Coleção pessoal de testeteste123
Hoje meu coração sangra, minha mente grita socorro, eu tinha desistido do amor, aí vc chegou com um olhar lindo e ali eu aprendi a te amar. Quando te escolhi, vc desistiu de mim e, com o mesmo olhar doce se foi, e com uma tristeza profunda me deixou aqui no meio dessa escura solidão.
"Se você sempre fez o bem , não espere ser reconhecido .
Nem todas as pessoas irão retribuir o bem com o bem.
Sinta-se satisfeito por ter sempre a boa energia, que nem todos tem !"
A pessoa amada em demasia
desconfia do afeto que a cerca.
Não é baixa autoestima, talvez,
mas o eco de um século que ri
do amor que salta abismos:
etnia, idade, credo, costume.
O que outrora era épico
virou piada de feed,
frágil como stories que somem
em vinte e quatro horas.
Melhor assim:
o genuíno se esconde
onde o riso não alcança,
e o descartável
morre de tédio.
Estamos juntos e unidos para a nossa vitória alcançar, não faz sentido conflitar, gentileza em primeiro lugar.
"a sensação de ir embora mais cedo da escola é igual a sensação de sair de carro com o céu nublado e chovendo"
O Que Fica do Que Fomos
William Contraponto
Se um dia eu cruzar a noite inteira
e o corpo cansar do próprio som,
não esperarei por luz ou fronteira;
apenas o rastro do que ainda sou.
Porque além da morte não há segredo,
não há espírito buscando um lar.
Há só memória vencendo o medo
e o que deixamos no fundo do olhar.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Quando a última porta se fechar,
não haverá juízo nem muralha.
A vida é um barco que aprende a passar,
e cada travessia ensina – e falha.
O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Se deixo um verso solto pela rua,
que seja luz pra quem quiser seguir.
Não há mistério entre sombra e lua:
há só a marca do que se quis sentir.
E quem nos guarda não é o além,
é quem repousa o nosso bem.
No silêncio que sucede o último passo,
ninguém nos chama para salvação.
O tempo recolhe o nosso espaço
e entrega aos outros a continuação.
Se algo vive depois do adeus,
não são anjos nem eternidade:
é o que plantamos no chão dos seus,
a parte nossa que vira verdade.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí,
no que vive em ti,
no que chamam fim
e que eu chamo de existir.
O Vício de Brincar com as Palavras e as Imagens, tem seus Riscos: às vezes são elas que se juntam para brincar com a gente!
Brincar com Palavras e Imagens sempre parece um gesto inocente — quase infantil.
Mas quem se arrisca nesse ofício sabe: nada é tão simples quanto parece.
Porque, palavras têm memória!
Imagens têm humor.
E ambas, quando percebem que estamos distraídos, fazem complô.
Às vezes se juntam para dizer o que não ousamos.
Por vezes até revelam o que tentamos esconder.
Às vezes devolvem à nossa própria mente uma pergunta que nem formulamos…
mas que, de alguma forma, já nos habitava.
Brincar com elas é um vício, e sim, — do tipo que não pede perdão.
E cada frase escrita, cada imagem criada ou editada, leva um pouco de nós…
mas também devolve algo que não sabíamos termos entregue.
No fundo, talvez o risco maior não seja brincar com elas.
O risco mesmo é quando elas resolvem brincar conosco —
e, sem pedir licença, sem medo e sem culpa, revelam aquilo que nós estávamos evitando descobrir.
Ler poesia pode até ser uma
terapia, mas não substitui uma
boa consulta psicológica pra
quem não tá de bem com a vida.
O apego é uma tortura que corrói espírito, alma e corpo.
O espírito luta para refletir a imagem do Criador e ser exemplo de luz.
A alma se agita, temendo a exposição diante dos olhares do mundo.
E o corpo, por sua vez, permanece preso às engrenagens do pecado, inclinado a tudo que é imoral..
As pessoas dizem que eu sou poeta; às vezes eu acredito.
Mas aí olho para a minha escrita e duvido.
Ela é simples e direta, sem a beleza dos grandes poetas, daqueles textos que despertam até inveja.
A minha escrita tem rima, tem honestidade — é a minha verdade, nua e crua.
São versos cheios de sentimento, alguns bons, outros ruins.
É arte de rua: sem frescura.
Todos nós por algum motivo, acabamos entrando dentro de uma tempestade, não há mérito algum nisso, o grande mérito existe apenas quando você sai ileso dela.
