Coleção pessoal de Raimundo1973
Há dois viventes no mesmo chão,
Unidos no laço, divididos na visão.
Um vive de eco, de colo, de opinião,
Choraminga alto pra esconder o coração.
Esse precisa de plateia pra existir,
De aplauso, de mão estendida pra seguir.
Se ninguém escuta, ele cai,
Se ninguém chama, ele não vai.
Do outro lado, existe a força crua,
Determinada, firme, alma nua.
Não vai atrás, não corre na frente,
Caminha no passo exato, consciente.
Não pede apoio, não implora sinal,
Carrega nas costas o próprio ideal.
Aprendeu cedo que a estrada ensina,
E que excesso de muleta enfraquece a sina.
Unidos por destino, não por igualdade,
Um vive de carência, o outro de verdade.
Enquanto um grita pedindo direção,
O outro segue em silêncio, dono da decisão.
Não é orgulho, é sobrevivência,
Não é frieza, é resistência.
No fim da estrada a conta é igual:
Quem vive de si, chega.
Quem vive dos outros… fica no sinal.
A mulher tem encanto que não se explica,
é força serena, é luz que multiplica.
No olhar carrega mundos inteiros,
no silêncio, respostas; no gesto, verdadeiros.
Ela tem o poder de deixar o homem sem ar,
um sorriso basta, o tempo para de andar.
Faz o peito suspirar forte, sem pedir licença,
mistura doçura, coragem e resistência.
Não é só beleza — é alma que sustenta,
é braço que acolhe, é voz que enfrenta.
Quando cai, levanta com mais dignidade,
transforma dor em amor, medo em liberdade.
Hoje é dia de exaltar essa força bonita,
que luta, que ama, que nunca se limita.
Mulher é poesia escrita com o coração,
é força divina em forma de emoção.
Oi pai, tem piedade de mim,
Que essa dor não cabe no peito não.
Não é faca, nem é ferida,
É traição rasgando o coração.
Promessa feita no travesseiro,
Virou riso na boca de outro alguém.
A cangaia veio sorrateira,
Me deixou sem rumo e sem ninguém.
Eu era rei desse amor bandido,
Hoje sou refém da solidão.
A cangaia passou na minha vida,
Fez do orgulho pó no chão.
Eita cangaia agonizante,
Quebrou os chifres sem compaixão.
Foi de lá pra cá, sem rumo, sem pena,
Fez morada no meu coração.
Dói demais, dor extravagante,
Devastadora, sem explicação.
É dor de corno, é dor constante,
Depois da cangaia só resta a canção.
Hoje eu bebo pra esquecer teu nome,
Mas ele insiste em me acompanhar.
Chifre quebrado dói menos que saudade,
Quando a verdade resolve machucar.
Existe o amor que não se rende.
Ele apanha da vida, sangra em silêncio, mas não recua.
É teimoso, firme, não por orgulho,
mas porque acredita que sentir vale mais que desistir.
Esse amor permanece quando tudo diz “chega”,
e resiste não por fraqueza,
mas por coragem.
Há também o amor que busca respostas.
Ele questiona, observa, sente dúvidas.
Não se contenta com migalhas nem com palavras vazias.
Quer entender gestos, silêncios e distâncias.
É um amor inquieto, porque sabe
que amar sem verdade é se perder de si mesmo.
E existe o amor indeciso na caminhada.
Caminha com o coração em conflito,
dando passos curtos, olhando para trás.
Não sabe se fica, se vai, se espera.
Não é falta de sentimento,
é medo de errar o caminho
e se machucar outra vez.
Amor que se diz amor
busca ser verdadeiro.
Não se esconde, não engana,
não vive de meio termo.
Amor de verdade pode até falhar,
mas nunca trai aquilo que sente.
Sorriso alegre, bonito, encantador,
Luz que acende o silêncio ao redor.
Magia no olhar, doce fascinação,
Um segredo guardado no fundo do coração.
Teu rosto bonito é mapa a desvendar,
Terras ocultas que insistem em chamar.
Cada traço esconde um porquê,
Um enigma suave que convida a crer.
Teu mistério me chama sem explicar,
É brisa leve que sabe ficar.
Entre o sonho e a razão, eu sigo sem medo,
Decifrando aos poucos o teu segredo.
Teu corpo é letras, caminhos e sinais,
Atalhos sutis, destinos reais.
Não é pressa, nem posse, nem querer dominar,
É só o encanto de estar perto, de imaginar.
E assim, no silêncio que aprende a falar,
O mistério floresce sem se entregar.
