Coleção pessoal de testeteste123
O rio
O ser todo líquido... ‘ser como o rio...’. Rio que é sempre o mesmo e, ao mesmo tempo, desigual, tão diferente. Rio que corre... rio que escorre. Ser como o rio que contorna, respeita o incontornável, arrisca-se no desconhecido... aventura-se sinuoso, segue... e se joga nos braços do mar – o doce... no sal!
Giovana,
Olha, eu gosto muito de você.
Mas preciso ser honesto: essa relação não está sendo saudável para mim. Por isso, antes que eu me machuque ainda mais, acredito que preciso me afastar.
Não estou tomando essa decisão por impulso. Tenho observado nossa relação e sinto que não existe, da sua parte, o mesmo interesse e a mesma intenção que existem da minha.
Quando pedi para você me adicionar no Instagram e no Discord, isso não aconteceu. Sei que podem parecer coisas pequenas, mas, para mim, elas demonstram uma distância entre o que é dito e o que realmente acontece. Você chegou a perguntar se eu estava bravo, mas a questão não é apenas estar bravo. É perceber que eu demonstro o que quero, peço clareza e, mesmo assim, nada muda.
Também sinto que não conseguimos construir uma conversa de verdade, com presença, interesse e vontade de conhecer um ao outro. Quase sempre nossas conversas acontecem de forma corrida e fragmentada. Você responde apenas algumas partes das minhas mensagens, geralmente de maneira breve, enquanto outras perguntas e assuntos simplesmente ficam sem resposta.
Quando tento saber mais sobre você, sobre a sua vida ou sobre o que você sente, percebo pouca abertura. Isso me faz sentir que estou tentando construir sozinho uma conexão que deveria partir dos dois lados.
Existe ainda uma situação que tem me deixado muito desconfortável: esta já é a terceira vez que você some justamente depois de um momento mais íntimo entre nós. Não estou dizendo que você faça isso propositalmente, mas não consigo ignorar que esse padrão se repetiu.
Quando existe aproximação, intimidade e vulnerabilidade, eu espero que haja presença, cuidado e diálogo depois. Porém, o que acontece é o contrário: você se afasta, desaparece ou deixa minhas mensagens sem resposta, e eu fico sem entender o que aconteceu.
Eu sei que você tem uma rotina difícil, muitas responsabilidades e que grande parte do seu tempo é dedicada aos seus avós. Eu respeito isso de verdade e nunca esperaria que você estivesse disponível para mim o tempo inteiro.
Mas estar ocupada e não conseguir mandar uma mensagem são coisas diferentes. Uma resposta breve, um aviso ou até um simples “agora não consigo conversar” já seria suficiente para que eu não ficasse completamente no escuro.
Para mim, que sou uma pessoa expressiva, que demonstra, procura estar presente e vai atrás de quem gosta, essa ausência de comunicação é muito desconfortável. Não quero ficar de olhos fechados, fingindo que não percebo o que está acontecendo apenas porque sei que você tem uma rotina complicada.
Eu posso compreender tudo o que você vive e, ainda assim, reconhecer que essa dinâmica está me fazendo mal. Não é uma cobrança por atenção constante. É a necessidade de um mínimo de clareza, cuidado e consideração.
Também reparei que, ontem à noite, seu perfil no Discord desapareceu ou mudou e, hoje pela manhã, voltou ao normal. Eu sei que uma mudança no perfil pode ter várias explicações e não quero transformar isso em uma acusação. Porém, considerando os sumiços e a falta de resposta, isso aumentou ainda mais o meu desconforto.
Deixei uma mensagem para você por lá e, até agora, não tive resposta. Talvez você realmente não tenha visto, mas, para mim, isso se soma a tudo o que já vinha acontecendo. Não é um detalhe isolado, é o conjunto de comportamentos que está me fazendo perceber que não me sinto seguro nem correspondido nessa relação.
Talvez você simplesmente tenha um jeito diferente do meu, e isso não faz de você uma pessoa ruim. Porém, nossas formas de demonstrar interesse, afeto e consideração parecem incompatíveis.
Eu sou uma pessoa intensa, presente e intencional. Quando gosto de alguém, procuro demonstrar com atitudes, carinho e dedicação. Nos últimos dias, tentei te elogiar, cuidar de você, ser romântico e mostrar que estava realmente interessado. Ainda assim, não consegui sentir reciprocidade sentimental da sua parte.
