Coleção pessoal de testeteste123
O destino não é cruel, apenas nos espera. Somos nós que, apressados, corremos ao seu encontro e o abraçamos, sem ouvir o sussurro da nossa razão.
Às vezes, você pode parecer “chato” com aquela pessoa que ama verdadeiramente e por quem tem um cuidado todo especial.
Quantas vezes você já gritou por dentro por alguém assim?
E, mesmo assim, essa pessoa não quis te ouvir, talvez porque, por algum motivo, não quis acreditar em você.
Mas você não parou.
Você insistiu, clamou… até que, finalmente, ela te ouviu.
E foi esse detalhe que mudou tudo.
O mais impressionante é que os sinais sempre estiveram à vista.
A vida também é assim: sempre dá pequenos avisos.
Antes da demissão, vem o desânimo.
Antes da traição, o distanciamento.
Antes da crise financeira, o desequilíbrio.
Só quem vive correndo não escuta.
Quem não escuta, não enxerga.
E quem não enxerga, paga um preço alto demais.
Mas aqui está a parte mais linda dessa história:
o “chato” falou diretamente com quem realmente se importava.
Ele insistiu até que a pessoa agiu.
A vida é igual.
Quando você fala com quem realmente se preocupa,
e essa pessoa percebe que a sua preocupação é verdadeira,
ela te escuta, mesmo quando ninguém acredita, mesmo quando parece tarde demais.
Se você levar seus sinais, seus medos e dores para quem ama de verdade,
ele vai te escutar.
Porque, entre a distância e o desastre,
o milagre está simplesmente na sua atenção por quem você ama de verdade.
(Tempo Divino)
Sou sem começo e final
Eu venho de era em era
Eu sou o tempo que gira
O grande giro da esfera
A luz do sol e da lua
Justiça que nunca erra
Sou a eterna semente
Todos os seres da terra
A voz de Deus acende as estrelas
No céu do teu coração
Tá tudo escrito no livro da vida
É só prestar atenção
Eu sou os três sacrifícios
Nas páginas das escrituras
Chuva que cai e sacia
A cede das criaturas
Sou alegria e tristeza
Culpa sem bênção e perdão
Paz e amor que iluminam
Povos de cada nação
A voz de Deus acende as estrelas
No céu do teu coração
Tá tudo escrito no livro da vida
É só prestar atenção
Sou teu anjo da guarda
O teu refúgio e o teu lar
Eu sou a Pedagogia
Me chame se precisar
Todas as religiões
A mente humana criou
Seja qual for teu caminho
Tu chegarás onde estou
A voz de Deus acende as estrelas
No céu do teu coração
Tá tudo escrito no livro da vida
É só prestar atenção
É só prestar atenção...
Ôoh
Sim
🤍
Eu sou uma construção de algo tão genuíno
que não sei onde me encaixar como peça.
Aonde abrirei espaço neste quebra-cabeça chamado vida?
Se faço parte dele, por que me deixas tão solta,
a ponto de sentir que não me encaixo?
Será que é porque ainda estou em construção
e minhas arestas não têm forma definitiva?
De fato, um dia estarei completa,
com estrutura firme e forte,
a ponto de me encaixar e encontrar a perfeita completude.
Mesmo genuína, buscando acertar,
ainda tropeço em meus próprios erros e medos.
Medos que me impedem de tentar,
até mesmo de errar ou de aceitar.
Eles me travam, me bloqueiam,
tomam minha mente e me conduzem
a lugar nenhum.
Será que, para me encaixar,
preciso me quebrar tantas vezes
até caber em formas
que talvez nunca foram feitas para mim?
Você é o detalhe que eu quase não noto,
Mas que faz toda a diferença no meu dia.
Um olhar, um sorriso, e tudo se desmorona,
E eu fico perdido em você, sem saber por quê.
Talvez seja o jeito que você sorri,
Ou a forma como você se move, me consome.
Seja o que for, eu não consigo explicar,
Mas você mexe comigo de um jeito que me destrói,
Me deixa sem ar, sem chão, sem voz.
Quero ver se você nota também,
Se sente o mesmo, ou se é só uma ilusão.
Talvez seja apenas uma emoção,
Um vazio que precisa ser preenchido, mesmo que me doa.
Mas a verdade é que eu não sei mais,
Se é você que eu quero ou a ideia que eu criei.
Se é o seu sorriso ou o meu próprio reflexo,
Que me faz sentir vivo, mesmo que por um momento.