Amor que não grita, prefere sentir,
Quanto mais escondido, mais belo em existir.
Atende a lição da vida, presta atenção:
Se amor, carinho, respeito e igualdade
Não bastam pra quem dorme ao teu lado,
Então não é amor — é vaidade.
Não implora presença,
Nem mendiga afeto frio.
Quem te ama não negocia
O básico do sentir.
A vida é curta demais pra esperar migalha,
Pra viver calado num coração vazio.
Se não existe reciprocidade,
Não existe nós — só desvio.
Antes de virar ausência em casa cheia,
Antes de morrer aos poucos por alguém,
Tenha coragem, bata o pé,
E escolha você também.
A festa é desse egoísmo, mulher,
Vá viver a tua vida.
Mesmo que seja só,
Seja feliz contigo.
Não carrega quem não te carrega,
Não insiste onde não há abrigo.
Amor não prende, não pesa,
Amor soma — não castigo.
Amar é encontro, não disputa.
É paz, não ferida aberta.
Se não é pra ser inteiro,
Que seja livre — e de porta aberta.
Envolvidos num som do corpo,
Luz vermelha piscando no quarto.
Promessas tortas no ouvido,
Esse amor já nasceu errado.
Mulher ordinária, olhar de pecado,
Jura que é santa de dia.
De noite vira tempestade,
Me perde, me acha, me vicia.
Diz que não presta, mas chama meu nome,
Finge juízo, mas quer confusão.
Entre o certo e o proibido,
Nosso erro vira paixão.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz.
Mulher ordinária, rainha do caos,
No tribunal do amor nós dois somos réus.
Que falem de mim, que falem de você
Esse desejo não sabe obedecer.
Se o inferno é quente, então tanto faz,
Eu peco sorrindo e volto outra vez.
Beijo com gosto de perigo,
Riso debochado no ar.
Você me chama de louco,
Mas não consegue me largar.
Coração sem documento,
Esse romance é contrabando.
Quando o povo aponta o dedo,
A gente tá se procurando.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz…
Final
Entre pecados vergonhosos e prazer clandestino,
Você é meu erro favorito,
E eu assumo meu destino.
Vem cuidar de mim, baby
Sanguessuga boa do amor
Deixa aquele cara pra lá
Ele não presta, não te representa não, doutor
Vive prometendo o mundo
E te entrega só solidão
Homem sem palavra é vento
Não segura coração
Ele fala bonito em público
Mas em casa só dá dor
Eu sou simples, sou direto
Mas te trato com amor
Oh mulher virtuosa
Esquece aquele malfeitor
Manda ele embora hoje
Que a noite é nossa, é de amor
Amor sem fronteiras, debochado
Sem frescura, sem censor
Vem pra mim, mulher da vida
Mulher minha, mulher do amor
Você deve ignorar urgente
Esse homem sem compromisso
Quem brinca com sentimento
Não merece nem aviso
Aqui tem café quente
Abraço e proteção
Tenho pouco no bolso
Mas tenho muito coração
Se ele te fez sofrer demais
Hoje é dia de decisão
Vira a página da história
E vem morar na minha canção
Oh mulher virtuosa
Esquece aquele malfeitor
Manda ele embora hoje
Que a noite é nossa, é de amor
Amor sem fronteiras, debochado
Do jeito que você gostou
Vem pra mim sem medo algum
Que eu cuido de você, meu amor
Ele amanheceu revoltado.
virou a casa pelo avesso sem pensar.
Xingou o mundo, fechou a cara.
Arrumou confusão em todo lugar.
Discutiu com os vizinhos da rua,
fez barulho antes do sol raiar.
Saiu dizendo que ela não dorme em casa.
Bateu o desespero: ele vai brigar.
A língua do povo corre ligeiro,
cada esquina tem uma versão.
Dizem que ela sumiu na madrugada,
deixou ele falando sozinho no portão.
Refrão
Segura esse corno, Chico.
Ele vai procurar a mulher pra brigar.
Já discutiu com o sogro,
Bateu no o cunhado.
Na confusão a sogra caui torceu o pé.
Ele vai bater na mulher.
Ele bebeu todas no balcão do bar,
fala alto, ameaça, quer se mostrar.
Diz besteira no calor da raiva,
quem vê de longe manda ele se acalmar.
Enquanto isso ela tá longe,
na casa errada resolveu ficar.
Ele perdido na própria dor,
vira assunto da cidade inteira outra vez.
