Coleção pessoal de testeteste123
Reflexão Amigavél
Às vezes, nos vemos cercados por pessoas que, embora estejam presentes em momentos mais tranquilos, hesitam em nos incluir em experiências mais amplas. Essa proximidade em casa contrasta com uma ausência em ambientes públicos, como se houvesse uma linha invisível que separa o que é íntimo do que é social.
É natural querer estar ao lado de quem gostamos e compartilhar momentos em diferentes cenários. Quando percebemos que estamos sendo deixados de lado, é um convite para reavaliar nossas conexões. Algumas pessoas parecem priorizar outros amigos, nos abandonando em momentos combinados para se encontrarem com outros, como se nossa presença não fosse tão valiosa.
Refletir sobre isso nos ajuda a entender que merecemos amizades que nos valorizem em todos os aspectos, não apenas nas quatro paredes de casa. A verdadeira amizade se revela na disposição de estar presente, independentemente do lugar ou da situação.
É um lembrete de que, se alguém não valoriza o tempo que passamos juntos, talvez seja hora de reconsiderar essa relação. Afinal, todos nós merecemos ser priorizados e respeitados nas nossas interações.
......
Se a polarização teve o cuidado de criar mecanismos para alimentar vieses de confirmação de ambos os lados, talvez o foco seja a guerra palavrosa em detrimento da razão.
Quando a polarização se instala, ela não se contenta em só dividir: constrói mecanismos sutis para reforçar os vieses de confirmação de cada lado.
Alimenta certezas pré-fabricadas, faz do contraditório um inimigo e transforma o diálogo em trincheira.
Nesse cenário, a razão deixa de ser o norte e se torna apenas adereço, usada quando convém e descartada quando incomoda.
O que prevalece não é a busca pela verdade, mas a guerra palavrosa, em que vencer importa mais do que compreender.
E assim, o que poderia ser um espaço de encontro, se reduz a um medonho campo de batalha onde todos falam, mas quase ninguém realmente escuta.
Quando a política se alimenta do ódio, o que ela devolve à sociedade é ainda mais ódio.
Benê Morais
Seja um cristão que enfrenta os tentáculos do anticristo e o resultado será a morte mas, a glória será eterna.
À elite do retardo em nada importam o povo nem a pátria — senão tão-só os seus interesses; e, por tais desígnios torpes, vendem o povo como quem troca ouro por cobre vil.
Sinceridade é meu jogo, não brinco de ilusão,
digo na cara, sem medo, sem enrolação.
Se minha verdade assusta, não é meu problema, não, quem foge do espelho,
não merece meu chão.
Quem fica, fica forte, com alma e coração,
sem máscara, sem mentira, só pura conexão.
Sou raio de clareza, luz que corta a escuridão,
quem entende meu brilho, ganha minha devoção. ✨
Nem sempre o que é bom para você é para o outro, aceitar a peculiaridade alheia é sinal de amadurecimento.
Em que abismos do céu
provou arder dos seus olhos?
Um fogo que plasma tão mau
e bom de tão perfeita simetria.
Tentes e atentes, à vida-morte,
a carne e que sequer deseja,
derretida em mar de luxúria
com apenas uma luz em reflexo.
tão árduo caminho se vem
como no espelho da verdade,
me perco em olhar pro céu
nas lágrimas da mente humana.
O coração e mente, do fruto
que é doce ao comer,
expressando o engano
que celebra o prazer.
Ser sincera é um dom, não um defeito. Quem não gosta da sua verdade, não merece a sua presença. É como se você fosse um espelho claro: Alguns fogem do reflexo, outros se aproximam justamente porque precisam enxergar.
A sinceridade pode afastar os fracos, mas atrai os fortes, os que querem caminhar na mesma luz que você. 🌹
O tempo veio em meu socorro, resgatou-me do sofrer e falou: decide se vais continuar na loucura, ou se dirás adeus às dores que te amordaçam.
SOMOS CARROÇAS VAZIAS?
Existe uma música chamada “The First Cut Is the Deepest” (algo como “o primeiro corte é o mais profundo”). Assim também são as primeiras chuvas depois da estiagem: a eletrostática, a poluição e as diferenças gritantes de temperatura fazem com que essas primeiras águas sejam, na maioria das vezes, assustadoras.
Ventos fortes, raios, às vezes granizo — dependendo da região em que vivemos. Não faz muito tempo, tempestades eram situações raras. Embora sempre tenhamos sido palco de descargas elétricas, já há bastante tempo somos o país mais atingido por raios no mundo.
O clima perdeu o controle. A princípio, eu não acreditava em mudanças climáticas. Achava que era apenas mais uma forma de alguém enriquecer espalhando pânico entre a população. Aliás, espalhar medo parece já fazer parte da rotina humana.
As notícias hoje são instantâneas, viajam na velocidade da luz. Cai um avião no Japão e, em questão de segundos, os noticiários do mundo inteiro já exibem imagens do acidente: as últimas palavras do piloto, vídeos dos passageiros... É o preço que pagamos por vivermos conectados.
