Coleção pessoal de testeteste123
A Profundidade dos Afetos na Experiência Humana
Os afetos são as linhas invisíveis que conectam as almas, tecendo laços que transcendem a razão e o tempo.
Eles não se explicam, mas se sentem, não se controlam, mas nos controlam. O amor, a amizade, a saudade, a gratidão — todos são formas de afetos que moldam a nossa percepção do mundo, tornam a experiência humana mais rica e complexa. Cada encontro, cada palavra dita com o coração, cada olhar que compartilha silêncio, é uma troca de afetos que vai além da superfície. O que nos move não são apenas os pensamentos, mas o que o coração sente e o corpo carrega em sua memória emocional. E talvez a maior profundidade do afeto esteja em seu poder de transformar: ele cura, faz crescer, ensina a verdadeira essência da empatia. No fim, os afetos são a poesia não dita da vida, que, sem eles, seria apenas uma sequência de momentos vazios.
CONCEIÇÃO PEARCE
Ying-yang de Deus-Homem
Deus sendo perfeito idealiza o imperfeito ( O Homem), e por sua vez o Homem sendo imperfeito idealiza o perfeito ( Deus).
Aqueles que pertencem a Deus são escolhidos como pedras preciosas, lapidados com amor pela Sua Palavra, para que, com os olhos da alma, possam percorrer o caminho eterno que o Senhor traçou para suas vidas.
A sorte e o azar são tais como Deus e o Diabo em que a gente acreditando ou não, há sempre momentos em que atribuímo-los a sua manifestação em nossa vida.
Você sabe que
pode se relacionar
com qualquer
homem.
O fato é que
não me troco por
nenhum deles.
____Eu Sou Aquele
Amor
Inalcançável...__
Sim.
Deus não une dois corações vazios, mas dois inteiros, restaurados em Sua Verdade, que já caminham com Ele antes de caminharem juntos, para então viverem um amor eterno, selado por Seu Propósito Divino.
Você pode sair
por aí e ter o homem
que você quiser. O fato é
que não me troco por
nenhum deles.
____Eu Sou Aquele Amor
Inalcançável...__
Sim.
"Ele sempre tem a
impressão de
que as pessoas jovens
têm a mesma idade
que ele. As pessoas costumam
achar que ele não
tem a idade que diz ter
por ele ter uma
aparência jovem."
— By-Marcélio Oliveira
Nasci de novo através da poesia.
Num momento em que já não havia saída,
quando a angústia e a escuridão dominavam,
a poesia chegou.
Versos de rancor marcavam cada folha,
com o lápis que parecia mais pincel.
Forte! Cheio de erros ortográficos,
sem acentos,
mas carregado de sentimento.
Entre críticas e superação,
no contraste entre razão e emoção,
encontrei minha paz,
meu alicerce,
meu refúgio da mágoa —
mágoa que me tornou forte, que mais tarde,
transformou-se em um arco-íris repleto de luz.
E mesmo diante da tempestade,
ele permanece lá,
refletindo a beleza do mundo,
a beleza da vida que, no início, é dor.
Pesquiso, busco sinônimos,
generalizo,
mesmo que ainda incerto,
mantenho meus princípios e provérbios:
a vida é feita de escolhas,
e eu escolhi ser honesto.
Busco um sonho que leva pureza a todos que estão ao meu redor;
um sorriso sincero,
poeta de alma livre e correto, que jamais andará sozinho, pois Jesus é o meu guia e minha mente é meu destino.
Melodia do Afeto
O afeto espontâneo é a chave que desvenda
A melodia oculta no compasso da vida.
É ele quem guia, sem pressa ou demora,
Trazendo a nota exata, no momento da hora.
Os ventos do acaso, imprevisíveis e leves,
Sopram novamente, nas esquinas do destino,
Como que a nos lembrar, com a suavidade do vento,
Que há sempre algo novo, por mais que o tempo siga.
Por isso, passei a cantar, de alma desnuda,
O canto da reciprocidade, com o coração aberto,
Que em cada palavra, em cada gesto, se espalha,
E com ele, novas melodias de amor e paz surgem,
Como brisas que refrescam e renovam o ser.