Amei, amei a tal velocidade da vida, essa pressa bonita que me trouxe até aqui.
Cheguei antes de você, mulher, antes do teu nome, antes do teu rosto, antes mesmo de saber que era você quem eu esperava.
Cheguei antes de te conhecer, mas o destino já me treinava o coração. Cada passo apressado era um ensaio do nosso encontro, cada silêncio, um espaço reservado pra tua chegada.
E quando nossos caminhos finalmente se cruzaram, entendi: não era pressa, era preparo.
A vida só me fez chegar cedo pra que, quando você viesse, eu estivesse pronto pra te amar devagar.
A sua chegada fui magia encanto. Palavras nao vão descrever.
A felicidade ao te ver ali feliz.
Te vê antes de lhe conhecer.
Cada olhar um encanto bonito.
Do nosso encontro preparando.
De eu com você linda mulher.
Mulher rebelde, tu sabes que te amo.
Amo-te com uma felicidade voraz,
dessas que não pedem licença
nem aceitam redenção.
Ainda que eu esteja no abismo,
caindo sem mapa,
no precipício do medo e da culpa,
meus olhos te buscarão
e, antes do impacto, dirão:
eu te amo.
Mesmo quando minhas atitudes
se vestem de covardia,
quando falho em ser abrigo
e viro tempestade,
o amor não se cala.
Meus pulmões, quase sem fôlego,
lutando contra o fim,
hão de vencer o silêncio
para sussurrar nos teus ouvidos
— não por coragem,
mas por verdade —
eu te amo.
Amo-te quando fico,
amo-te quando erro,
amo-te mesmo quando não sei amar direito.
Amar-te é uma escolha feliz,
Que atravesso o universo por ti
até o último sopro eu te amo.
Mulher, quando ousas questionar a minha luz,
revelas mais sobre a tua sombra do que sobre mim.
Ris dos meus conflitos e dilemas
porque travas uma guerra silenciosa por dentro,
uma batalha dura contra a tua própria nobreza.
O amor que nos une não pede ataque,
pede equilíbrio.
Não sobrevive onde a indiferença governa
nem cresce sob o olhar que só procura falhas.
Quem se ocupa em vigiar defeitos
ainda não está pronto para reconhecer virtudes.
Porque amar, de verdade,
é enxergar grandeza mesmo nas imperfeições
e escolher permanecer
não apesar delas,
mas com elas.
Amor não é disputa de orgulho,
é encontro de consciências.
E só permanece inteiro
quem aprende a respeitar a luz do outro
sem tentar apagá-la.
Quem entende não corre atrás,
Aprendeu que o silêncio também é resposta.
O espírito desperto sabe atravessar,
Mesmo quando a estrada cobra o preço da perda.
Pessoa fraca se ancora em promessas alheias,
Tem medo do vazio, da própria solidão.
Pessoa forte encara a noite de peito aberto,
Segue só, mas firme, guiada pela razão.
Não é orgulho, é clareza.
Não é frieza, é evolução.
Quem se encontra não implora presença,
Caminha inteiro na própria direção.
Os caminhos relevantes não chamam multidões,
São trilhas estreitas, feitas de verdade.
E quem tem coragem de andar sozinho
Descobre força onde antes havia saudade.
Quando duas almas se separam do amor,
o destino parece conspirar ao inverso,
empurrando caminhos para longe,
erguendo distâncias para que não exista outro encontro.
É como se o universo decretasse silêncio,
como se o tempo aprendesse a separar mãos
que ainda sabem se procurar.
Por isso, amor, não adiantemos o adeus.
Se essa é a última missão do amor,
que seja vivida inteira, sem medo, sem reservas.
Vamos aproveitar o agora,
amar com verdade,
ser felizes enquanto o coração permite,
sob a bênção sagrada de um amor que é real.
Porque mesmo quando tudo termina,
o amor vivido de verdade
nunca se perde —
ele se eterniza.
Se ela ouvir meu nome no meio da solidão,
Vai saber que esse abrigo ainda é o meu coração.
Diz a ela que o tempo não me mudou,
Eu sigo de braços abertos esperando o meu amor.
Caminhei noites longas conversando com a dor,
Mas nunca negociei a verdade desse amor.
O mundo tentou me endurecer, não conseguiu,
Meu peito ainda chama pelo nome que é só teu.
Se o vento levar notícias do que sou,
Que leve junto a certeza que eu não fui embora.
Eu fiquei aqui, do mesmo jeito, do mesmo amor,
Com a alma fiel, mesmo quando tudo chora.
