Coleção pessoal de testeteste123
Há feridas que são mais cortantes que faca de dois gumes, mas há reflexões que são bainhas sob medida!
Há feridas que sangram silenciosas, invisíveis aos olhos alheios, mas que rasgam a alma com a precisão de uma lâmina afiada.
Não é a força do corte que as torna temíveis, mas a forma como se instalam, corroendo aos poucos a coragem de quem as carrega.
Palavras não ditas, gestos que doem, perdas que jamais encontram adeus — tudo isso é uma faca de dois gumes, que fere tanto quanto ensina a temer.
E, no entanto, há reflexões que chegam como bainhas sob medida.
Elas não evitam o corte, mas oferecem suporte, amparo, um contorno que protege sem impedir o movimento.
São pensamentos que alinhavam o fio da consciência, que transformam a dor em aprendizagem, a confusão em clareza, o remorso em reconhecimento.
A bainha não tira o corte da lâmina, mas permite manejá-la com firmeza e segurança.
A diferença entre sofrer e compreender, entre se perder e se reencontrar, está nesse equilíbrio delicado.
Ferir é inevitável; ser ferido é humano.
Mas refletir com honestidade, com coragem, é criar espaço para que cada corte se transforme em cicatriz, e cada cicatriz, em história que fortalece sem endurecer.
Porque, no fundo, a vida só se revela plenamente a quem aprende a conviver com a lâmina e a bainha — a dor e a consciência, a ferida e a reflexão, o corte e a proteção.
"Os povos não são escravos porque obedecem, mas porque confundem a voz de seus líderes com a própria consciência; e assim, aclamam como virtude o que não passa de hábito de submissão disfarçado de esperança."
Eu não estou melhor que você, você não está pior que eu, você só está do lado daí e eu do lado de cá.
Do que se trata viver?
Viver trata-se de entender a própria dor, para que assim não se atinge os males e socos que o mundo nos dá.
Se trata de viver sabendo que valerá cada segundo o dedicado no que estamos fazendo.
Saber que, de uma hora ou outra não veremos os rostos que estamos assimilarizados
Morrer, sabendo o que foi viver.
O bom profissional muitas das vezes não está no grau de conhecimento que o mesmo possui, e sim na coragem e persistência que define a vontade de tentar mais uma vez.
Conseguir palavras pro poema contendo
a imagem de engrenagem e o calor da imaginação gastando inspiração seguindo
tranquilo sabendo que palavras chegam ao destino que quer a linguagem e que o poeta
é alguém que ganha, da linguagem, o mesmo que ganha o apaixonado de carteirinha pela arte de pensar a vida juntando o que não se gasta, mas se memoriza aumentando
o efeito espanto que causa o aquecimento
da criatividade, pelo consumo de ideias saudáveis, da exploração consciente da linguagem palavras voltem às mesas das famílias e a arte volte a ser arte.
Leonardo Mesquita
Não gosto de ir a sepultamento.
Não gosto de ir a sepultamento,
Porque não suporto o fingimento dos filhos e parentes, quando ouço a lamúria, dá vontade de vomitar em cima dos hipócritas que fingimem ao falecido amar.
Teve oportunidade, nunca abriu o coração para dizer ao falecido: "eu te amo, meu irmão".
Do mesmo modo acontece com os seus genitores, jogam nos abrigos e nunca vão visitar; mas quando a morte os levam, os miseráveis se põem a chorar.
Por esse motivo não vou a sepultamento, pois meu coração não suporta tanto fingimento.
A pena!
A pena que hoje cumpre não é culpa de ninguém. Quando te deram conselhos, você não quis ouvir.
Agora, atrás das grades, foi que bateu o arrependimento, nesse inferno fedorento.
Você deseja liberdade, mas agora é tarde; está pagando pela sua maldade.
"As pessoas que impõem respeito e ao mesmo tempo são carismáticas, são que nem as flores espinhosas, usam os espinhos pra se preteger mas sem perder o seu fascínio"
Precisamos estar vigilantes com as maldades que estão dentro de nós. Muitas vezes elas se apresentam disfarçadas de coisas boas, mas causam chagas profundas no próximo. Com consequências muitas vezes irreversíveis.
É necessário vigiar cada palavra, cada ação.
Vigiai e orai sem cessar!
(Mateus 26:41)
A VESTIMENTA DA GUERRA
(Poema sobre os horrores dos conflitos e a injustiça dos inocentes que pagam o preço)
Vestida de cinza, de fogo e de pranto,
a guerra caminha sem rosto e sem canto.
Não tem coração, mas tem ordens em punho,
e assina sentenças num frio conjunto.
Nos salões do poder, bebem vinhos, decidem.
Assinam destinos — mas nunca os vivem.
Mandam soldados, filhos de alguém,
pra morrer por um trono, por petróleo ou por “bem”.
A criança que chora, não sabe o porquê.
Só sabe que a mãe não vai mais lhe acolher.
Que a casa virou entulho no chão,
e que seu brinquedo jaz sob explosão.
O velho, cansado, sem pátria ou abrigo,
sente o chão sumir — não tem mais abrigo.
A sopa que faltou, a reza que escapa,
a lágrima muda que desce e desaba.
A mãe que amamenta no meio do medo,
vê o filho ir pro front — sem querer, sem segredo.
Briga que não é sua, dor que não tem fim,
mas que corta a carne, invade o jardim.
O pai, sem paredes, sem teto, sem pão,
carrega nos braços o resto do chão.
Os olhos perguntam: “Por que, meu Senhor?”
Mas as bombas respondem com mais desamor.
E o soldado que parte, coração em pedaços,
com fuzil nos ombros e culpa nos braços.
Cumpre ordens que o peito não quer,
e destrói o que resta de algum outro lar qualquer.
Ele ora em silêncio, enquanto avança,
lembrando do filho, da esposa, da dança.
Mas precisa apertar o gatilho, sem ver —
que o homem que cai poderia ser você.
Ele não quer matar.
Mas foi enviado.
Com uniforme limpo, mas o espírito rasgado.
Porque é fácil mandar, de poltrona e discurso,
e pôr na mão dos pobres o peso do absurdo.
Enquanto isso, em terno, gravata e cifrão,
os homens da guerra tomam decisão.
Covardes demais pra pisar a trincheira,
valentes demais pra matar por bandeira.
E a vida se perde em nome da glória,
escrevendo de sangue a mesma velha história.
Ganância, poder, dominação, vaidade —
e a morte batendo à porta da humanidade.
A guerra tem roupa, mas não tem alma.
Tem fúria no peito, mas não tem calma.
Quem veste essa dor é sempre o pequeno —
que morre calado, que sofre, que é pleno.
