
e dele advém a bravura
que nos permite suplantar
o medo da escuridão.
Talvez o sol não seja
o centro do universo,
mas ele é a rima mais perfeita
para os meus versos,
e a minha mais luminosa inspiração.

Sou do time dos que vivem a vida plenamente. Sou daqueles que não esperam que aconteça, mas que fazem acontecer. Lamento por aqueles que apenas existem; pelos que ficam vendo o tempo passar e nada fazem por si mesmos, muito menos pelos outros. Eu sou de ação, sou de reação e sou de sentimentos à flor da pele. Pensamentos pequenos não me cabem, porque eu preciso de vastidão para poder espalhar as minhas imensas vontades.

E vontade pouca é bobagem. Quero tudo agora e ao mesmo tempo. Não me tenham como um louco ou sonhador, porque loucura de verdade é viver só por viver. Sou afeto a encontros entre pessoas, a lugares públicos, ao convívio pacífico e a atmosferas festivas. Meu desejo tem nome e sobrenome. Não nasci para vegetar, mas sim para florir.

Sou canto, sou poesia e sou paisagem de horizontes ensolarados. Não espere que eu fique esperando as mudanças caírem do céu. Os meus sonhos foram feitos pra que eu os persiga insistentemente, sem jamais desistir. O comodismo não faz parte da fórmula química que constitui a matéria imperecível da qual fui feito. Há tempos eu deixei de sonhar por sonhar. Sou uma realidade palpável. Sou fruto das minhas próprias escolhas e sou inimigo de errar.

Sou assim, e não carrego nenhum peso na minha consciência. Nenhuma fixação doentia vai me impedir de continuar. Não me rotulem como irresponsável, perdulário ou pródigo, mas me vejam como um homem de urgências, um devorador de oportunidades. Sou daqueles que se lançam sem medo no vazio da fome, em busca do alimento que sacia somente os famintos por viver.

Quem me dará a certeza de que amanhã eu estarei aqui escrevendo os meus recados à posteridade? Prefiro não arriscar, não perder tempo e viver a vida como se essa fosse a minha única opção. No deslizar da caneta e no digitar do teclado, eu vou criando as minhas próprias fantasias e vou reescrevendo as minhas ilusões, enquanto a utopia de um mundo mais justo conduz as minhas mãos sobre a solidão esperançosa das páginas que ainda estão em branco.

Dentro de mim todo dia é carnaval. Agradeço a Deus por eu ser assim, e não como uma quarta-feira de cinzas, quando tudo é adeus, tristeza e até nunca mais. Vejo tanta gente desperdiçando a vida por viver de mentiras. Vejo tanta gente acumulando prejuízos por passar a vida inteira pensando em dinheiro. Vejo tanta gente vivendo na solidão por ter medo de amar. Vejo tanta gente se deixando de lado para não ter que compartilhar seus desejos.

Para mim nada disso vale. Eu prefiro os riscos de uma vida arejada a segurança de uma existência sem as necessárias emoções. Se para alguns a vida é não viver, para mim funciona tudo ao contrário. Prefiro as dores de amor do dia seguinte a deixar a minha alma mofando no cabide inútil de um armário.