A vida, então, passa a ser um eco de harmonia,
Onde o afeto, ao invés de ser mera resposta,
Torna-se a força propulsora,
Que nos impulsiona a viver, a amar, a ser.
CONCEIÇÃO PEARCE
Paradoxo da Vida
Quando insisto em flutuar,
o corpo teima em afundar.
E quanto mais busco a razão,
mais me afoga a solidão.
Mas se entrego o meu pesar,
sem forçar, sem me agarrar,
o mar me toma com ternura,
e me devolve à superfície pura.
A calma vem quando me rendo,
sem controlar, apenas sendo.
O medo nasce ao tentar segurar
o que só vive se eu deixar soltar.
Segurança é ilusão bonita,
que nos engana, que nos limita.
É no soltar que a alma voa,
é no confiar que a dor escoa.
Afundar por querer flutuar,
flutuar por saber se soltar.
O paradoxo é sutil, profundo:
é se perder pra caber no mundo.
CONCEIÇÃO PEARCE
Luz e Sombra da Alma
Há dias em que sou luz.
Ilumino tudo sem querer.
outros dias…
Eu sou sombra.
Me escondo de mim.
Faço o mal que não quero,
sem entender por quê.
O bem que desejo
fica parado na beira
do meu medo.
Sou cheia de abismos.
feridas antigas,
gatilhos que disparam sozinhos
quando menos espero.
não é drama,
é história mal curada.
E o que eu alimento em silêncio
cresce.
A raiva?
A compaixão?
A crítica?
O amor?
A alma é território de guerra,
mas também é jardim.
E se não cuido,
tudo vira mato por dentro.
O autoconhecimento não é bonito,
é rasgar a pele,
olhar os monstros nos olhos,
e ainda assim escolher
ficar.
curar.
voltar pra si.
Porque o mundo dentro da gente
precisa mais do que frases bonitas —
precisa de presença,
de coragem,
de recomeço.
Nascer de novo
não é sobre mudar tudo.
É sobre lembrar
quem se é
embaixo de todas as máscaras.
Sou luz.
Sou sombra.
Sou quem observa as duas
e aprende a viver
com inteireza.
CONCEIÇÃO PEARCE
A Travessia do Ser
Há um tempo que não se mede em horas,
É o tempo da alma, que vem e demora.
É quando a vida exige sentido,
E o coração cansado grita sem ruído.
Crescer não é subir, é afundar primeiro,
É encarar o escuro, o próprio travesseiro.
Revisitar memórias, desatar os nós,
Ouvir a infância ainda gritando em nós.
A família — o primeiro espelho partido,
Amor e ferida no mesmo tecido.
Nos laços que curam também há dor,
Mas é nesse emaranhado que nasce o amor.
Despertar não é se iluminar inteiro,
É acender um canto por dia, por inteiro.
É morrer um pouco pra enfim renascer,
É escolher-se, mesmo sem saber.
A alma não grita, mas sussurra forte,
Guia nossos passos, muda nossa sorte.
E no silêncio entre um trauma e a cura,
Ela encontra a chave da ternura.
Não há mapa certo pra quem quer voltar,
Só o impulso interno de se reinventar.
A dor é mestra, a queda é semente,
E amadurecer é sentir conscientemente.
Então sigo, sem pressa, sem disfarçar,
Aprendendo que sentir é forma de estar.
Que viver não é vencer nem fugir,
Mas se permitir — e prosseguir.
CONCEIÇÃO PEARCE
Ciclos que Não Cabem no Relógio
Não é no calendário que a vida se escreve,
É no impacto daquilo que a alma recebe.
Há anos que duram segundos, sutis,
E segundos que abrem abismos sem fim.
Nem todo ciclo começa em janeiro,
Alguns se iniciam num olhar verdadeiro.
Outros nascem quando tudo desaba,
E a alma despida só sente e não fala.
Há despedidas que marcam começos,
E encontros que duram só por excesso.
Há primaveras que brotam no luto,
E invernos que chegam sem aviso e sem escuto.
O tempo real não vive nos ponteiros,
Mas nos suspiros contidos, nos travesseiros.