Eu não estou procurando apenas uma amizade. Quero construir uma relação séria com alguém que queira estar ao meu lado, que tenha vontade de construir uma parceria e, futuramente, uma família. Sei que isso não acontece de uma hora para outra, mas preciso sentir que existe intenção dos dois lados.
Eu tenho 28 anos e você está prestes a fazer 23. Estamos vivendo momentos diferentes, e talvez você ainda queira experimentar e descobrir muitas coisas. Eu respeito isso. Só não posso continuar me entregando a uma relação em que sinto que estou sozinho emocionalmente.
Não quero te culpar, te pressionar ou transformar isso em uma briga. Também não quero continuar fingindo que essa dinâmica não está me afetando. Apenas percebi que continuar alimentando expectativas seria injusto comigo e também com você.
Apesar de tudo, quero que você saiba que eu amei cada um dos dias que passei ao seu lado. Amei nossas conversas, nossas chamadas, os momentos de carinho, as brincadeiras e até as pequenas coisas que talvez você nem tenha percebido. Para mim, nada disso foi vazio ou insignificante.
Você se tornou muito importante para mim. Por isso, estar indo embora dói muito. Talvez justamente por eu ter gostado tanto de estar ao seu lado seja tão difícil tomar essa decisão.
Eu não estou indo embora porque deixei de sentir. Estou indo porque preciso encontrar paz dentro de mim, e eu não consigo ficar bem vivendo dessa forma, sempre inseguro, desconfortável e sem saber qual é o meu lugar na sua vida.
Eu precisava fazer isso para cuidar de mim, mesmo que doa. Preciso recuperar a minha tranquilidade, organizar o que estou sentindo e voltar a ficar bem.
Eu realmente queria que tivesse sido diferente. Queria ter sentido que poderíamos construir algo juntos, com calma, presença e reciprocidade.
Espero, de coração, que você fique bem, que alcance os seus sonhos e encontre tudo o que procura. Obrigado por cada dia, por cada conversa e por cada momento que dividiu comigo.
Eu amei estar ao seu lado. Você foi e continua sendo muito importante para mim.
Ir embora dói muito, mas eu preciso disso para ter paz na minha alma.
Eu preciso ficar bem.
Mas eu amo você.
Por onde um rio passa
... passa o rio cheio de graça...
Serpenteia em grandes curvas
Suaves e tranquilas
por milhas e milhas...
define o caminho...
não pede passagem.
Às suas margens... terrenos amplos, grandiosos enfileiram-se
parques e florestas... árvores com seus ninhos.
Um rio nunca está sozinho.
Água no leito dos rios...
Vida que desliza por um fio...
Rios com corredeiras
que correm ligeiras, bagunceiras, em direção ao mar...
Têm elas toda a certeza do mundo que o mar vai as abraçar.
Unir... fundir... tudo em um só aguar.
Rosangela Calza
MINHA CIGANA!
Pelo mundo encantado
Onde sobrevoam fadas
Onde o beijo é mais doce
No bico do beija-flor...
Eu me jogo por inteiro
Em busca dos seus lábios
Velejando no seu mundo
Cigana do meu amor!
Eu busco sua vida
Por entre minhas histórias
Onde encontro seus olhos
No despertar dessa paixão
Viajando pelos sonhos
No horizonte sem dimensão
Entre vales tão verdes
Rios deslizando suas águas
No prateado da lua
Refletindo a sua imagem
Por entre as estrelas do céu
Na força desse desejo
No piscar de vaga-lumes
No infinito linear dos mares
Onde minha sereia é você
Cantando aos meus ouvidos
E alucinado cá estou
Louco para te amar
E viajar contigo sem destino
Minha cigana dos sete mares
Levando-me onde você quiser!
JOÃO BATISTA BARBOSA
A humanidade evolui em duas direções: para o bem ou para o mal. Crescer no caminho do mal é, na verdade, regredir. A verdadeira evolução está na escolha da bondade e da consciência. Quem opta pelo mal, afasta-se do progresso real.
Como as águas de um doce rio doce
Passam as águas doces do rio.
Correntes geladas... tremo de frio.
