Coleção pessoal de testeteste123
Fomos tão seduzidos pelo universo digital, ao ponto de romantizar um mundo onde políticos influencers — eleitos por nós — brincam de governá-lo.
Essa constatação medonha é um convite a pensar sobre a profunda transformação que a política sofreu na era digital.
Hoje, a figura do político tradicional se mistura com a do influencer, aquele que domina a arte da comunicação rápida, do espetáculo e da conexão emocional imediata.
Mas, ao transferirmos nossa confiança e votos para essas figuras, muitas vezes mais preocupadas com a imagem do que com o conteúdo, acabamos por trivializar o exercício do poder.
Quando políticos se tornam influencers, a política vira palco para likes e compartilhamentos, onde o debate se perde para a viralização.
A “brincadeira de governar” — expressão que revela a leveza e a superficialidade com que algumas lideranças assumem responsabilidades sérias — coloca em risco a qualidade da democracia e o futuro da sociedade.
Nós, eleitores e cidadãos, também somos parte desse processo: somos os que elegem, os que curtem, os que compartilham.
Cabe exercitarmos um olhar crítico, exigir transparência, responsabilidade e compromisso real.
Sem isso, continuaremos reféns de uma política de aparência, onde a profundidade das ideias e a seriedade das ações ficam em segundo plano, diante do espetáculo digital.
O desafio está lançado: usar o poder do universo digital para fortalecer a democracia, não para reduzi-la a um jogo de imagens e seguidores.
𝐂𝐨𝐥𝐚𝐝𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐞𝐦 𝐌𝐞𝐮 𝐏𝐞𝐧𝐬𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨
Para variar, despertei contigo coladinho em meu pensamento, feito brisa suave no abrigo do mais sereno sentimento.
Pedi a Deus por tua jornada, que seja leve como o vento, e que eu, em alma entrelaçada, te acompanhe em cada momento.
Que eu caminhe ao teu lado, mesmo que só em pensamento, e que minha presença calada seja tua luz, teu alento.
Seja eu tua inspiração, teu sorriso ao amanhecer, a paz que toca o coração, o motivo doce de viver.
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Helcedir - Manhumirim - MG
Cada dia que passa muita gente não gosta de pôr as mãos na massa; daí já podemos sentir quem é que fracassa.
Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.
Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.
Título: Enfermeira, Traga-me o Último Capítulo
Enfermeira, traga-me o último capítulo,
com cheiro de estrada e rosa cansada.
Que comece num café tímido e simples,
e termine na palma da mão entrelaçada.
Traga-me lembranças na medida certa,
sem exagero, mas sem economia.
Com o calor de uma promessa aberta
e o sabor agridoce de melancolia.
Aplique-me um gole daquilo que cura
mesmo sem tirar a cicatriz do peito.
E, se der, me empreste a ternura
de quem sabe que amor também é defeito.
Prescreva:
1 rosa plantada,
1 xícara ainda morna,
1 sorriso debochado,
1 promessa sem hora.
E se possível…
o silêncio breve de dois que se entendem,
mesmo sem dizer nada.
o presente é um presente.
Infelizmente… mente!
Enfermeira, traga-me uma promessa,
daquelas que o tempo não apaga.
Que chegue tarde, mas não esqueça,
e que a memória ainda traga.
Traga-me um pacto costurado de infância,
com laços frouxos, mas firmes no peito.
Com a leveza de quem tem constância
e a coragem de reescrever o feito.
Aplique-me uma dose de palavra cumprida,
mesmo que o relógio não colabore.
E me diga que dívida, quando é sentida,
se paga mais com gesto do que com flores.
Não prescreva, mas me dê:
1 abraço sem pressa,
2 olhares de quem acredita,
e se possível…
um “logo te vejo” que não demore uma vida.
Enfermeira, Traga-me um Sorriso Sarcástico
Enfermeira, traga-me um sorriso sarcástico,
com a dose certa de charme e ironia.
Que confunda meu juízo drástico
e me faça rir na própria agonia.
Traga-me falas rápidas e leves,
com desvios de olhar calculados.
