Coleção pessoal de testeteste123
Ao deixar a juventude, ganhamos não apenas cabelos brancos, mas também sabedoria, a capacidade de olhar para trás sem arrependimento, de compreender que cada escolha moldou quem somos, e de valorizar os momentos simples que antes passavam despercebidos.
Os desentendimentos são consequências normais da ilusão de duas pessoas na busca de serem perfeitas entre si, mas as decepções que ela ocasiona pode impedir que enxerguem que pode ser, justamente, as diferenças que as uniram para se completarem.
Se não houver algo que nos inspire, algo que torne a luta digna, nossa vida não passa de um sopro efêmero, uma passagem vazia pelo tempo.
As declarações de amor contribuem para a construção de um relacionamento, mas o verdadeiro operário que soloidifica o que foi construído, se chama ato.
Migalhas espalhadas no chão para nós, pombos de olhar cansado. Mas a alma, mesmo à espera, não se curva, sabe que há céus inteiros por onde voar.
As declarações de amor são importantes e necessárias para a longividade de uma relação, mas erão apenas palavras se não forem expressadas pelos os atos.
Ao longo da minha trajetória, muitos se foram, mas não sinto falta, o que partiu, na verdade nunca me pertenceu.
Soneto “Homens da minha vida”
Márcio, meu esposo, namorado e companheiro
Um pai presente, com carinho e dedicação
Homem simples, divertido e verdadeiro
Sua alegria nos cativa, pura diversão.
Márcio Júnior, meu filho primogênito, meu doce amor
Meu menino autista, cheio de sonhos, azul é seu mundo
A cada dia nos ensina o novo e pretende ser ator
É calmo, sereno, sincero e com olhar profundo.
Henrique Lui, menino parceiro, nosso segundo rapaz
Gosta de esportes, é dedicado, tranqüilo e espontâneo
Meu tesouro branco, é firme em tudo o que faz.
Emanuel Cauê, o caçulinha, de futebol, aos sete já era comentarista
É carinhoso, emotivo, às vezes tímido, questionador
Meu pacotinho de ouro, meu intenso flamenguista.
Tatiane da Silva Santos - Santarém PA
23/08/25
Deus é um paradoxo silencioso, que insisto em crer, mesmo sem compreender, mesmo sem ter palavras para explicar.
Embora sejamos fortes, ainda assim não suportamos o invisível que silencia e congela a alma. Somos ouvintes em todos os momentos, E com isso somos alunos em todo o tempo. Feliz é a alma que é pura em meio ao caos, não julga, não insulta, não fere, não mede. Tudo é o todo, tudo se torna simples, a dor é transformação, a solidão é afirmação, a paz é o mínimo possível a ser alcançado. A paz é fruto do todo, definindo o todo como incondicional. Só as mentes que agem fora da caixa, de forma natural, sem as futilidades mundanas, compreendem. Sejamos a paz, e se fizermos o mínimo, teremos todas as sequências estampadas em cada csminho, cada dialogo. Boto fé nos humildes de alma.
BOM DIA
VQV
FÉ SEMPRE
Wellington Charles N. T.
"O indivíduo que vive baseado apenas na motivação é um escravo da oscilação emocional. Portanto a consistência é mais valiosa que empolgação."
Ao olhar uma estrela cintilante, não sei se seu brilho é verdade ou apenas a memória de uma luz extinta, que há muito deixou de existir. Talvez não seja ela que se perdeu, mas eu, que permaneço no lugar errado.
O Dente do Leão
Autora: Karina Gera
– Você viu o dente-de-leão no quintal? – disse a mãe, toda contente.
Margarida arregalou os olhos:
“Um dente de um leão de verdade?”
Espiou curiosa o jardim:
– Ué… cadê o leão? – perguntou.
A mãe riu e mostrou uma flor branquinha:
– Esse é o dente-de-leão. Quando sopramos, ele espalha sementes pelo vento.
Margarida soprou bem forte e, vendo a flor despedaçada, disse:
– Agora o leão ficou banguela!
Pedacinho de Papel em dobro
Um pedacinho de papel voou
E na imaginação da criança, pousou.
No céu, vira avião a riscar
E na cabeça chapéu de pirata pronto a brincar.
Se molhado, vira barquinho no rio,
Se amassado, bolinha que caiu.
Se recortado, coração despedaçado,
Se rabiscado, desenho encantado.
Pode ser mapa de um tesouro,
Ou memória que vale mais que ouro.
Convite de festa, diário lacrado,
Livro, cartinha, segredo encantado.
Pedacinho de possibilidades,
Fruto de uma árvore das nossas cidades.
Se vai para o lixo, é puro desperdício,
Na reciclagem, ganha novo ofício.
Este pedacinho de papel é poesia,
Um verdadeiro mosaico de alegria.
Um origamin que brincou e encantou
E a imaginação da criança também dobrou.
Ele não era assim tão pequenino,
Eita papelzinho cheio de destino.
Sozinho não consegue decolar.
Sopre-o para outro lugar.
Karina Gera
No instinto de sobreviver, o veneno se desfaz em silêncio, críticas tornam-se pó,
julgamentos se perdem no vento. E o ser, ainda de pé, atravessa a provação intacto.
Lá fora está frio e chuvoso e as ruas se encharcam de silêncio. As gotas escorrem nas janelas como se fossem lágrimas antigas que o céu já não consegue conter.