“Deixe que digam, que pensem que falem”... No final é o tempo que sempre vai ter razão. Não adianta dizerem que você é isso ou aquilo, tentarem diminuir aquilo que você representa, porque o valor de cada um está onde nenhum olhar insensível pode alcançar. Quantas vezes você já foi pré-julgado, apontado como um caso perdido, como alguém que não merece confiança, que não tem méritos e nem futuro? Deixe que digam o que quiserem. O tempo é rei, e sempre será dele a última e verdadeira palavra.
Por mais que a gente se esforce e que trate bem as pessoas; por mais que a gente procure dar bons exemplos, sempre haverá alguém descontente com o nosso jeito de ser; aqueles do contra, os que querem ver a gente por baixo, sem moral, sem clima, sem ambiente. É assim comigo, com você e com todo mundo. Nessas horas a gente se pergunta: “O que o mundo tem contra mim”? Na verdade nós passamos a vida inteira lutando contra tudo e contra todos. Mas não se deixe abater. Nada é mais importante do que ter a consciência tranqüila e a mente aberta. É isso que incomoda os frustrados que querem nos ver no chão. A inveja não mata de imediato, mas corrói o coração dos invejosos aos poucos.
É por essas e por tantas outras razões que eu trago dentro de mim uma segurança absoluta de que basta continuar agindo naturalmente para que o nosso lado bom prevaleça. É burrice querer se igualar aos que nos atacam e se equiparar ao nível dos despeitados. Deixe que o tempo dê conta de tudo. Deixa rolar. Basta ser firme, consciente e perseverante para que as coisas se encaixem e tomem um rumo ideal. Quem segue o rumo certo não se perde pelo caminho, e o que a gente tem de melhor ninguém pode tirar.
Feche os ouvidos para a fofoca, para o disse-me-disse, pra inveja, pra dor-de-cotovelo. Seja você mesmo, desde que ser o que você é seja bom pra você e para quem você ama. Nas horas mais difíceis serão poucos os que vão te dar a mão, te ajudar, pois então valorize-se acima de tudo, e acolha no fundo do coração as pessoas que te amam de verdade.
É assim que eu vivo a vida. Eu circulo entre amigos e inimigos com a mesma desenvoltura de um bailarino que dança com os pés descalços sobre o asfalto quente. Sou humilde e soberbo no mesmo instante. Sobrevivo e quase morro diante dos meus defeitos e virtudes. Não espere pouco de mim, porque eu posso surpreender oferecendo o meu máximo. E digo mais... Não me meça dos pés à cabeça, pois as minhas atitudes firmes e a minha gentileza podem despertar ódio e admiração.
Pode parecer ironia ou sarcasmo da minha parte, mas eu adoro amparar os pobres de espírito nos meus ombros e senti-los tremer de tanta insegurança. Isso me fortalece e me envaidece. Quando eu olho pra carinha assustada de alguém que tentou puxar o meu tapete e não conseguiu me derrubar, eu abro um sorriso, abro uma cerveja e transformo tudo numa grande festa.
Ah! E como eu adoro fazer festa! Principalmente diante dos olhos daqueles que fazem questão de tentar minimizar a minha pessoa. Eu sou uma ilha rodeada por um oceano de bons amigos, e nesse mar de ondas positivas eu nado como se eu fosse um peixe. E se nada eu posso fazer por aqueles que se afogam no plasma da própria inveja, desejo que esses morram em paz ou que míngüem bem longe de mim.
Autoestima é isso: é sobreviver tranqüilamente aos ataques e às opiniões equivocadas de quem não nos suporta. Autoestima é rir daqueles que se dizem mais felizes do que a gente, mas que, na verdade, nem sabem o que é sorrir. Autoestima é saber ignorar a depreciação agressiva daqueles que vivem num mundinho desprovido de objetivos e idéias que realmente façam a diferença. Autoestima é ser autêntico, haja o que houver, e não dever absolutamente nada a ninguém.

Viver o dia-a-dia da forma que vivemos amadurece, mas também embrutece o coração das pessoas. Essa corrida desenfreada por dinheiro, visibilidade, poder, e essa devoção alucinada pela vaidade e pelas coisas materiais, nos deixam cada vez mais longe da magia e do encanto que é ser uma criança na mais pura essência desta palavra. Eu não quero isso para mim e nem para os meus filhos. Quero carregar sempre comigo a suavidade e o desprendimento que só uma alma jovial pode conter.
Esse cotidiano selvagem que insistimos em levar adiante, nos impede de olhar para uma pipa no céu e encontrar felicidade na maravilhosa sensação de domar o vento com um carretel de linha nas mãos, e uma folha de papel colada a alguns gravetos. Infância é isso: simplicidade, encantamento e sonho.

Sorte tem todo adulto que não se esqueceu de como é ser uma criança. Sorte tem toda criança que é incentivada a crescer sem deixar de lado a vontade de brincar de ser feliz.

As fantasias infantis, aos poucos, vêm se degenerando e se tornando uma espécie de calamidade pública. Andando pelas ruas é cada vez mais raro ver uma criança brincando de amarelinha, de pique-esconde, de pega-pega ou correndo livremente atrás de uma bola. Hoje as crianças se escondem atrás de computadores, vídeo games, ipods, celulares e toda essa parafernália eletrônica que trouxe comodidade a todos, mas vem nos ensinando a viver desde cedo uma vida virtual, desprovida de conexões afetivas, e cada vez mais distantes do calor humano, inclusive, o da família.