Com pausas que são como breves
silêncios, mas nunca calados.
Me vacine contra essa tagarelice
que me prende mais que o perfume dela.
E, se sobrar, me cure do feitiço
de achar graça em cada novela.
Prescreva:
1 deboche bem medido,
2 risos que não se evitam,
e se possível…
um “te quero” que eu acredito.
Título: Enfermeira, Traga-me um Café
Enfermeira, traga-me um café,
às quatro, na mesa de sempre.
Que aqueça a alma como só ele é
e adoce a saudade discretamente.
Traga-me goles com gosto de antes,
com cheiro de tarde tranquila.
Com a calma dos olhares distantes
e a pressa de quem ainda vacila.
Misture no açúcar um pouco de coragem,
para que o coração não trema tanto.
E sirva junto um pedaço de passagem,
da estrada que encurta o meu encanto.
Prescreva:
1 xícara cheia,
2 cadeiras frente a frente,
e se possível…
que ela chegue antes da gente.
Enfermeira, Traga-me uma Rosa
Enfermeira, traga-me uma rosa,
mesmo que murcha, mesmo cansada.
Que cure a espera silenciosa,
guardada no banco de trás da estrada.
Traga-me pétalas com cheiro de volta,
com poeira de lembrança antiga.
Com espinhos que o tempo solta
e um pouco de vida que ainda abriga.
Me aplique no peito uma esperança lenta,
que floresça mesmo sem primavera.
E me diga que amor, quando é de criança,
guarda raízes que o tempo espera.
Prescreva:
1 promessa cumprida,
2 sorrisos tímidos,
e se possível…
um quintal para a rosa, mesmo sem vida.
Enfermeira, Traga-me um Soneto
Enfermeira, traga-me um soneto,
com 14 versos e um café às quatro.
Que trate a nostalgia com afeto
e cubra de rima o que foi abstrato.
Traga-me estrofes com gosto de volta,
com perfume de rosa esquecida.
Com um toque de infância solta
e uma leve ironia bem-vivida.
Me injete lembranças no braço esquerdo,
o do coração, o mais sincero.
Anestesie a ausência com palavras,
antes que meu peito fique mais severo.
Prescreva:
1 abraço, 2 olhares desviados,
e se possível…
um entrelaçar de dedos inesperado.
Querido lírio (2° soneto)
Lírios azuis no jardim da saudade,
Lembranças doces que não param de chegar.
Cada pétala, um suspiro de amor,
Cada cheiro, uma memória que faz chorar.
No silêncio, as saudades se fazem ouvir,
E os lírios balançam ao vento, sem parar.
Lembranças de momentos que nunca mais,
Mas que vivem em mim, como um perfume que não some.
Os lírios azuis, símbolo de pureza,
Me lembram de ti, minha doce lembrança.
Saudades que doem, mas que também curam,
E os lírios azuis, que me fazem sonhar.
Rosas no seu travesseiro
Depois de uma noite chuvosa, o primeiro domingo de 2025 amanheceu lindo, com o sol brilhando entre nuvens brancas, sobrepondo o céu azul.
O relógio da matriz, através das suas badaladas, indicava que as horas estavam avançando e, aí... A manhã passou, dando lugar à tarde... E num piscar de olhos, a tarde também se foi, dando lugar à noite... E eu? Eu... Fiquei aqui só, com os meus pensamentos, dando asas à minha imaginação...
Helcedir - Manhumirim - MG
Não vá à espera de aplausos, nem mendigue ajuda ou perdão de quem não tem a tua consideração.
Nos dias tristes, consola a alegria ferida pela decepção.
Você não é a pobreza, nem a riqueza de estar onde está.
Quem vive de utopia desconhece os pesadelos;
o que assombra é a consciência,
e quem está indefeso teme não a ilusão,
mas a realidade.
Hoje quero dormir o sono dos anjos — não sonhar, apenas descansar.
Dormir uma noite inteira em silêncio,
sem despertar no meio da madrugada,
longe dos pesadelos,
distante dos sonhos que me levam até ela.