Eu sinto que estou me afogando,
Em um mar de incertezas e desespero.
E se eu disser e você não entender?
E se eu mostrar e você virar as costas?
Aí fico aqui, com este segredo,
E o silêncio que sufoca, me mata, me consome.
Um trisal tão nefasto entre a Igreja, o Estado e seu Braço Armado só poderia parir tamanha aberração.
Não há sutileza nessa união — ela sempre carrega consigo os germes do abuso e da manipulação.
Quando a fé se deita com a política, e ambos convidam o braço armado para o mesmo leito, o resultado buscado nunca é comunhão, mas o controle da nação.
A Igreja, que deveria consolar, torna-se cúmplice do silenciamento.
O Estado, que deveria servir, converte-se em senhor.
E o braço armado — que deveria nos proteger — se vê no direito de intimidar.
É nesse pacto que o sagrado se prostitui, o político se corrompe e a violência se legitima.
Não é difícil reconhecer os frutos dessa aberração: consciências domesticadas em nome da obediência, corpos disciplinados pelo medo e uma sociedade moldada não pelo diálogo, mas pela imposição.
O trisal nefasto não gera filhos livres, mas servos disfarçados de cidadãos.
E talvez o maior desafio não seja tão somente apontar os riscos sem precedentes dessa união, mas perceber como, vez ou outra, ela continua a ser desejada por aqueles que temem mais a liberdade do que as medonhas grades invisíveis da prisão.
Hoje choro.
Choro ausências, presenças partidas, histórias que ficaram pelo caminho.
Em prantos, tento entender a minha pequenez diante do mundo,
recapitulando a importância que tantas pessoas tiveram na minha vida,
o quanto eu me doei, o quanto construí silenciosamente nos outros.
Choro por tudo:
por aquilo que tive e não soube guardar,
por aquilo que nunca tive e ainda assim senti falta,
por aquilo que não terei e já dói como perda antes mesmo de existir.
O peito pesa, o coração tropeça,
os olhos se fecham para não ver e, ao mesmo tempo,
se abrem para dentro de mim, onde tudo lateja.
No fundo, chorar é o meu jeito de respirar o que sufoca,
de dar forma à dor antes que ela me consuma.
E, enquanto as lágrimas caem,
descubro que ainda há algo vivo em mim:
a capacidade de sentir — mesmo quando dói.
A presença que permanece
Há presenças que, mesmo ausentes,
seguem preenchendo.
Invadem uma vida de tal maneira que se tornam insubstituíveis.
E quando partem, deixam vazios tão profundos
que só a dimensão daquilo que um dia foram
poderia, novamente, preencher.
Viver e sobreviver
Viver é atravessar ausências, angústias e medos.
É transbordar, mesmo quando o peito já não comporta.
É refazer-se de tudo aquilo que dói, tentando curar-se.
Anestesiar-se para não sentir e, ainda assim, inevitavelmente continuar sentindo.
Fingir para si mesmo até que algo latente adormeça.
Mas há sentimentos que são feras em reclusão,
presas que não se deixam domar.
Às vezes é impossível conter.
Hoje eu queria
Hoje eu queria poder não sentir.
Queria não precisar confessar a profundidade do que me atravessa.
Queria não dizer o quanto sinto falta,
nem admitir que tantas ausências ainda doem.
Queria poder afirmar que não sinto falta.
Queria poder jurar que não dói.
Mas dói.
E eu sinto.
E esse sentir me quebra por inteira,
mesmo quando parece me manter de pé.
Hoje eu queria poder não sentir,
mas é o sentir que me parte e, ao mesmo tempo, me revela.
Segredo
contei meu segredo pra lua,
pra ela e mais ninguém, ela guarda o meu segredo eu guardo o dela também
Doer até o osso
Doer não é só lágrima,
é silêncio que grita.
É acordar com o peito rasgado
e ainda assim vestir coragem.
É morder o próprio choro
para não desmoronar
diante do mundo.
Ninguém vê a noite sem fim,
apenas aplaudem quando
você se levanta.
No fundo, ser forte não é
vitória, é sobreviver
sangrando,
com a alma em carne viva.
Naldha Alves
Seus amigos lembrarão de você pelo seu bom caráter ou pela ausência dele, mas com certeza lembrarão.
Quando um lixo fala que nada justifica a ação, ele é um baita de um ignorante que não despertou, um mero animal do universo não evoluído.