É no corpo que chora sem saber por quê,
É na alma que insiste em permanecer.
Os ciclos da vida não seguem o relógio,
Eles vêm com amor ou partem com ódio.
São ondas internas, marés do sentir,
Nos puxam ao fundo, pra depois emergir.
Tem dor que é mestra, tem medo que guia,
Tem perda que limpa a alma vazia.
E quando parece que tudo é ruína,
A alma, em silêncio, germina.
Assim, seguimos — sem saber quando ou por quê,
Mas sentindo que algo em nós quer nascer.
Não somos linha reta, somos espiral,
Vivendo o eterno num tempo sem igual.
CONCEIÇÃO PEARCE
Infâncias Roubadas
No berço onde deveria morar o sonho,
Habita o medo em olhos de criança.
Mãos sujas rasgam véus de esperança,
E a pureza escorre no silêncio tristonho.
Não há mais bonecas, nem quintal, nem céu,
A infância agora veste salto e maquiagem.
Brinca de ser grande farsa, personagem
Enquanto a rede a vende como um troféu.
Na tela azul, likes são algemas invisíveis,
Olhares doentes caçam pele e inocência.
Corpos expostos, desfeita a decência,
Entre danças virais e risos terríveis.
O predador não se esconde no mato escuro,
Ele mora ao lado, elogia, compartilha.
Comenta com coração, mas nada brilha
Nos olhos da vítima, só um abismo duro.
Pais que vendem o brilho dos seus filhos
Por views, por grana, por fama ilusória.
Transformam amor em moeda provisória
E assistem calados seus piores delírios.
A infância sangra em becos e mansões,
Em favelas, em iPhones de última geração.
O abuso não escolhe cor, nem condição:
Ele entra pelas portas, pelas conexões.
Há gritos engasgados no travesseiro,
Há vergonha, há culpa que não é delas.
E o mundo vira o rosto diante das janelas,
Onde a dor vira conteúdo passageiro.
Mas há de vir um tempo de justiça e luz,
Onde toda criança seja só criança.
Sem medo, sem dor, só riso e esperança.
E cada pedófilo carregue sua cruz,
E um dia a justiça o encontre .
CONCEIÇÃO PEARCE
Somos balões de sentimentos, por isso, cuidado em quem quer estourá-los; zele por quem quer segurá-los; livre-se de quem quer murchá-los, afaste de quem que soltá-los e aproxime-se de quem quer enchê-los.
Você é o autor da sua própria história. As escolhas são os capítulos. Escreva um enredo que te faça feliz. A vida é uma aventura, e você é o protagonista
O Peso de Sentir em Silêncio
É difícil lidar com a dor e, ao mesmo tempo, ter consciência dela.
Difícil lutar contra a vontade de desistir e, ao mesmo tempo, querer seguir.
Difícil segurar o próprio peso sem querer ser um peso para ninguém.
Eu sei o que carrego. Sei da minha dor, da minha luta. Sei que não sou o centro do mundo e que todos têm seus próprios problemas. Por isso, me contenho. Por isso, me silencio. Por isso, engulo as palavras antes que pareçam um pedido de socorro inconveniente.
Não quero ser fardo, não quero ser vítima, não quero estar sempre no mesmo lugar de vulnerabilidade. Eu tento. Eu busco. Eu me movimento. Mesmo quando parece impossível, eu me esforço.
Mas o que é mais difícil nisso tudo?
Talvez seja entender todo mundo enquanto ninguém me entende.
Talvez seja cuidar para não incomodar enquanto ninguém percebe o quanto dói.
Talvez seja ser forte o suficiente para lutar contra a dor, mas não o bastante para ser compreendida.
E assim sigo: entre a vontade de sumir e a necessidade de continuar. Entre o silêncio e o grito que nunca sai. Entre a consciência de tudo e a sensação de que minimizam.
Se soubessem quantas vezes ouvi palavras de onde menos esperava…
E como, em certos momentos, a vontade de morrer se torna um sussurro persistente só para que, no fim de tudo, percebam que era real – cada suspiro das palavras ditas e das que foram sufocadas dentro de mim.