A infância moderna, ainda que protegida por leis e estatutos, vem sendo roubada em sua essência e em sua naturalidade. A filosofia de vida atual vem nos transformando em adultos cada vez mais precoces, irresponsáveis e dispostos a competir violentamente por lugares de destaque no mundo em que vivemos. O mundo vem mudando de forma tresloucada e as crianças estão sendo cada vez mais cerceadas em seu direito máximo de poder brincar e vivenciar plenamente uma infância salutar.

Esse precioso tempo de brincar e de aprender vem sendo vilipendiado e usado para incentivar seres inocentes a se tornarem pessoas dispostas a quase tudo nessa guerra desleal por um lugar ao sol. Às vezes, ainda que sem perceber, nós acabamos transformando nossas crianças em reféns passivos de um padrão de comportamento distorcido imposto pela sociedade moderna,
gerando-lhes uma espécie de fobia social, despertando-lhes o medo de interagir com outras pessoas e fazendo deles pessoas incapazes de gerir seus próprios sentimentos.

Falando por mim, digo que a minha felicidade ainda é movida pela energia infindável de um garoto que não desiste de sonhar e de aproveitar as delícias do tempo. Ao crescer eu não me tornei um arremedo de Peter Pan, mas optei por ser um adulto viável, livre de tabus, preconceitos e, acima de tudo, comprometido com a alegria de sentir o meu espírito leve o bastante para rir da vida como se ela fosse apenas mais uma ciranda em que todos rodam e cantam de mãos dadas.

Crescer não consiste exatamente em deixar para trás tudo que fomos um dia, mas sim, em acrescentar novas passagens que, por mais duras que sejam, venham para acrescentar riqueza às histórias que guardamos na memória.

Misturando a criança que fomos um dia com os adultos que somos hoje, teremos um produto mais suave e menos carrancudo de nós mesmos. Pensar da forma que uma criança pensaria, é um exercício indispensável para o equilíbrio
existencial que muitas vezes nos falta.

Um adulto para ser bem sucedido, tem de estar disposto a fazer da própria vida um jardim de infância. Ainda que o tempo passe e a gente cresça em tamanho e proporção, é preciso continuar sendo pueril por dentro, porque só a paz de uma criança pode nos trazer felicidade plena, e uma vontade interminável de continuar crescendo, se redescobrindo e seguindo sempre em frente.

Portanto, ser adulto não nos proíbe de rodar pião, jogar bolinha de gude, empinar papagaio, andar de bicicleta ou de refletir serenamente sobre o panorama político-econômico do mundo. Afinal, sendo criança ou adulto, sempre será necessário saber aonde se pisa para que possamos dar mais um passo à frente com segurança e inventar novos caminhos. Isso ninguém pode negar, pois é fato. E como disse meu filho, um dia: “Ser criança é o maior barato”!

Sou um forasteiro
vindo de algum lugar distante.
Sigo sempre adiante,
mas deixo saudades
por onde eu passar.
Sou um estranho
que todo mundo conhece.
Sou alguém que cresce
a cada tropeço no meu caminhar.
Já fiz escolhas equivocadas,
mas voltei atrás em todas elas.
Pintei meus caminhos em aquarela
para sentir alegria na hora de voltar.
Às vezes olho para trás
Só para ver o quanto eu fui longe,
mas é só olhando para frente
que eu enxergo aonde os meus pés
estão tentando me levar.
Sou fogo que arde,
sou água que molha.
Sou riso, sou luto,
sou lágrima no olhar.
Penso no futuro
como quem morre de fome,
mas meu passado é tão pleno
e sempre vem me saciar.
Sou um forasteiro
cuja bagagem são desejos;
por onde eu passo espalho beijos,
e onde eu piso
flores insistem em desabrochar.
Sigo tranqüilo,
um sonhador ilimitado;
eu sou um estranho que caminha ao lado
dos que querem da mesmice se libertar.

