Coleção pessoal de Poemaversospoesia

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Sempre o mesmo

Quem disse que me mudei?
Continuo o mesmo,
Na mesma casa,
Na mesma rua.

Às vezes até vou na casa ao lado,
É melhor para ver a lua,
Continua pura...
E eu o mesmo.

Vou alinhavando meus defeitos
Nos retalhos da vida!
Às vezes ferida outras solução.

Esse meu jeito me agonia,
Sempre o mesmo
Mas nunca em vão...

Flor roxa

Vejo uma Flor roxa no meu jardim
Simples assim, mas delicada,
Pétalas esvoaçantes marcadas pelo sol brilhante,

Pequenas mas bem torneadas apeluciadas de natureza, e traz a beleza e transmite ao seu redor.

Os beija-flores disputam o seu pólen, os mesmos há escolhem.
E as rosas! Essas choram,
como o orvalho que cai derretendo...
Sem sua polinização que foi dispensada.

Pois entendo, que a beleza não está em suas pétalas simples, não menos belas que as rosas,
mas no seu interior onde desperta a natureza é-o fulgor que faz a preferência da beleza de simplicidade,
e sim, do seu sabor...

Essa Flor, que fecha Campos inteiros com sua cor,
Essa cor de vinho que cintila com o orvalho...
Marca seu território com a beleza,

Oe vento! Esse ajuda,
levando-as e trazendo de novo,
na sincronia que faz a natureza,
ser bela...
Essa é ela!
Ha mais bela do meu jardim...

chuva de amor

A chuva inunda as raizes
Lava o pó,
Corre ao mar,
E eu, fico aqui a esperar
Uma estiada para te encontrar
Um guarda chuva só,
Vamos nos molhar...

Queria ser um poeta

Queria ser um poeta,
mas não posso ser...
pois o poeta pensa em tudo,
e eu, só penso em você.

Quando penso em você,
me sinto melhor,
vejo um amanhã melhor, diferente...
acho que fico meio bobo de amor
ou qualquer coisa assim,

Vejo flores no jardim
desabrochando com o amanhecer
de primavera,
as vezes fico na janela,
a tua espera,

Mas não vens e eu torno a pensar
como queria ser um poeta
para pelo menos imaginar
você despertando em meus braços a me beijar...

Lembranças

Será que me esqueceu?
onde estão todas as lembranças!
aquela segurança,
o sabor do beijo, calor do abraço.

Aquele amor declarado,
lado a lado,
aquecido em meu peito.
Será que me esqueceu?

Não me responde,
não me houve mais,
Não me vê...
Como aguenta?!

É realmente, não tem jeito,
estou só!
tanto tempo longe,
escondendo-se entre tempos e carinhos.

E eu! desfrutando desse sabor amargo
que se chama solidão...
Meu coração, desacelera, desfalece
se debate com esse tal sofrer.

Como para com esse desatino?
essa dor, que não para de doer.
essas memorias que se desfazem
ao longo do tempo.

essas entre linhas do destino
que se cruzam entre realidade e delírios...
Será que me esqueceu
ou eu que lembro demais...

você vai lembrar de mim!

Não sei o que faço
para parar de sofrer
o peito aperta
o coração doí
E eu aqui nesse quarto escuro...
Sem você
Fico vendo as fotos,
escutando as musicas
chego a aspirando seu perfume
exalamdo no ar
Estou imune a esse amor...
Que você quando foi
só deixou dor..
Mas você vai lembrar de mim
quando seu telefone tocar,
quando a tarde passar
e você vai estar sozinha
vai caminhar do quarto para cozinha
e não me ver na casa vazia...
mas assim estamos
cada um para um lado
sofrendo calados,
eu pensando em você
e você lembrando de mim...

Tua falta

Tua falta...
Lua clara imune,
ressalta á sombria noite
que pune no oculto
suas estrelas,
Deixando me a desvariar
sem ter atua beleza e
teu olhar,
fico aqui, ou lá
somente a clamar, tua falta
com o nada á ter
sentindo os beijos
de minha amada,
Deixando marcas que o tempo
não apaga
apenas a noite guarda,
em sua escuridão.

Talvez

Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Cai a noite
Esfria o vento
absorve o claro,
surge o escuro
e o oportuno sereno
em que gotas geladas
mudam a paisagem,
que se escondem no horizonte
caindo na madrugada
numa beleza inocente
escancarando seus astros
no noturno brilhante,
reluzente na gestosa
criação infinita
da beleza da noite...