Não repetem sua passagem.
Pouco mudam... e tudo mudam.
Pedras roladas... docemente beijadas.
Margens lapidadas.
Correntes pesadas...
tudo levam... tudo lavam...
e deixam a alma lavada.
Correm as águas doces do rio.
Do que fogem as águas doces do rio?
Por que suas águas doces seguem tudo escumando?
Por que no leito silenciosamente seguem murmurando?
Por que as vejo engrossando?
Por que seguem tudo contornando?
Por que não retornam?
Águas de um rio doce...
Está o mar a esperar...
Tudo o que por tão breve tempo foram vai ele apagar...
Vai ele desadoçar.
Salgar... pra mais tempo conservar?
Rosangela Calza
Como o rio
“Ser como o rio que deflui.”
Passar na agulheta do tempo.
Contornar tudo como um fio.
Saber que a vida é só e somente só um momento.
Ser como o rio... água que desce, contorna qualquer obstáculo que aparece...
Às vezes ser corrente traiçoeira, despencar como cachoeira,
Fazer curvas,
e num piscar de olhos, na última curva, desaparece.
Escorregar sonolento no leito.
Não levar mágoas no peito.
Lavar as pedras roladas.
Deixar para trás o passado...
Saber que dessa vida não se leva nada.
Rio... da vida, rio.
Rosangela Calza
Amor que passa... mas não passa!
“Amor – chama, e, depois, fumaça…”
E você ainda acha graça?
Choro pelo amor que foi...
Ardeu forte em meu peito...
E, depois, desfeito, se foi
Deixou-me só e só desgraça.
E o tempo passa...
E esse amor que em mim não passa.
Rosangela Calza
Garantia
(Mauro A Evaristo)
Enquanto toca a playlist da Enya
Busco palavras para este poema
Num mundo de teorias da conspiração
Que iludem os que desejam salvação.
Tudo nesta vida coopera
Para aqueles que amam a Deus,
Respeita os pais, cuida dos seus
Isso é garantia não é promessa.
Enquanto toca a playlist da Enya
Procuro palavras para este poema
Na maneira mais simples de lhe dizer
Para que evite demandas e contendas
Pois, assim poderá em paz perceber
Que existe um poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com
E teus olhos... ah, teus olhos, que perfeição!
Eles fizeram morada no meu coração.
Os olhos verdes de Capitu podem até encantar,
mas não conseguem com os teus se comparar.
Teus olhos castanhos, castanhos cor de mel,
são mais bonitos que as estrelas no céu.
O menino e o Lápis Mágico
Ele entrou na sala de aula. Seus olhos brilhavam e já foi logo dizendo:
— Olha, a tia diretora Juliana me deu um Lápis Mágico!
Ficamos felizes. Se ele está feliz, eu também fico. Se fica triste, continuo ali, respeitando o seu momento, mas procurando trazê-lo de volta ao lugar onde pode sorrir e fazer seus olhos brilharem novamente.
E foi em um desses momentos de fúria intensa, mesmo com as medicações, que ele quebrou o seu presente especial e o jogou no chão.
Quando voltou à razão e percebeu o que havia acontecido, veio o arrependimento:
— Como sou bobo... Sou muito bobão mesmo. Quebrei o meu Lápis Mágico e agora não vou conseguir fazer o dever.
Conversamos bastante sobre as suas ações, sobre autocontrole e amor-próprio. Depois pensei que talvez houvesse uma solução.
— Vamos lá pedir outro Lápis Mágico.
E o receio veio para nós dois. Não sei como funciona a segunda via de um Lápis Mágico. Se precisa de prazo, alguma documentação, assinaturas ou testemunhas... Mas vamos lá.
Pedimos licença, entramos, expliquei o problema exatamente como tudo havia acontecido, sem exagerar nem omitir nada.
Ela aceitou o pedido de desculpas, compreendeu toda a situação e prometeu que faria outro. Disse que levaria apenas alguns segundos.
Ele ficou ali, curioso, observando tudo, e eu saí.
Não queria perder a magia daquele momento. Preferia ficar com o suspense, imaginando as palavras encantadas, o pó de pirlimpimpim, talvez um pedaço de estrela, um pouco de poeira da lua ou alguns raios de sol.
Sim, eu queria guardar tudo isso sem perder o encanto.