Venha ler os meus olhos de encanto
Venha colher tudo aquilo
Que jamais eu fui capaz de sentir
Venha me ver
Pois o meu coração é o canto
Em que te guardo em segurança
Para me fazer feliz
Hoje eu acordei para ser seu
Amanheci infinito de repletos desejos
Escrevi cartas, revelei segredos
O amanhã é o fruto
Daquilo que eu nem sei e nunca fiz
E por viver tão tarde
Todo sonho que eu não pude
Estou aqui à mercê da tua verdade
Esperando a sua vida
Na minha vida chegar
Amargo as horas que passam sem alarde
Sonho ser alvo da sua vontade
Entrar pela porta aberta da sua casa
E fazer da sua alma o meu habitat
E por querer tudo isso de ti
Desejo que você também queira
Sempre um pouco mais de mim
Quero ser você por tempo
E fazer parte da sua história
Desde aqui até fim
Nem sei quem sou na sua falta
E de tanta falta que sinto a minha boca se cala
Então grita o meu coração
Que enquanto pulsa sempre diz:
“Venha sem medo, minha iluminada
Pois ter você é ser feliz”!

Quanto tempo leva pra gente se refazer de um tombo que nos quebrou em mil pedaços? De quantos meses a gente precisa para recuperar o movimento das nossas asas, ora atrofiadas, mas que um dia nos fizeram voar? Em que capítulo da nossa história podemos considerar cicatrizadas as feridas abertas no cerne da nossa alma? Não dá para saber. Não há como prever. Cada qual sabe o tamanho da sua tristeza e a dimensão da dor que sente.
Sofrer só seria evitável se a ciência que explica os relacionamentos fosse exata, e se as pessoas fossem perfeitas. Infelizmente isso não acontece. Vivemos num mundo em que cada indivíduo luta para viver o seu próprio sonho e, talvez, por isso, e não por egoísmo ou premeditação, a qualquer momento poderemos ser excluídos dos sonhos de alguém ou, na melhor das hipóteses, talvez sejamos grandes demais para caber em sonhos tão pequenos. Eu sei que isso tudo pode magoar a gente, mas a vida é assim mesmo: nem todo sonho é viável. Mas não desista de seguir em frente. Hoje pode até ser um dia ruim, mas o dia que vai nascer amanhã pode ser um dia especialmente feito pra gente ser feliz.
Por ser assim, inevitável, e por mais que possa parecer um castigo cruel demais para quem só queria ficar bem consigo mesmo e com quem se ama, o sofrimento não deve ser encarado como um purgatório em vida, mas ele deve ser usado como uma espécie de escada que nos permitirá alcançar patamares mais altos na nossa evolução. Todos nós, mais cedo ou mais tarde, vamos provar do sabor amargo da frustração por ver nossos sonhos sendo desfeitos, por ver nossos planos de felicidade indo por água abaixo, mas uma desilusão inesperada não é o pior dos mundos e nem o final da estrada.
O sofrimento nos ensina, ainda que por vias tortas e dolorosas, a enfrentar com mais coragem os revezes que o destino inopinadamente nos apresenta. É ele que nos fortalece a ponto de podermos subjugar as desagradáveis surpresas que, vez ou outra, transpõem os nossos caminhos. E se não há como não sofrer, sofra o quanto for preciso, mas sofra com os olhos voltados para dias melhores, pois certamente eles virão. Não adianta ter pressa, nem se desesperar ou ficar se auto vitimando por conta de uma fase ruim. No tempo certo - o tempo de Deus - o sofrimento vai passar, assim como tudo nessa vida passa.
Aí então os nossos canteiros voltarão a florir novamente. Naturalmente, voltaremos a enxergar a vida com as suas verdadeiras cores, ou até de forma mais intensa.
Sempre que ressurgirmos das cinzas, ressurgiremos muito mais preparados
para enfrentar o fogo das incertezas. Por estarmos vivos, estamos sujeitos a tudo, inclusive a esses descaminhos que fazem a gente perder o rumo da nossa trajetória de forma inesperada.
Cair e se levantar faz parte desse jogo brutal e imprevisível da vida. Não se acostume a superestimar o tamanho do seu tombo, mas saiba valorizar o heroísmo que vai te fazer se reerguer logo em seguida, pois serão a nossa força, a nossa fé e o amor dos que verdadeiramente nos merecem que vão nos colocar em pé outra vez.
Contudo, nunca devemos nos envergonhar por termos sofrido e nem por termos chorado por amor ou por raiva. A força de cada um não se resume a construção de uma imagem indestrutível, mas consiste na capacidade natural que nós temos de poder superar toda e qualquer adversidade imposta pela vida.
Sofrer eu sofri, mas quando eu voltei a ser feliz, eu fui mais feliz ainda.

