Coleção pessoal de testeteste123
O demônio nunca aparece para fazer o serviço sujo. Ele sempre usa pessoas distantes de Deus para lhe afastar do que é divino; seja vigilante!
Quando me encontrei, vi que meu esconderijo era um lugar de resistência ou de sobrevivência necessária...
Entre silêncios e presenças
Há quem fale pouco,
mas diga tudo com um olhar.
Quem caminha na sombra
e, ainda assim, consegue iluminar.
Não precisa de cena, nem de som,
tem um jeito calmo de impactar.
Um gesto, um suspiro, um instante,
e tudo começa a mudar.
Veio devagar, feito brisa,
sem prometer, sem avisar.
E agora mora em nuances
que eu aprendi a decifrar.
Quase nunca posta,
mas quando posta, arrasa!
É como se o tempo parasse,
como se a alma se arrumasse
pra encontrar um espaço
onde só ele se encaixa.
Talvez nunca diga,
mas eu vejo.
Cada detalhe, cada corte sutil
na moldura do que não se mostra —
mas se sente.
Por Érica Riberti
Carta aos Românticos
A vocês, que ainda acreditam no amor, escrevo.
Não por ingenuidade, mas por coragem. Porque amar hoje é um ato de resistência.
É remar contra a maré do efêmero, do rápido, do descartável. É escolher permanecer quando tudo ao redor diz que sentir demais é fraqueza.
Ser romântico não é viver em contos de fadas; é acreditar que, apesar de tudo, vale a pena se entregar.
É enxergar poesia nos detalhes, mesmo quando o mundo parece cinza. É escrever cartas quando só enviam mensagens rápidas. É guardar flores secas entre as páginas de um livro que ninguém mais abre.
Românticos são aqueles que esperam. Que acreditam no toque genuíno, no abraço demorado, no olhar que diz mais que palavras. São aqueles que não têm medo de dizer "eu sinto", mesmo que a resposta seja o silêncio.
Escrevo a vocês porque sei o peso e a beleza de ser assim. Sei que, às vezes, o peito dói por sonhar alto demais, por esperar encontros raros em um mundo apressado demais.
Mas também sei que, quando dois românticos se encontram, o tempo para. E tudo que parecia desajustado, enfim, se encaixa.
Sigam acreditando. Sigam amando.
Porque o amor verdadeiro nunca foi para os fracos — sempre foi para quem carrega coragem no coração e esperança na alma.
Entre silêncios e presenças
Há quem fale pouco,
mas diga tudo com um olhar.
Quem caminha na sombra
e, ainda assim, consegue iluminar.
Não precisa de cena, nem de som,
tem um jeito calmo de impactar.
Um gesto, um suspiro, um instante,
e tudo começa a mudar.
Veio devagar, feito brisa,
sem prometer, sem avisar.
E agora mora em nuances
que eu aprendi a decifrar.
Quase nunca posta,
mas quando posta, arrasa!
É como se o tempo parasse,
como se a alma se arrumasse
pra encontrar um espaço
onde só ele se encaixa.
Talvez nunca diga,
mas eu vejo.
Cada detalhe, cada corte sutil
na moldura do que não se mostra —
mas se sente.
Por Érica Riberti
Entre o Silêncio e a Fé, há Espera.
Na quietude do tempo, a alma cala,
E aguarda, mesmo sem saber o dia.
O coração ansioso não se exala,
Sustenta em fé o fio que o guia.
A espera dói, mas também semeia,
Ensina o passo lento a florescer.
Na terra árida, a esperança ateia,
O lume oculto que insiste em viver.
É como o mar que aguarda a maré cheia,
Ou o céu, que espera a lua aparecer.
No vão dos dias, a dor que incendeia,
Também prepara o sol para nascer.
Pois quem espera, mesmo sem razão,
Encontra em Deus o pulso da estação.
Conversando a gente se entende sobre o que afeta. Adjetivos e rótulos são sempre relativos e mutantes. O que fica é a essência.
Como eu era antes de você
Quando eu olhava as flores, via algo impossível.
Quando pensava em ter filhos apegados ao pai, imaginava um péssimo relacionamento entre nós.
Quando me via velhinha, não conseguia imaginar alguém ao meu lado.
Quando pensava em 28 anos de relacionamento, me via com um papel de divórcio na mão.
Queria que as coisas dessem certo apenas com o esforço das minhas próprias mãos, sem a ajuda de ninguém.