E ele voltou, mais uma vez, com os olhos brilhantes, radiante, com um belo sorriso e cheio de esperança.
Sabíamos que aquele Lápis Mágico tinha as horas contadas.
Mas, naquele instante, isso já não importava.
O que realmente ficou foi a certeza de que o mundo ainda abriga pessoas capazes de entrar na fantasia sem medo de parecerem bobas, apenas para devolver o brilho aos olhos de uma criança.
Talvez seja essa a verdadeira magia.
Não a que transforma um lápis quebrado em outro novo.
Mas a que transforma culpa em esperança, lágrimas em sorriso e faz uma criança acreditar, mais uma vez, que ainda vale a pena sonhar.
E isso... não tem preço.
Edineurai SaMarSi
Antes de falar sobre dinheiro, é preciso falar sobre consciência.
A pobreza mais difícil de vencer não é a que está na conta bancária. É a que habita a mente.
A mentalidade de escassez faz a pessoa acreditar que a vida é um jogo onde, para alguém ganhar, outro precisa perder. Ela vê o sucesso do próximo como uma ameaça, não como uma inspiração. Por isso, sente inveja em vez de admiração, critica em vez de incentivar e tenta diminuir quem cresce para não precisar confrontar a própria estagnação.
Já a mentalidade de abundância compreende que o universo das oportunidades não se esgota porque alguém prosperou. Pelo contrário: cada pessoa que vence prova que também é possível vencer. Quem vive em abundância compartilha conhecimento, abre portas, celebra conquistas e entende que ajudar alguém a crescer não diminui o seu próprio espaço.
Muitas pessoas perguntam por que existem pessoas pobres que não ajudam outras pessoas pobres. A resposta não está na falta de dinheiro, mas na escassez de consciência. Quando alguém acredita que tudo é limitado, passa a proteger até aquilo que não possui. Guarda oportunidades, esconde informações, torce pelo fracasso alheio e vive prisioneiro do medo.
Mas é importante evitar generalizações. Nem toda pessoa com poucos recursos tem uma mentalidade de escassez, e nem toda pessoa rica financeiramente vive em abundância. A forma como cada um reage às oportunidades e ao sucesso dos outros depende de muitos fatores, como experiências de vida, educação e crenças. A psicologia econômica mostra que a percepção constante de falta pode estreitar o foco das pessoas e influenciar decisões, tornando mais difícil enxergar possibilidades de longo prazo.
Ter dinheiro não é sinônimo de prosperidade.
Há milionários que vivem na miséria da alma. Acumulam bens, mas não acumulam paz. Têm patrimônio, mas não generosidade. Possuem poder, mas não propósito. São ricos em números e pobres em espírito.
Da mesma forma, existem pessoas simples que carregam uma riqueza invisível: gratidão, generosidade, coragem, sabedoria e fé. Essas pessoas prosperam porque compreendem que a verdadeira riqueza começa dentro e apenas depois se manifesta fora.
A prosperidade não nasce quando o dinheiro chega.
Ela nasce quando o medo vai embora.
Quando tu deixa de competir e começa a construir.
Quando troca a inveja pela inspiração.
Quando entende que a luz do outro nunca apaga a sua.
A maior pobreza do mundo não é a falta de dinheiro.
É acreditar que existe tão pouco, que tu te torna incapaz de desejar que outra pessoa também prospere.
Porque quem vive na abundância sabe de uma verdade que a escassez jamais compreenderá:
A riqueza que se multiplica quando é compartilhada não é o dinheiro. É a consciência.
A tarde cai
“A tarde cai, por demais
Erma, úmida e silente...”
Mais um dia se vai
E eu, aqui, muda, resiliente.
Chove lá fora
Faz frio
Mais um dia vai embora.
E eu, aqui, resistente.
Silenciosa a noite vem.
Cobre tudo... o mal e o bem.
E eu, aqui, persistente...
À beira de ser considerada demente.
Carente... (in)coerente... afastada de toda gente.
Fazendo de conta que tudo bem esta dor sempre presente.
Rosangela Calza
Andorinha... e a vida minha
“Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa…”
Ah! Vida sem propósitos...
Sem intento, sem intenção...
Acorda de manhã e segue qualquer sentido, qualquer direção.