Quando chove e a chuva transforma em lama a poeira das ruas, o cheiro da terra molhada me traz a impressão de que estou revisitando lugares onde já estive em outros tempos e em outras ocasiões. A chuva que borrifa o chão e que tem o poder de revelar as lembranças de ontem me provoca uma sensação real de que eu já vivi dias melhores.

E por assim amar tanto a chuva que, quando chega, chega como um presente, nestes dias de sequidão e fumaça me recinto do som da garoa batendo no telhado e embaçando a vidraça da janela por onde eu vejo e espero esse tempo seco passar. Quando chover de novo eu quero estar desvestido a caráter e me envolver neste espetáculo como um personagem atuante da cena e não como mero espectador.

É tempo de estiagem no cerrado. É tempo de fogo, frio e calor ao mesmo tempo no planalto central. É tempo de nariz sangrando, de ar rarefeito, de casa empoeirada, de tosse, pigarro e de garganta seca ao Deus dará. É tempo de fuligens de queimada flutuando na brisa fraca como se fossem bruxinhas negras a pousar quase que propositalmente nas poucas superfícies brancas que ainda temos para olhar.

Chove chuva! Chove sem parar. Chove e lava a minha alma repleta de tanta vontade de ver este céu desabando. Caia como gotas prata e faça brilhar a pouca folhagem que ainda vigora. Chove, porque de tanta secura o cerrado padece e por sua falta chora.

Sendo assim, só me resta esperar que em breve o céu se feche, escureça e a chuva se derrame em minhas mãos como uma bênção. Quero provar o sabor das nuvens novamente. Desde agora já estou pronto para ser engolido por qualquer temporal que venha sem aviso. Se a vida é como uma chuva que cai intensamente e logo passa, viver é quando a gente se lança no meio da tempestade e se deixa molhar sem medo.

Por hoje não importa em qual universo eu me encontro, porque onde quer que eu esteja, tudo que eu mais quero é me esvair em gratidão por você ter enfrentado a árdua missão de descobrir em mim um novo mundo e me transformar num bom lugar de se viver. Você desbravou a face mais oculta da minha alma e me colocou no “mapa mundi” da vida. Ao me proporcionar um endereço onde a felicidade, enfim, pudesse me encontrar, você fez da ilha que eu era um continente vasto, ensolarado e de solo tão fértil quanto um jardim onde a poesia pode a qualquer instante brotar.

Você foi corajosa, destemida e libertária. Você ousou criar paisagens improváveis na solidão árida dos meus sertões. Pela força das tuas mãos, eu vi montanhas serem arrancadas do meu caminho e, aos poucos, eu fui transpondo os intermináveis acidentes que atrapalhavam a minha caminhada. Depois de você, a escuridão que me envolvia sucumbiu ao sol que brilhou bem no meio da noite e me fez sorrir. Enquanto todos dormiam, você me acordou sutilmente para que eu pudesse viver um sonho mais que perfeito.

Como foi bom ver o legado das tuas ações ampliarem os meus horizontes! Eu era só pedra e escombro, e lá estava você, modificando a minha geografia, redefinindo os meus pontos cardeais, amansando os meus relevos e me submetendo carinhosamente a uma profunda reforma nas minhas estruturas. Você me remodelou através de uma arquitetura tão refinada e intensa, que até o meu jeito de enxergar o mundo se transformou em algo novo e muito mais interessante.

Você se embrenhou nos ermos da minha história, abriu ruas, praças, avenidas e estradas que levaram paz até os confins do meu coração. Foi o teu amor que ascendeu o fogo que iluminou os meus dias de penumbra e me aqueceu do frio que me mantinha aprisionado àquela triste e decadente forma de não viver.

Mas como toda obra tem começo, meio e fim, você seguiu o teu rumo e eu fiquei ali, semi-acabado, empedernido, rígido e imóvel. Fiquei como se eu fosse um casarão erigido no alto de uma colina, porém vazio, triste, relegado à posteridade e aos caprichos do tempo. Você foi embora e eu fiquei desabitado, fechado para visitas, com as luzes apagadas e os portões trancafiados. Sem você as minhas calçadas ficaram cobertas por folhas secas, pela poeira do tempo e pelo musgo que brotou das lágrimas de saudade que eu derramei.

Foi assim que eu me senti depois de tanto sonhar com cercas brancas, gerânios nos canteiros, crianças correndo pelos parques e risos ecoando na memória. Depois de ter vivido aqueles dias de glórias, bailes e canções, e depois ver as minhas paredes quase desabando no sopé do teu esquecimento, cá estou eu novamente, com as minhas varandas voltadas para o amanhecer e com as janelas abertas para que novas brisas possam arejar a minha alma.