Mas, falando nisso: até onde somos realmente independentes? Gostamos de estufar o peito e afirmar “não dependo de ninguém”. Até onde isso é verdade? Alguém fabricou este caderno, esta caneta, esta mesa, esta cadeira. Dependo dessas coisas para me sentar, escrever, dormir, escovar os dentes — e em tantas outras situações banais e repetidas da vida cotidiana.
O que seria de nós sem os lixeiros ou sem os coveiros? Claro, poderíamos voltar à moda antiga: cada um cuidando do seu morto, abrindo sua própria cova. E o lixo acumulado? Como descartaríamos? Cada um se viraria com o seu? Uso exemplos extremos apenas para mostrar que somos todos dependentes, mesmo propagando aos quatro ventos que somos livres e independentes.
O livre-arbítrio volta e meia vira assunto de mesa de bar, onde todos sabem quase nada e acham que o pouco que sabem basta para sustentar uma tese acadêmica. Falam bobagens sem parar, misturam assuntos, distorcem impressões e acreditam que, no fim, o bolo — mesmo bizarro — é apetitoso.
Santo Agostinho frequentemente aparece nessas conversas. Para ele, o mal não foi criado por Deus, mas é consequência do mau uso do livre-arbítrio: um dom que pode levar à busca de bens inferiores e ao afastamento da verdade e da salvação divinas. Mas até onde somos realmente livres para escolher?
Ou melhor: até onde nossas escolhas não nos criam problemas?
Acreditamos que podemos fazer o que quisermos, mas poucas verdades existem nessa máxima. Somos todos atrelados uns aos outros. Tudo o que fazemos gera uma reação em algo ou alguém. Vestimo-nos em função da relação com os outros — mesmo quando nossas roupas são um protesto. Tudo o que falamos busca uma reação, seja em momentos bons ou ruins.
Dizem que o silêncio é a melhor forma de protesto. Faz sentido: uma provocação sem resposta se perde, fica sem conclusão.
Então, por que, quando provocados, não conseguimos permanecer em silêncio?
Arrogância: orgulho desmedido, atitude excessiva, senso inflado de importância, sentimento de superioridade, desprezo pelos outros, falta de humildade e visão distorcida das próprias competências. Nunca pensei que encontraria tão facilmente uma definição tão completa do comportamento humano.
Por sermos arrogantes, sentimos que precisamos nos impor, mostrar que somos mais sábios ou mais importantes que aqueles que nos ofendem. Mas o silêncio, em certos casos, pode parecer submissão. Lembro-me de uma discussão com alguém tão teimoso quanto eu (ou até mais, o que é raro, mas existe). Nela, concluí com a frase:
— Vou ficar em silêncio. Isso não significa que concordo com você, apenas que qualquer palavra dita só prolongará um assunto que não me interessa.
Duro? Seco? Mal-educado? Talvez. Mas a ocasião exigia firmeza: a discussão já se estendia, os ânimos estavam exaltados, e nenhum dos dois tinha argumentos consistentes para prosseguir.
Existem assuntos — geralmente os mais debatidos — que talvez nem devessem ser abordados. Somos como técnicos de natação que mal sabem nadar “cachorrinho”, mas querem competir nas Olimpíadas sem aceitar que jamais chegarão ao pódio.
Conta-se que um pai e um filho caminhavam por uma estrada. O pai parou, encostou o ouvido no chão e disse:
— Vamos sair do caminho, está vindo uma carroça vazia.
O filho, curioso, perguntou:
— Como o senhor sabe que está vazia?
E o pai respondeu:
— Carroça vazia faz muito barulho.
Será que nós também somos carroças vazias?
A escravidão não acabou; apenas retirou a mordaça e escondeu as correntes, para que os escravos vivam em liberdade, sem nunca serem realmente livres.
Que vida é essa que vivemos? Um desapego distante do amor e da felicidade, noites vazias sem aconchego. Não há casal que resista a viver uma vida sem amor.
Carta Aberta
O “ir embora” sempre foi pesado e árduo,
só sendo acompanhado de um “até breve”
pra poder deixar ainda mais a respiração pesada.
Pois cada minuto processando o “ir embora agora”,
a saudade vai ser o passatempo da viagem,
com um gosto, no entanto, agridoce.
Levo na mala as lembranças,
os momentos que aqui tive,
mas deixo o meu coração —
e até é bom que aqui ele esteja guardado.
Peço encarecidamente que o deixe no meu cantinho,
e se precisar fique bem pertinho,
que é pra de lá, onde eu estiver,
sentir o teu carinho.
Mas enfim, me resta ir:
“Ir embora agora”... mas até breve!
— Êmily Santos
Despedida
Não sinto mais sua falta
Acho que talvez não.
Faz tempo que não me pego pensando em você,
então não a sinto.
Sua partida me doeu tanto,
tanto que uma escala visual analógica não mensura,
tanto que o mundo se distraiu,
pra mim tudo parece hostil.
Me vi perdido no meio de uma multidão,
enxergava tudo e todos
através de uma TV da década de 1950.
Tanto que chega dói ao pensar
do tanto que estava a te esperar.
Essa história se complicou,
quase que carreguei o peso da culpa.
Agora não será mais o assunto
da minha sessão de terapia.
Tudo isso me causou estrago,
eu não — mas todo mundo via.
— Êmily Santos
