Coleção pessoal de Renatinho
Não passam de traidoras as nossas dúvidas, que às vezes nos privam do que seria nosso se não tivéssemos o receio de tentar.
Os homens só podem compreender um livro profundo, depois de terem vivido pelo menos, uma parte daquilo que ele contém.
Sorriso: é o cartão de visita das pessoas saudáveis. Distribui-o gentilmente.
Diálogo: é a ponte que liga as duas margens, do eu ao tu. Transmite-o bastante.
Amor: é a melhor música na partitura da vida. Sem ele serás um eterno desafinado.
Bondade: é a flor mais atraente de um jardim de um coração bem cultivado. Planta essas flores.
Alegria: é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido. Esbanja-o, o mundo precisa dele.
Paz na consciência: é o melhor travesseiro para o sono da tranquilidade. Vive em paz contigo mesmo.
Fé: É a bússola certa para os navios errantes, incertos, procurando as praias da eternidade. Utiliza-a sempre.
Esperança: É o bom vento, enfunando as velas do nosso barco. Chama-o para dentro do teu quotidiano.
O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
LET ME TRY AGAIN
Você viveu um grande amor que terminou meses atrás. Está só. Nada nesta mão, nada na outra. A sexta-feira vai terminando e, enquanto seus colegas de trabalho aquecem as turbinas para o fim-de-semana, você procura no jornal algum filme que ainda não tenha visto na tevê. Ao descobrir que vai passar Kramer vs. Kramer de novo, não resiste e cai em tentação: liga para o ex.
Tentar outra vez o mesmo amor. Quem já não caiu nesta armadilha? Se ele também estiver sozinho, é sopa no mel. Os dois já se conhecem de trás para frente. Não precisam perguntar o signo: podem pular esta parte e ir direto ao que interessa. Sabem o prato preferido de cada um, se gostam de mar ou de montanha, enfim, está tudo como era antes, é só prorrogar a vigência do contrato. Tanto um como o outro sabem de cor o seu papel.
Porém, apesar de toda boa intenção, nenhum dos dois consegue disfarçar o cheirinho de comida requentada que fica no ar. O motivo que levou à separação continua por ali, escondido atrás do sofá, e qualquer hora aparece para um drinque. O fim de um romance quase nunca tem a ver com os rompimentos de novela, onde a mocinha abre mão do amado porque alguém a está chantageando ou porque descobriu que ele é, na verdade, seu irmão gêmeo. No último capítulo tudo se esclarece e a paixão segue sem cicatrizes. Já rompimentos causados por incompatibilidades reais não são assim tão fáceis de serem contornados.
Toda reconciliação é precedida por uma etapa onde o casal, cada um no seu canto, faz idealizações. As frases que não foram ditas começam a ser decoradas. As mancadas não serão repetidas. As discussões serão evitadas. Na nossa cabeça, tudo vai dar certo: o roteiro do romance foi reescrito e os defeitos foram retirados do script, ficando só as partes boas. Mas na hora de encenar, cadê o diretor? À sós no palco, constatamos que somos os mesmos de antigamente, em plena recaída.
Se alguém termina um namoro ou casamento, passa um tempo sozinho e depois resolve voltar só por falta de opção, está procurando sarna para se coçar. Até existe a possibilidade de dar certo, mas a sensação é parecida com a de rever um filme. Numa segunda apreciação, pode-se descobrir coisas que não haviam sido notadas na primeira vez, já que não há tanta ansiedade. Mas também não há impactos, surpresas, revelações. Ficamos preparados tanto para as alegrias como para os sustos e, cá entre entre nós, isso não mantém o brilho do olho.
Se já não há mais esperança para o relacionamento e tendo doído tanto a primeira separação, não há por que batalhar por uma sobrevida deste amor, correndo o risco de ganhar de brinde uma sobrevida para a dor também. É melhor aproveitar esta solidão indesejada para namorar um pouco a si mesmo e ir se preparando para o amor que vem. Evite a marcha a ré. Engate uma primeira nesse coração.
Depois que acaba o amor resta apenas um coração.
Marcado cheio de dor pedindo explicação.
Pois pensava ser eterno, mas eterna é a esperança.
Ela sim nasce conosco, deste os tempos de criança.
O amor é coisa imprecisa, sempre um ama mais que o outro.
E quando se acaba então, os neurônios ficam loucos.
Amar é como doença, mas é uma doença boa.
Deixa marcas tudo bem, qual de nós marcas não tem.
Marcas são coisas do tempo, que vem assim feito vento.
Ela esta em nossa mente, vive em nossos pensamentos.
Amizade é algo inexplicável. Ter um amigo é demonstrar que somos capazes de sentir várias formas de amar...
Poder sentir a alegria de outra pessoas,
Sentir sua dor,
Seu carinho,
Amigos, presentes de Deus!
Sempre disse que sou um retalho de cada pessoa que passou, que está e que passará por mim e certa de que há remendos que machucam, me alento com os tecidos que afagam minha alma,e mesmo em "frases tortas" celebro os que marcaram essa veste que um dia irei libertar, minha alma.
O Mago e a Guitarra
Seus acordes atravessam a alma do publico,
Com a magia sublime,
Que transforma em paz, a imensidão do som.
Ele não a penas a toca,
Ele a sente, conhece cada centímetro de seu corpo.
Existe a voz que atenua seus dedilhados,
Que ecoa nas paredes,
Transformando seus solos em aplausos.
Ele a conduz com delicadeza,
Mas dela extrai gemidos vorazes.
Ela fica ao seu lado, é menina moça.
Seus timbres são afago para quem os ouça.
Se entrega somente a ele, e assim se faz nossa.
Ele é seu companheiro,
De alma e de corpo inteiro.
Gritos, mistérios, dores e segredos...
Amores, saudades, solidão e medos...
Personificados pela mágica dos sons.
Pela união de dois corpos.
Nas cordas de uma guitarra,
E pelos dedos de um mago.
* * *
(Dedicado ao guitarrita Pedro de Farias)