No mais, agora é o futuro quem dirá o que vai ser de mim e quais plantas eu vou cultivar nos espaços livres do meu quintal. O que mais vale para mim é o fato de que se ontem eu fui um território inóspito, hoje eu sou uma cidade construída em terras localizadas bem no centro das minhas atenções e povoada por bons sentimentos.

No país que você descobriu e que tem o meu nome, o calendário não tem pressa e todos os dias parecem ser um belo final de semana. A felicidade agora é o paradeiro onde qualquer um pode me encontrar. Obrigado pela coragem que tiveste de me desbravar e de me libertar dos limites impostos pelas minhas antigas fronteiras. Se não fosse por você, hoje eu seria apenas um planeta distante onde nem o mais invencível dos heróis conseguiria sobreviver.

Alegro-me em ser tão atento às coisas mais
simples da vida. Sendo assim, eu desfruto das maravilhas escondidas nos cantinhos do mundo com um lirismo que preenche totalmente os meus vazios, e que me ensina
a enxergar a vastidão do universo através de pequenas frestas que rompem os limites da minha cegueira, deixando a luz entrar.

Com doçura e leveza eu extraio encantamento das minúcias quase imperceptíveis que se revelam ao meu entorno, algo que outro olhar ávido por formas maximizadas e óbvias
jamais poderia enxergar. Tudo que é evidente demais acaba se tornando cansativo e banal para alguém que, como eu, quer encontrar unicidade em meio a esse oceano de
mesmice que quer nos engolir a qualquer custo.

Para mim, que me deixo derramar em atenção e cuidados por tudo aquilo que é singelo, a palavra “grandeza” não
se refere ao tamanho daquilo que os meus olhos veem, mas sim, ao bem estar, ao prazer e à plenitude espiritual que as mínimas manifestações existenciais conseguem me
proporcionar.

Independentemente da notabilidade, do valor material ou do aspecto exterior de todas essas informações que me rodeiam, eu só tenho uma coisa a dizer de verdade: simplicidade é o máximo do luxo com o mínimo de alarde.

Não me odeie por eu ser feliz. Não me queira mal por ir sempre tão fundo em tudo que eu faço. Tudo que eu quero é viver bem sem jamais incomodar ninguém por isso. Eu não quero aquilo que não me pertence.

Eu só quero o que é meu. Quero usar e abusar do meu direito de ser único, próspero e contente. Quero chegar aos meus últimos dias e poder dizer que nasci, vivi e fui muito feliz. O tempo passa e a vida é curta. Eu não quero ficar preso a coisas e nem a pessoas que pesem demais e me impeçam de voar.

Eu gostaria de ser eterno, mas eu não posso ignorar a certeza de que um dia tudo acaba. Que pena! E por assim saber e por ter uma sede tão grande de vida, o que me resta é existir com plenitude e saborear as delícias de cada instante como se fosse o último.

Eu me recuso a ser um mero expectador dos acontecimentos que me envolvem. Quero desenhar um caminho bonito para eu trilhar. Se os passivos e os submissos preferem a comodidade de ficar vendo a vida passar através da vidraça, eu prefiro ir à luta e faço questão de melhorar a cada dia o roteiro da minha história.

Eu sou do time dos que querem mais, dos indignados, dos espíritos livres, dos desprendidos, dos realizadores. Detesto boçalidades, modismos de ocasião, hipocrisia, costumes baratos, liturgias de papagaio e essa mania que as pessoas têm de quererem ser umas iguais as outras. A vida é curta demais pra gente desperdiçá-la tentando subir no conceito dessa gentinha que não fazem a mínima questão de nos enxergar com bons olhos. A vida é passageira demais pra gente ficar preso aos limites da incapacidade alheia.

Eu tenho fé e apreço por mim mesmo. Ninguém além de mim vai escolher o
meu rumo e as minhas certezas. Ser feliz é para quem tem coragem de ousar e força para seguir um caminho que verdadeiramente lhe pertença. É claro que nessas idas e vindas a gente vai parar, hora ou outra, para prestar atenção em pessoas que realmente fazem a diferença, mas o segredo da felicidade está na pessoalidade dos nossos sonhos e das nossas escolhas.