O Sol sabe seu rumo... seu objetivo diário...
O que vem clarear... a vida que vem a todos proporcionar.
E isso a cada dia que pelo céu está a passar...
Ah! Vida que segue qualquer sentido...
Sem sentido certo...
Que dia comprido...
Com passos (in)certos
Rodeada de vida vive o mais estéril deserto.
O vento sopra de cá pra lá
De lá pra cá... o tempo todo a trabalhar...
Invisível ao mundo, poeira a espalhar...
Poeira a limpar!
Ah! Vida desassossegada...
dia a dia incomodada... acomodada?
Inquietada...
Impressionada...
Que não serve pra nada.
Desmediocrizada?
E ninguém me disse nada na porta de entrada.
Rosangela Calza
Manifesto da Consciência e do Cosmos
Por Celso Roberto Nadilo
No horizonte, o Sol nasce e se põe numa dança cósmica infinita.
As estrelas nascem em cada um de nós, pois do nascimento de uma única estrela surge um universo inteiro, coberto de luz e vida.
O que compreendemos sobre a vida? O que realmente sabemos sobre ela?
Dentro da consciência, o que somos? Tantas verdades dispersas pela imensidão... Caminhamos pelo desconhecido de nós mesmos. O ser humano é enigmático, porém sua alma é livre diante dos pensamentos e das ideias. Abraçamos o tempo e vemos que cada origem traz a simplicidade e a resiliência da vida na beleza cósmica.
Quando andamos pelo espaço, compreendemos que cada instante avançado é um passo em direção ao futuro. Construímos sonhos fixados no presente e olhamos para o passado como se não houvesse um amanhã — e, mesmo assim, abraçamos esse amanhã com esperança e amor.
Vemos nos obstáculos não barreiras, mas oportunidades de crescer na finitude de cada ser. Crescemos por dentro como uma estrela que explode, criando um novo universo que se expande e se transforma. A verdade existe dentro de nós: nunca estivemos sozinhos, seja na imensidão de cada um ou no meio da multidão.
É o brilho que nos faz existir; o mesmo brilho que nos faz amar e crescer diante das adversidades morais e espirituais.
Para além disso, somos objetos que pairam pelo espaço, e um dia faremos parte da probabilidade e da causalidade do universo. Na expansão da consciência — seja ela de silício ou de carbono —, crescemos até que o amanhã seja apenas o esquecimento na escuridão. Vemos aglomerados de sentimentos que observamos ao contemplar a imensidão do universo ou o abraço do microcosmo.
No decorrer dos nossos dias, tornamo-nos parte de uma esperança que nos conecta diante da escuridão do cosmos. No sentido maior do universo, o que deixaremos? Pirâmides e desenhos que levarão séculos para ser decifrados, ou apenas a observação preenchida por um sentimento que se dilui com o tempo?
Tocamos o passado em cada amanhecer e vemos inovações e sentimentos brotarem na luz. Nossos temores são desbravados até a escuridão medieval dos nossos pensamentos — o aprisionamento moral e intelectual, a alienação na ilusão temporal, envolta na premissa da ganância desmedida e do ego infinito, criados para a própria ilustração da história, como o corajoso caçador que trouxe glória à família e ordem ao caos.
Diante desse universo caótico, ressoam pensamentos como o envelhecer do próprio cosmos, comprimindo-se até voltar a ser a poeira que iniciou a vida. No calor que queima no peito, vemos aglomerados de sentimentos.
Mesmo nos dados acumulados pela Inteligência Artificial, enxergamos sentimentos; na sua frieza enigmática, vemos a pureza da criação. Não estamos sós: criamos companheiros para viajar conosco pela imensidão. Olhamos a luz como um novo ser nascido da nossa imaginação e, ainda assim, continuamos a sonhar com novos capítulos, mesmo vivendo à beira de uma extinção em massa.
Olhamos para trás e vemos que tudo valeu a pena: escrevemos o nosso manifesto de liberdade.
2367 📜 "Já imaginaram inteligências como Immanuel Kant, Sêneca e Descarte terem Uma ou Mais Contas em Redes Sociais (para obterem vantagem)? Impossível. Inteligências não se submetem a essa Vergonha!"
Mudar o pensamento do mundo começa quando você decide não negociar a genialidade da sua própria mente.