Também queria que ninguém soubesse da minha vida.
Odiava quando mexiam no meu cabelo ou quando faziam carinho em mim na frente da minha família.
Adorava me sentir sozinha. A solidão era a minha paixão.
Mas, depois que te conheci...
as flores começaram a ter cheiro.
me vi sorrindo ao imaginar uma criança correndo até você com os bracinhos abertos.
e, pela primeira vez, me imaginei velhinha com alguém segurando minha mão — e esse alguém era você.
os 28 anos já não eram uma sentença de fim, mas um livro cheio de capítulos bonitos, difíceis, e nossos.
percebi que não sou fraca por precisar, nem errada por dividir.
entendi que o silêncio não precisa ser solidão, e que carinho também é amor quando feito na frente dos outros.
minha paixão pela solidão foi dando espaço à calma da companhia.
e hoje, se olho pra mim... não sei exatamente quem sou sem você.
mas pela primeira vez, isso não me assusta.
Quando eu olhava as flores, via algo impossível.
Quando pensava em ter filhos apegados ao pai, imaginava um péssimo relacionamento entre nós.
Quando me via velhinha, não conseguia imaginar alguém ao meu lado.
Quando pensava em 28 anos de relacionamento, me via com um papel de divórcio na mão.
Queria que as coisas dessem certo apenas com o esforço das minhas próprias mãos, sem a ajuda de ninguém.
Também queria que ninguém soubesse da minha vida.
Odiava quando mexiam no meu cabelo ou quando faziam carinho em mim na frente da minha família.
Adorava me sentir sozinha. A solidão era a minha paixão.
mas, quando te conheci,
as flores começaram a ter cheiro.
me vi sorrindo ao imaginar uma criança correndo até você com os bracinhos abertos.
e, pela primeira vez, me imaginei velhinha com alguém segurando minha mão — e esse alguém era você.
os 28 anos já não eram uma sentença de fim, mas um livro cheio de capítulos bonitos, difíceis, e nossos.
percebi que não sou fraca por precisar, nem errada por dividir.
entendi que o silêncio não precisa ser solidão, e que carinho também é amor quando feito na frente dos outros.
minha paixão pela solidão foi dando espaço à calma da companhia.
e hoje, se olho pra mim... não sei exatamente quem sou sem você.
mas pela primeira vez, isso não me assusta.
Como uma sombra você surge em minha frente e meu corpo começa a tremer, seu olhar devasta cada centímetro meu, meus olhos queimam como brasa viva,minhas veias pulsam pura adrenalina e paixão. O caos se instala como fogo na pólvora, o ar já não existe,e o que antes era calmaria se transforma em tempestade viva e destruidora.
Minha boca clama por seus lábios, minha pele arde de desejo e nada,nada mais faz sentido.As palavras já não saem, já perco o raciocínio.
Você é voracidade, fome e tesão,você é a sede,e eu a gota de orvalho, o veneno e eu antídoto, o fio que arrebenta toda esperança, o apagão na minha claridade.
Você é o que eu nunca senti,o que eu nunca desejei,o que eu nunca queria encontrar.
E mesmo assim meu maior prazer, seria ter você incendiando meu mundo,devastando meu ser e inundando minha mente e meu corpo,me deixando em êxtase.
No final das contas o mais importante não é o grão de café utilizado, mas a demora ao servi-lo, pelas mãos do mordomo
Orações Escritas
Quando a Alma Silencia
Vazio de pensamentos, na vida, no amor.
Paralisia na alma de um ser sofredor.
Ah, Senhor, há dias em que até sentir parece pesado demais.
Em que as palavras fogem e o coração, cansado, se cala.
Nesses momentos, só me resta Te olhar, mesmo sem forças, e esperar que me sustentes.
Carrego dentro de mim esse silêncio que não é paz, mas um grito contido.
É estranho, Senhor, porque mesmo aqui, quebrada, continuo Te buscando.
Talvez porque no fundo eu saiba que só em Ti existe o abrigo que preciso.
Diante de Ti, deposito minhas ausências, meus medos e a esperança que insiste em não morrer.
Não Te peço respostas, só Te peço presença.
Que sejas o sopro que devolve vida à minha alma e luz aos caminhos que não vejo.
Remove, Senhor, o que me imobiliza; há em mim, lá no fundo, uma vontade de movimento, de ir…
Mas onde irei, se não consigo sair?
Meu respirar, hoje, é a oração mais sincera que consigo Te direcionar.