Um caráter se forja na quentura das opiniões próprias e no desejo apaixonado de ser autêntico sem ser intransigente. Preste muita atenção em quem você admira. Muitas vezes a gente “paga pau” para as pessoas erradas. Não se iluda. Recuse imitações. Faça você mesmo o seu caminho.

O tempo passa rápido e a vida é curta demais. Não desperdice fôlego cuidando do alheio, se atendo a opiniões que só convencem os tolos, ou querendo agradar a todo mundo. Olhe para dentro de si e conheça a vastidão do seu mundo interior. Originalidade e amor próprio não fazem mal a ninguém, e ser unanimidade é uma vã utopia. O que os nossos olhos vêem são só imagens. O que os nossos ouvidos ouvem são só ruídos.

Mas o que o nosso coração sente é o que verdadeiramente vale. É a ele que devemos obedecer. É a ele que devemos satisfazer. É a ele que devemos prestar contas.

Não queira me destruir por eu viver em paz comigo mesmo. Despreze-me, ignoreme, afaste-se, fique bem longe de mim, mas não tente me machucar por eu ter tanta gente ao meu lado, pois eu sempre vou prevalecer, não importa o que aconteça. Eu tenho um Deus forte sempre comigo. Eu não sou igual a ninguém e não nasci para viver pouco. Os meus sonhos não têm tamanho e eu tenho fome de conquistar o mundo. Viva e deixe-me viver. Tudo ficará melhor se cada um cuidar do seu próprio mundo.

Eu não abro mão de mim. Ninguém pode viver a vida por mim. Ninguém pode dizer o que é melhor para minha vida. Se eu sou feliz assim, o que alguém que não sabe o que se passa no fundo da minha alma pode dizer contra? A felicidade nos concede um certo ar de leveza que incomoda os frustrados. A felicidade nos proporciona um sorriso tão fácil que quase ofende os recalcados. A felicidade faz a gente brilhar, e isso desagrada os invejosos. Que mal há em ser feliz? Não me deteste por isso.

Sendo assim, se uns preferem se matar trabalhando e se esquecendo de se divertir; se outros preferem passar a vida toda juntando dinheiro, vivendo de aparências ou simplesmente não vivendo, eu prefiro ser feliz ao meu modo e com a amplitude imensurável do meu olhar. Os inseguros que me perdoem, mas esse é o meu caminho, e dele eu não me desviarei enquanto eu me sentir bem por estar no lugar certo. Quem quiser vir comigo, seja bem vindo, mas quem não for capaz de me acompanhar, que me deixe seguir em frente porque o tempo é valioso e ele não pára, haja o que houver.

Esse é o meu recado aos que não gostam de mim e apostam no meu fracasso. Esse é o meu espinho enroscado na garganta dos que querem me ver de cabeça baixa e amargando algum tipo de tristeza. Lamento muito, mas se eu incomodo alguém sendo como eu sou, eu juro que não é por maldade. É que ser irremediavelmente feliz foi a única maneira que eu encontrei de viver bem e de aceitar a mim mesmo. Não me odeie por eu ser assim. A felicidade é a luz que ilumina os meus caminhos.

Seja bem-vinda, solidão
Seja linda porque o meu coração
Já está cansado de tanto horror
Seja plena e expansiva
Toma conta e afaste de mim
Qualquer resquício de amor

Faça-me só, somente
Porque mente aquele que diz que estar só
É fenecer em fogo ardente

Seja bem-vinda, solidão
Seja limpa porque a minha alma é pura
E já não suporta mais tanta sujeira
Seja bem-vinda porque a paixão
Nunca foi a minha melhor companheira

Diga-me sim, simplesmente
Porque finge aquele que diz que é feliz com alguém
Mas desconhece sentimentos capazes
De fazer a vida alçar voo e sorrir contente

Foi por esses
E por tantos outros motivos
Que eu escolhi ficar só e ser feliz
Às vezes é preciso isolamento
Pra gente se dar conta
Do nosso verdadeiro valor

A solidão não é tão ruim
E nem causa tanta dor
A solidão é um período essencial
Pra gente se olhar com carinho
E compreender com sobriedade
As inomináveis desventuras do amor

Porque ficar junto de alguém que não nos completa
E que não tem o dom
De nos transformar para melhor
Há de ser um grande desperdício de tempo
E um sacrifício infinitamente pior.