Se ela pensar que eu esqueci, não é verdade,
Aprendi a esperar sem perder a dignidade.
O amor que é forte não grita, não implora,
Ele resiste em silêncio… mas nunca vai embora.
Se um dia ela cansar de fugir de si,
Vai lembrar que existo, que sempre estive aqui.
De braços abertos, sem medo, sem enganação,
Porque amor de verdade… mora no coração.
Permaneço no silêncio em meditação,
Conversando com a alma, fugindo da ilusão.
Busco entender por que o amor não foi bastante,
Se entreguei meu mundo inteiro num segundo constante.
Enquanto tantos mendigam migalhas pelo chão,
Confundem carência com amor, vazio com paixão.
E sofrem em labirintos da própria mente,
Distantes do afeto real, do toque presente.
Não quero um amor que só saiba encantar,
Perfume bonito que o vento faz passar.
Quero verdade que fique quando o dia escurecer,
Um amor que saiba ficar, não apenas aparecer.
Onde anda você, meu amor forasteiro?
Que não tem endereço, mas mora no meu peito inteiro.
Estou em meditação, buscando conhecimento,
Tentando curar o coração do desalento.
Se o amor existe além da dor que senti,
Que ele encontre o caminho de volta pra mim.
Cansei de promessas vestidas de desejo,
De palavras vazias que não sustentam um beijo.
Amar é presença, é coragem, é chão,
Não é fuga bonita nem falsa emoção.
Há quem enlouqueça longe do amor real,
Por não saber a diferença entre o raso e o essencial.
Eu sigo em silêncio, aprendendo a esperar,
Pois quem sabe amar não tem medo de ficar.
Onde anda você, meu amor forasteiro?
Que chega sem aviso e muda o mundo inteiro.
Estou em meditação, lapidando o coração,
Pra não confundir solidão com paixão.
Se o amor for verdade, ele vai resistir,
E saber exatamente onde me atingir.
Se vier, venha inteiro, sem medo, sem máscara,
Que eu te ofereço abrigo na minha calma.
Mas se não for amor, não bata outra vez,
Prefiro o silêncio do que mentiras gentis.
Onde anda você, meu amor verdadeiro?
Que não pede migalhas nem vive de roteiro.
Eu sigo em meditação, forte, em evolução,
Aprendi que amor não é prisão.
Se for pra amar, que seja assim:
verdadeiro em você, verdadeiro em mim.
Tudo aconteceu depressa demais
e eu não quis puxar o freio.
Sou desses que se entregam por natureza,
que atravessam o risco com o peito aberto.
Fui me envolvendo em você
como quem aceita o incêndio
sabendo que vai queimar —
e mesmo assim fica.
Hoje eu vivo uma fúria deliciosa,
um caos bonito que nasce do teu melhor.
Mulher, tua sedução não pede licença,
ela invade, domina, permanece.
A cada dia eu me embriago no teu abrigo,
nesse refúgio quente onde teu olhar
me desarma sem tocar.
É luxúria que começa na pele
e termina no pensamento.
Se essa situação é perigosa,
que seja.
Ela é deficiente de juízo,
mas excessiva de desejo.
E mesmo sem vergonha de sentir,
eu confesso:
é maravilhosa essa forma
envolvente
indomável
que você encontrou
de me deixar teu.
Eu fico pensando no quanto eu gosto de você,
mesmo sabendo que você não conhece o valor do meu amor.
Ainda assim, eu sei.
Sei o quanto é bom gostar de amar você.
A tua nobreza devasta — não por ferir,
mas por deixar marcas profundas em quem observa.
A tua elegância não pede atenção,
ela simplesmente desfila, silenciosa e soberana.
A tua educação arrasta respeito,
o teu jeito ensina sem levantar a voz.
Você é exemplo moral em um mundo carente de verdade,
é presença que impõe sem dominar.
Amar você é um ato solitário e honesto,
é aceitar que nem todo amor precisa ser reconhecido
para ser imenso.
Basta ser real.
Hoje eu não vou pedir.
Hoje eu vou agradecer pela vida.
Pelo amor forte, valente e verdadeiro
que sustenta a alma mesmo nos dias difíceis.
Gratidão pela paz que silencia a guerra interior.
Pelo ar que entra nos pulmões como bênção,
renovando forças, limpando pensamentos,
lembrando que viver já é um milagre.
Gratidão por cada amanhecer concedido,
por cada fôlego, por cada recomeço.
Hoje não peço nada.
Hoje reconheço.
Hoje agradeço.
